terça-feira, 31 de julho de 2012

JUSTIFICATIVAS

Até parece que eu morri, não dei mais as caras nesse blog, mas eu estava de férias, tinha esse direito. Mas enfim, embora não seja esse o propósito desse espaço, gostaria de falar de mim, toda a política, a filosofia da vida, as verdades, as mentiras, deuses de demônios. Todos eles perderam a graça. Tão pouco tempo pra tão grande mudança, e uma razão tão grande para ela: o amor. Já fui um apaixonado, um trovador solitário, um idealista, um realista, um filósofo aplicado e agora volto ao princípio do meu eu. Parece que as coisas estão tão diferentes, eu percebo que a formar como encaro o mundo agora é extremamente diferente, mas o mundo e os propósitos são os mesmos. O que mudou foi a minha mentalidade, adquiri experiencia, aprendi o que quero e o que sou, enfrentei e ganhei cada um dos meus fantasmas e me coloquei de frente para o mundo sem o obscurantismo de antes. Fiz tudo isso sozinho, sinto orgulho de mim! Sem mais melancolias - mesmo por que eu considero isso muito meloso - penso que esse seja o modo dos pensadores de aceitar o amor, e também acredito agora que podemos pensar e amar ao mesmo tempo.

Li uma frase e me interessei por ela:
"Solidão prolongada me ensinou a ser exigente. Quando me tornei minha melhor companhia, só me apaixonei por pessoas absolutamente incríveis."
— Marla de Queiroz
E vale lembrar que meu espírito - que sempre busca uma resposta e uma razão - nunca se deu bem com a irracionalidade e ausência de respostas das mulheres, mas isso não me impede de perguntar - e de responder, mesmo que pela metade. Até que enfim encontrei algo maior que a minha liberdade para me apegar: o amor, não a amada.

PARA PENSAR...


sexta-feira, 27 de julho de 2012

MUTARE - 2º TEXTO

                Magnus desceu as escadas, de sua casa e em seguida as da casa de MP - eram vizinhos. Gritou-o sob a janela do quarto, acordando-o.
                - O que pensa em fazer hoje?
                - Quero dar uma volta na cidade - disse MP, com a voz baixa e o rosto ainda estranho.
                - Vou me vestir e vou com você. - disse, já se virando e se dirigindo à sua casa.
                Enquanto percorria as escadas alguns pensamentos lhe vieram na cabeça, muito fortes. Ele não era muito culto e não tinha o costume de pensar em coisas abstratas, mas, provavelmente por influência de MP, naquele momento foi tomado por uma questão interessante. Estava a se indagar sobre o existir e tratava o assunto com muita maturidade, embora evidenciasse sua argumentação ainda falha.
                Pensava ele: " Todos nós nascemos e todos nós morremos. Neste meio tempo, independente do que fizermos, não mudaremos as condições iniciais e finais. Pensando assim, não vejo o porque de viver.Adquirir felicidade e experiências para que isto se perca na eternidade. Em contrapartida eu acredito em Deus e tendo isto em vista minha vida é regrada pela possibilidade da existência de uma vida posterior. É por isto que acordo, é por isto que passo o dia todo com ânimo, e é com isto na cabeça que me deito na cama. Mas o MP não acredita em Deus e ele executa todas as ações com tanto ânimo que só um Deus como o meu poderia animá-lo. Então de onde ele tira forças? Poderá a existência não se submeter a um Deus? Não, acho que isto não é possível..." Neste momento MP entra em sua casa - sem bater na porta - e o liberta deste transe.
                Os dois saíram depois de trocarem alguns comentários e caminharam em direção ao centro da cidade. Conversavam alto e pareciam duas crianças, rindo um do outro por nada. Onde passavam as pessoas os olhavam, com aquele olhar de repreensão.
                Caminharam algumas ruas no centro da cidade, rodearam um dos pontos de movimento, mas por ainda ser dia o movimento estava fraco. Eram onze horas da manhã. Estavam gargalhando quando avistaram a frente dois garotos. Os risos pararam neste momento e eles se entreolharam. Os garotos também fizeram o mesmo. MP estava com uma expressão que assustou um pouco Magnus, que logo passou a encarar os garotos.
                Quando Magnus se situou viu que MP saiu correndo em direção ao maior dos dois garotos e com um soco forte atingiu-o no rosto e o derrubou no chão. O outro garoto revidou com um chute que apenas afastou MP. Neste momento Magnus correu em direção ao outro garoto e trocou socos com ele, por fim derrubou-o no chão também. Ao fazê-lo deu atenção para MP e viu que este estava sobre o garoto desferindo golpes fortes contra seu rosto inexpressivo. Foi uma cena forte, naquela manhã de sábado, com o sol no rosto do garoto no chão, ensanguentado, fazendo brilhar aquele vermelho vivo do terror. Neste momento o carro de polícia chegou e ambos tentaram fugir, mas foram pegos e levados para o Distrito de Polícia.
                MP estava assustado, mas Magnus estava ciente do que acontecerá. Já sabia que o monstro que habitava MP despertaria cedo ou tarde, embora não soubesse quase nada sobre aquele monstro. Sabia apenas que MP estava ciente de sua existência. E naquele dia ambos viram o rosto daquele monstro pela primeira vez.
1º TEXTO<<<<<-x->>>>>3º TEXTO
Matheus Henrique.

