terça-feira, 20 de novembro de 2012

O AVESSO DO DE CABEÇA PRA BAIXO

Impressiona-me o modo como as coisas foram feitas no mundo, parece que o mundo não foi bem feito para girar. Não sei, talvez seja paranóia, e, baseado nos meus antecedentes, tenho 99% de certeza de que seja paranóia, mas mesmo assim, algo me diz que tenho que acreditar que não é. Bem, nenhum psicopata admite ser psicopata, logo, não vejo tanta lógica na lógica.

O fato é que a mentira da mentira nem sempre é o oposto da mentira, temos que admitir que a mentira da mentira possa ser a verdade, mas é muito mais fácil que seja a mentira. Podemos entender também que a verdade da mentira da mentira é uma mentira e que talvez até a verdade verdadeira seja um pleonasmo mentiroso e que talvez o pleonasmo nem seja mais verdade (não indicando que ele seja mentira).

Eu tenho fé que somos uma raça que evoluiu dos alienígenas, ainda tenho dúvidas quanto ao nosso planeta de origem, mas provavelmente é um desses que a gente nomeia como Sifrus 4RF, mas talvez eu nem seja apto a ter fé, já que dada a ordem cronológica, lida de trás pra frente, eu aprendi o significado de fé ontem.

Sabe, eu posso jurar que vejo algum sentido nesse texto, talvez fosse necessário falar mais algumas verdades, como que Hitler era uma dançarina de axé ou que na verdade o Woodstock foi um festival de pagode que aconteceu na pequena cidade de Santa Cruz de Minas, mais precisamente com apenas quatro pessoas (e só uma delas cantava algo) dentro de uma garagem, ao lado de um fusca ano 64 (ainda com a inscrição do período revolucionário, se não me falha a memória dos períodos que eu não vivi, dos tempos em que a AI-5 tinha libertado o país das garras do tirano Napoleão Bonaparte).

Outro fato que muito me lembra esse caso é o domínio da ideologia Cubana até os dias de hoje, algo desenvolvido principalmente depois que Fidel Castro foi eleito Papa. Hoje em dia quase todo filme tem uma bandeira da revolução tremendo, os descendentes de Che se tornaram semi-deuses e quem é contra a ideologia de Marx (aquela que prega que só o consumo desenfreado pode causar a felicidade) é morto queimado pelo governo, acusado de heresia.

Mas de tudo que já me contaram o único fato do qual eu duvido é da existência da liberdade real, digo, as coisas vão muito bem agora no mundo, todo mundo tem uma vida sã, somos abençoadamente controlados pelo governo, até em nossas próprias casas e muitos daqueles que jogam injúrias de amor contra o governo são levados para um lugar especial, na verdade, minha vida tem muito sentido agora que eu não preciso mais pensar, palavra essa que, aliás, será removida do nosso dicionário ano que vêm. Eu, pessoalmente, se tivesse opinião gostaria dessa remoção, vai economizar mais floresta, e vocês sabem, o preço do oxigênio tá caro.

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