domingo, 22 de julho de 2012

INFELIZMENTE A VIDA CONTINUA


                Infelizmente a vida continua. E todos os momentos passam e tudo que é, um segundo depois se foi, e não será nunca mais. Que pena que as coisas passam e que a vida tem que continuar. Para nós, seres humanos, apenas, mas ainda sim é uma pena. É uma pena que a flor que hoje eu admirei, talvez amanhã já não esteja admirável. E também é uma pena que aquela ferida, daquela granada defensiva que estourou do meu lado, agora se fecha aos poucos.
                Nós temos a estranha rotina de nos prendermos às emoções mais fortes, e carregá-las por um tempo incerto, até que ela deixe de ser forte, ou até que outra mais forte a substitua. Nós paramos o tempo em algum fato, mas o tempo não para. Infelizmente a vida continua e aquela forte emoção já é ultrapassada, mas permanece, ocupando o lugar das emoções que poderiam surgir.
                A vida continua, em todas as circunstâncias. Ela continua quando somos elogiados ou criticados, continua quando vencemos ou perdemos. Ela continua sempre, para alguém, em algum lugar. E nós todos, o que somos? Apenas emoções que tiram de outras pessoas a oportunidade de experimentar de cada emoção, a cada momento.
                A vida não para, infelizmente, e cada vão momento, por mais besta que pareça, oferece a cada um de nós uma experiência indescritível. Mas nós as deixamos passar, principalmente porque achamos que importante mesmo são as emoções impactantes. Nos esquecemos dos detalhes.
                Queria eu ter a oportunidade de parar o tempo em algum momento. Sei até qual escolheria... Mas não posso, pois o momento passou e a vida continuou, infelizmente. Ela não esperou minha euforia baixar, ou, depois, minha tristeza ir embora. A vida continuou em sua marcha, e veio me arrastando, de costas, enquanto eu ainda olhava para aquele ponto distante. Cada vez ele ficou menor, até que eu observei mais o caminho por onde eu passava, e outro ponto me prendeu.
                Eu perdi toda a paisagem da viajem observando alguns poucos pontos que me chamaram a atenção, se é que vocês me entendem.
                A vida continua, infelizmente, e a marcha irá acabar. Até lá não saberei dizer quantas imagens eu perdi e se valeu a pena trocá-las pelas outras. Sei apenas que agora caminho somente olhando para frente. Isto porque a vida continua, infelizmente.
Matheus Henrique

MUTARE - 1º TEXTO


                Estava escuro, mas não um escuro como dos outros dias. Estava mais escuro naquele dia. Não tinha lua, não tinha estrela, o céu estava todo coberto por nuvens. Por estes motivos seria o dia perfeito para aprontar alguma coisa, ou não.
                Saiu de casa o garoto, casaco negro, capuz cobrindo sua cabeça. Usava também um gorro, sendo que sua pala escurecia ainda mais seu rosto. Suas feições eram fortes, embora estivessem escondidas. Sua postura era de um adolescente na flor da idade: Imortal. Seu porte era magro, mas alto; não se destacavam os músculos, mas suas longas pernas anunciavam um bom corredor.
                O caminho foi curto, a passos largos - seu pensamentos saiam de sua cabeça quase como fumaça, atingindo então o céu. Caminhou algumas centenas de metros até encontrar alguns amigos. Eles todos se vestiam de forma parecida, na intenção de mascarar as feições mais fortes do rosto. O garoto porém se destacava, principalmente pela sua altura, mas bons observadores percebiam que ele estava mais concentrado, parecia inspirar os outros garotos. Um bom observador não teria dúvidas em apontá-lo como líder do grupo. Mas ele não o era.
                Caminharam todos e pararam de frente para um muro em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Todos sacaram, dos bolsos ou das mochilas, um lata de tinta spray e tomaram posição que evidenciava o golpe que se seguia. Iniciaram a pintura, sem temor. As primeiras palavras que trocaram no decorrer da noite foi pronunciada naquele momento:
                - O que você achou, MP? - Disse o mais baixo dos garotos para aquele que parecia ser o líder.
                MP olhou para a parede, não com feições de avaliação, mas sim de admiração. Viu o grande "CHEGAMOS" desenhado na mesma, em letras que iluminavam a cidade. Em contraste com a parede branca, os desenhos pretos chamavam muito a atenção dos carros que passavam. Estava ali a marca de uma nova movimentação na pequena cidade do interior de São Paulo. Algo novo foi anunciado pelas mãos daqueles cinco garotos. Ele então disse:
                - Dentro do planejado. Vamos embora... - e sumiram, todos, na noite.

AVISO<<<<<-x->>>>>2º Texto
Matheus Henrique

AVISO

Gostaria de informar aos leitores do blog o que iniciarei com a postagem que se segue. Ela faz parte de uma séries de postagens que virão todos os finais de semana - conforme o previsto - formando um pequeno -ou grande - seriado escrito. O primeiro será postado logo em seguida, e os próximos virão nos finais de semana seguintes. Não comecei a escrever os outros, pois minha intenção é também surpreender-me com a série das minhas idéias. Pretendo então pensar em um texto durante a semana, materializá-lo no sábado e postar no domingo. As surpresas devem ser de todos nós.
Matheus Henrique

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ROCHA

Existem esses dias, essas quintas-feiras, dias supremos de férias, dias cheios de potencial, dias em que podemos e sabemos que podemos revolucionar o mundo, e que por tudo isso e pela nossa vontade de procrastinar aproveitamos para dormir. Essa seria a descrição do meu hoje, mas eu resolvi, pelo simples motivo de resolver, que eu queria ir para um lugar na minha cidadezinha de interior simplesmente para ficar a mil e duzentos metros de altitude deitado em cima de uma rocha gigante formada a bilhões de anos.

Dizem que a vagabundagem mental é boa para o processo criativo, vou concluir com isso que eu devo estar na fase mais criativa da minha vida. Ficar deitado em cima de uma rocha, ao lado de alguns liquens, vendo o horizonte infinito no além das montanhas e as pequenas casas ao redor da cidade, sentindo o vento te tocar e o Sol brilhar agradavelmente. Agora ficar lá por uma hora já pode ser sinal de loucura, mas enganam-se os que pensam assim, é o maior sinal que eu já dei de sabedoria. Desconsiderar que você é o único deitado naquele lugar enquanto alguns turistas passam e tiram suas fotos, sentir uma liberdade que não se tem, mas que se cria pela força do momento, sentir que você não vale mais do que o pássaro que trilha seu caminho no ar a alguns quilômetros de você.



Levantar-se depois de um tempo, após longas discussões que não podiam mais se adiadas com si mesmo, após pensar sobre quem se é, sobre quem é deus, sobre o quê se quer da vida. Compreender e aceitar por um momento toda a dureza da verdade. Reafirmar os votos que se fez a si mesmo, os votos de luta, os votos de amor, os votos de afeto, os votos de força e os votos de sensatez – é claro: provenientes da loucura. Sair de lá com uma liberdade e uma tranqüilidade que se deseja em todos os segundos, ver os casais, os amigos, as famílias e outros solitários pensadores. E fazer a pergunta referente ao jogo, o desempate necessário entre eu e esse lugar, afinal, quem está jogando com quem¿

segunda-feira, 16 de julho de 2012

E POR QUÊ O SONHO ACABOU?

As letras e a história de ídolos como Cazuza, Renato Russo e Raul Seixas possuem uma alma inconfundível, eles revelam com clareza todas as faces da revolução, elas mostram o garoto que queria mudar o mundo, elas mostram o mundo que não quer ser mudado e mostram por fim o enquadramento do garoto perante a desilusão de se ver incapaz de realizar os seus sonhos.

É um fato consumado que quando sonhamos muitas vezes voamos alto, mas alto em dimensões estelares, o sonhador que quer mudar o mundo não se contenta apenas em se tornar um presidente e aumentar a igualdade de renda ou fazer projetos de saúde, educação e infra-estrutura. O sonhador quer mudar as coisas pela raiz, ele quer mudar até a conversa entre comadres que acontece na praça de uma cidadezinha de interior, ele quer ver pessoas discutindo sobre como melhorar e quer fazer com que elas notem que juntas podem melhorar o mundo em que vivem. O sonhador não quer apenas acabar com a fome na África, seria muito fácil comprar comida e doar, o sonhador quer dar educação e técnica para que eles caminhem com seus próprios pés.

Mas o sistema cumpre fielmente seu papel de vilão: existem pessoas que ganham com o mundo como ele está e essas pessoas são aquelas que realmente tem o poder de mudar o mundo, mas por comodismo e egoísmo não mudam. E essas pessoas jogam sujo, elas não precisam atacar o sonhador, elas exercem uma força oposta a mudança que eles querem fazer, mas de módulo maior. Se o sonhador quer mudar a conduta do uso da eletricidade, os "donos do mundo" iriam fazer propagandas maciças de produtos que consomem mais energia. Pois afinal, a propaganda induz as massas a comprar pois faz com que precisemos de algo que nunca precisamos antes. Mas quem é que está lucrando com a não redução de consumo elétrico? Obviamente são as concessionárias de energia elétrica, e tenha certeza, existem um "dono do mundo" nesse ramo.

O fato é que mesmo se o idealista e o sonhador começar a mudar e até mesmo se fizer uma força significativa e reunir um grupo de pessoas mesmo assim ele estará lutando contra um mundo inteiro, será uma formiga em guerra com planeta inteiro. Serão cartazes contra o poder opressor e controlador da mídia global. E provavelmente mesmo que um idealista consiga chegar ao poder, ou seja, se tornar um "dono do mundo" não existem garantias que o espírito e a coragem desse homem irão perdurar enquanto ele estiver no poder. Então posso concluir - infelizmente - que os nossos sonhos são roubados e substituídos por desilusão e amargura por que notamos que estamos em uma luta que provavelmente não podemos ganhar.

Você pode até perguntar: se é assim, então como o mundo já mudou tantas vezes? É por que o mundo muda quando as classes poderosas mudam ou se intimidam. Foi assim em todas as revoluções que eu me lembre: desde a acensão do catolicismo na Roma antiga, Revolução Inglesa até a as guerras mundiais.

domingo, 15 de julho de 2012

NOSTALGIA


                Meu sentimento único deste momento é a tristeza. E ele surgiu quando olhei para o passado e pensei sobre os meus amigos e os nossos sonhos. Pois quando mais novo - lembro-me até de ter declamado sobre - eu queria mudar o mundo. E agora olho para o presente e vejo que meus amigos desistiram, meu mundo mudou e o eu adolescente voraz morreu.
                E só o que consigo pensar é no futuro deste mundo, pois se eu, que era o grande idealista da minha idade, consegui acabar tão pacífico como agora... Se meus amigos, os garotos do mundo do rock, que destilavam conhecimento e tiravam a revolta de toda água, conseguiram ficar tão pacíficos... O que será destes garotinhos que se revoltaram pela primeira vez quando a TV Globinho saiu do ar?
                Não sei sobre o nosso futuro e espero realmente que fiquemos bem. Mas é que me entristece ver as pessoas que eu mais admirava frequentando as festas do Grand Mond. para onde foram os guerreiro em nossos corações?
Matheus Henrique

UM POUCO DE RAUL

Quanto a mim, minha opinião é duvidosa quanto ao gênio Raul Seixas, mas mesmo assim gostaria de falar um pouco sobre esse homem, um dos nossos mais incompreendidos e surrealistas de todos os tempos. Ele não explorava apenas as letras, a melodia, o ritmo, fazia algo maior, ele explorava a alma de qualquer um que ouvisse das suas obras.

Como ele mesmo se considerava não era um cantor de rock, por quê além do mais, nem era um cantor, muito menos um compositor, apenas um ator da vida. Raul teve a vida que qualquer homem sonharia em ter, ao menos a vida que qualquer homem sensato gostaria de ter: viveu como um louco. Matava aulas para ouvir Elvis, tomava decisões instantâneas, teve cinco esposas e três filhas, rodou por muitos cultos e religiões, formou-se em filosofia e viveu com fé em um deus muito mais real do que o apresentado nas nossas igrejas, acreditava sem medo em discos voadores, ignorava as críticas, foi o messias que acreditando em si mesmo se tornou o mais forte entre os seus. Até sua morte foi digna de história, viveu e morreu como um roqueiro: seu caixão foi "roubado" e carregado após a missa de corpo presente até o cemitério pelos presentes embalados pelas suas músicas e pelos gritos falando que Raul estava vivo. Pegou as economias de uma das suas esposas e simplesmente comprou uma motocicleta na qual saiu pelas rodovias brasileiras a fim de esparecer sua mente.

Muitos consideram que Raul criou uma religião, isso por que muitos seguem essa religião. O que dizer de músicas como Medo da chuva, Tente outra vez, Metamorfose ambulante, Gita, O trem das sete, Ouro de tolo e Maluco beleza? São um ótimo remédio para a falência da alma.

Estavam certos quando disseram que Raul não morreu, suas músicas continuam e continuarão atuais, fortes e lembradas por todo o sempre, pois elas falavam do homem por ele mesmo. Os homens morrem, as músicas não. Raul mudou a vida de muitas pessoas, desde Paulo Coelho, Marcelo Nova até dos que nunca o viram pessoalmente. Raul entrou na humanidade para mudá-la e assim o fez e se fez. 

Caso estejam interessados em conhecer um pouco mais sobre Raulzito ou sobre a sua obra recomendo assistirem o Por Toda a Minha Vida: Raul Seixas, o filme Raul Seixas - O início, o meio e o fim, ouvirem How could I know, Profecias, Diamante de Mendigo, Metrô linha 743, Canto para minha morte, Gospel, Por quê os sinos dobram, Sapato 36, A Maçã e Cachorro Urubu (ou melhor, ouçam todas as músicas do Raul).

E por fim, gostaria de apresentar a letra de How could I know:
"Reformulation,Rearrange the game you're in Let us start from the begin With confidence you'll win That's the reason you were born 'cause Jesus Christ, man, Won't be coming Back no more He set up his proper laws And you know well that He did Just what He should have done As i was growing And my hair was getting longer I was feeling so much stronger I could carry my guitar, And i knew that i could sing!! But hey, how could i know? The wind would blow with the rain Hey, how could i see What would they make Out of me? When i was little, used to dream I was a king Now they taught me how to sing Think i've got most everything I could ever ask for You've got your pencil, your guitar, Your amplifier Searching for the lousy liars You will set this world on fire Like nero did to rome!! yeah! But hey, how could i know My eyes could see in the dark? Hey, don't press on me I'm not to blame can't you see? It's been too long now Since the latest "reb" has gone Who knows you'll be the next To go down in history?"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

AMOR QUÍMICO

Em pleno século XXI ainda podemos ver histórias lindas de amor pelo nosso mundo, dentre elas está a história do Cloro e o Sódio, um amor moderno, homossexual. O sódio era brasileiro, sempre esteve no Brasil, desde antes dos dinossauros. O cloro era russo, desde sempre em terras frias, cresceu na Sibéria.

Mas pela ironia do destino esses dois corações se encontram, o sódio já tinha vivido muito e tinha perdido um elétron para a vida, agora era alguém em partes, esperando alguém com quem pudesse se atrair. O cloro tinha ganhado um elétron na vida, era mais reservado e nunca tinha assumido ser gay. No entanto, o amor sempre triunfa.

Numa dessas chuvas o Sódio é levado do solo para um rio, para um rio principal, para o mar e finalmente desemboca no oceano. O Cloro também é levado pela natureza para o oceano. E finalmente na manhã nublada de agosto, depois de uma chuva, eles estavam lado a lado no litoral nordestino, de tão próximos eles identificaram suas cargas e se ligaram. Agora eram dois íons felizes, foram levados por uma saleira, empacotados, transportados e entregues na casa de um consumidor que os usou para salgar sua comida.

Mas desde aquele dia não importa o que se faça com eles, sua atração iônica é tamanha que nada, até hoje, conseguiu vencer o amor existente entre eles. Agora são dois átomos estáveis e ligados, mas ligados não para obter a estabilidade, mas por que quando estáveis eles eram duas cargas opostas complementares. Agora são dois opostos atraídos entre si. O amor é realmente máximo, presente em todas as escalas de organização biológica, dos átomos aos humanos.

domingo, 8 de julho de 2012

RESSURREIÇÃO

Sim, o mundo venceu, eu perdi, ou não sei bem se perdi, posso apenas ter me aliado ao inimigo para derrotá-lo depois, mas que essa batalha está vencida pela sociedade, isso eu tenho como uma certeza.

Faço primeiramente algumas perguntas, não para vocês, mas para mim mesmo, a única pessoa que eu tenho que encarar todas as manhãs, que eu tenho q debater e julgar todos os dias, que eu tenho que ouvir se lamentando em todas as perdas e que ao menos posso comemorar com as vitórias, agora sou eu falando com a minha mente e não mais a minha mente falando comigo. Pergunto se eu me perdoarei por tamanha mudança, se eu serei digno de pensar e de lembrar a minha história a partir desse momento, se eu não serei corrompido pelo mundo e se eu não serei reescrito fora das minhas anotações, princípios, conceitos, idéias e ideologias.

Lembro se as razões dessa mudança são realmente válidas, ou se posso continuar atrasando a mudança e me preparando. Sei que um dia terei que me render, eu sei que um dia terei que ser mais igual e me despir das diferenças que tenho com o mundo e com os outros. Peço desculpas para mim mesmo, e principalmente para o meu eu criança, peço desculpas para o meu eu sonhador e para o meu eu revolucionário, mas lembro que o espírito de vocês é que me faz ser quem eu sou e que me faz ser mais forte que o normal, que me faz encarar o mundo de uma maneira extremamente minha. Peço ajuda para partes de mim que já foram desconsideradas muitas vezes nos meus julgamentos, peço para a minha razão que não se deixe vencer pelo ego, peço para o meu ego que lute bravamente para que eu não me permita à morte.

Peço que a liberdade ainda seja meu ponto de partida, peço que a sociedade seja piedosa comigo, peço que o mundo entenda minhas neuras. Não me deixarei ser forçado a me curvar para poderes que não me agradem os olhos ou para sons que não me agradem os ouvidos, não me deixarei ferir a alma. Continuarei frio.

E se um dia o eu que vos fala tiver que morrer que ele o encare do mesmo modo como encara a morte física, com amor, naturalidade e admiração. Não será fácil deixar um pouco de lado a minha parte metafísica. Sei que tanto drama já é demais. Penso até que seja mais fácil ser mais igual do que ser diferente como sou. Mas juro, por mais que esse juramento possa falhar, como aquele feito por mim na noite de Abril de 2007 que não me deixarei ser despedaçado pelo mundo, e que continuarei na minha luta pela felicidade, sem me desviar do caminho traçado. E juro que farei de tudo para que tenha cada pedaço de mim exatamente onde estão e estavam: em mim mesmo, não na minha mente, mas no meu coração.

sábado, 7 de julho de 2012

POST INCIPIENS

Gostaria de fazer um pedido àqueles que leem este blog, antes de ir embora. Não tenho acesso ao numero de visitantes, mas o Lucas sempre me diz que existe um número razoável de pessoas que leem este blog. Mas eu não vejo nenhum comentário em textos, nenhuma manifestação, só números. se vocês também acham que seres humanos leitores de blog são mais que números, comecem a comentar um texto ou outro. Eu acho interessante este contato, não sei se o Lucas concorda.
Ps.: O título está em Latim.
Abração.
Matheus Henrique

AVISO IMPORTANTE


                Gostaria de informar aos que leem este blog que ficarei fora esta semana. Tenho alguns exercícios aqui no quartel e não poderei postar. Mas deixo vocês em boas mãos (rs), pois o Lucas ainda estará aqui para os "entreter". Até sexta feia que vem, quando virei com uma novidade. Abraços e os deixarei com uma poesia escrita as pressas para completar um texto mal pensado.

Vejo em cada um de vocês
A flor dos novos tempos,
pois leem a filosofia
que não mais é ensinada,
nem mesmo está nos livros.
Vocês são guris,
assim como eu,
eu não sabem sorrir,
não chorar e nem amar.
Mas vocês sorriem,
choram e amam.
Quem está certo então?
Nós ou o resto da população?
Matheus Henrique

sexta-feira, 6 de julho de 2012

OBSERVAÇÃO

A arte de bem escrever
Consiste em não saber
Exatamente o que dizer.

A confusão literária
Vence a escrita autoritária.

Escrevendo sem pensar
O homem poderá criar
Um mundo a modificar.

Não importa a realidade,
Desde que a sua verdade
Não tenda à uniformidade.

O mundo fica bonito
Quando o que, por nós, é dito
É fiel ao que é vivido.


Matheus Henrique

quinta-feira, 5 de julho de 2012

VERDADE


Fui perguntado sobre o que é a verdade, se ela existe, por quê ela existe, como explicá-la, como entender a subjetividade da verdade e até mesmo sobre como reconhecer a verdade.

Notei que o termo verdade está se tornando cada vez mais repetitivo e mais questionando, perdendo, portanto seu sentido inicial ao recair sobre o sentido do sentido da pergunta onde está. A verdade se tornou de tamanha falta de sentido que a melhor explicação é tudo aquilo que não é mentira, sendo que a mentira é um conjunto infinito que contém cada oposição a verdade, cada verdade subjetiva e cada meia verdade.

É coerente lembrar que todas as verdade se tornam subjetivas ao homem no momento em que ele é capaz de aplicar sentido e forma até nos sentimentos. A montanha existe e tem sua forma e sentido, mas desde quando a cor do amor é vermelha e do luto é preta¿

A capacidade de pensar, viver, assimilar e concluir do ser humano, juntamente com o tempo, os mitos, as ideologias e as tentativas de controle fizeram com que o termo verdade se distanciasse do seu significado primário. Não procuramos mais a verdade e sim a forma da verdade.

terça-feira, 3 de julho de 2012

NOVO AEON

Segundo os séculos e as mais milenares profecias, haveria uma época após o século XX em que ocorreria uma grande mudança, não de caráter político, civil ou militar, esse mudança seria de caráter humano. As pessoas passariam a se valer dos seus direitos, os homens e mulheres se valeriam da igualdade e as verdades – mesmo que as que são subjetivas feitas pelo homem – seriam a lei. Vejo que se esse tempo for chegar, será a conta gotas e antes disso ainda sofreremos muito com a nossa falta de atitude.

Mas as mudanças já estão no ar, mesmo que rarefeitas, fiquei inteiramente alegrado e inclinado ao ouvir sobre um protesto que ocorreria em São João Del Rei contra o aumento no número de vereadores, um protesto jovem, estudantil. Pela primeira vez em tempos vejo que a juventude não está perdida, nem a generalidade está perdida, eles ainda sabem o quê é a luta e sabem o que é ser cidadão – muitos vão por consciência e outros por que os outros iriam mesmo. O fato inegável é que está ocorrendo uma ação.

Eu sempre fui do tipo que queria mudar o mundo, sempre fui do tipo que sabia que o mundo só muda se todos ajudarem e hoje tive a confirmação de que por mais que outros como eu, só que mais velhos digam que eu devia deixar disso, que é impossível mudar o mundo sozinho eu afirmo que por mais remota que seja essa possibilidade, ela existe. E pelo bem é necessário lutar por essa ínfima percentagem, é o dever dos sonhadores e idealistas fazer parte dessa nova época, mesmo que dependamos das próximas gerações para continuar essa luta. Sei que o homem é livre, e que sua liberdade está no seu pensamento, e que quando nos revoltamos contra algo com razão acabamos por revelar a nossa liberdade.

A luta já começou, mas deverão surgir líderes em potencial e com pulso para conter e conduzir essa revolução, mas líderes de valor. A juventude não está mais condicionada ao que passa na TV, a internet se tornou um meio onde a notícia verdadeira pode ser encontrada – mesmo que apenas as falsas sejam divulgadas. O sistema começa a dar seus primeiros tropeços de falhas, agora é necessário aproveitar essa condição e criar um novo sistema. Coisa que se feita por pessoas que realmente tem o espírito da humanidade e não do individual em si mesmas será capaz de mudar o mundo, não devemos continuar a ter amor pelo poder, e sim a ter o poder de amar. O amor é a lei, e amor sobre respeito.

Meus ideais e minha luta podem ser em vão, mas ressalvo que mesmo que as idéias de Hitler tenham sido de tamanha covardia com a humanidade, ele se tornou um líder e fez mudanças profundas no mundo. Não creio que as pessoas irão se reter a coerção dos poderosos em diferença a sua própria liberdade, dignidade, amor, respeito, direito e acima de tudo, não podemos ir contra nos mesmos.

Um autor que não me vem o nome no momento disse que a morte de cada homem deve nos diminuir, já que todos fazemos parte da humanidade e como parte de um organismo, a morte de um reflete em todos. Concluo, portanto que a invalidez da liberdade de muitos não deve apenas refletir, mas sim ser combatida. Os homens que criaram esse mundo fizeram isso com a perspectiva individual, os homens que criarão o novo mundo o farão de modo que não haja mais distinção de pessoas perante a política. O mundo que está por vir é hegemônico, ou o mundo construído nos ideais de todas as pessoas, será. Não posso afirmar que essa revolução pendente chegará nesses tempos, eu duvido, mas posso atentar para que essa realidade um dia exista.

PAPOS DE BÊBADO

Já estava na sexta dose, embriagado, reclamando da vida, cambaleando como um bêbado solitário e falando muito, falando coisas que apenas os bêbados falam, falando verdade, desabafando com seu bafo de álcool. Pediu a sétima dose:

- Mais umazinha, meu amigo, que a vida tá brava.

- Mas o senhor já não bebeu demais, isso faz mal pro coração.

- É só uma dose, não importa se isso faz mal pro coração, já não tenho mesmo. Ela meteu uma faca no meu.

- Está certo, Jonas, mas manera isso aê.

- Manerar¿ O álcool é o meu único auxilio nesse momento.

- Cara, não exagera.

- Exagero foi o que aquela vadia fez comigo, disse que me amava e me fez de gato e sapato e agora me coloca um par de chifres.

- Ela não te merecia.

- Dane-se, eu amava aquela mulher, ela não precisava ter feito isso. Um fora iria me ferir muito menos. O melhor sinônimo para o amor é o álcool, quando se ama ficamos bêbados e babacas, quando não amamos ficamos bêbados do mesmo jeito.

- (Risos) É... Esse é o segredo do meu ofício.

- Meu amigo, se é que posso dizer isso, mais uma dose pra queimar meu coração, aquela puta me enganou direitinho.

- Tá certo, você merece e é por conta da casa.

- Não, manda uma rodada pra todos na casa, eu ia comprar as alianças, eu pago com a grana delas.

(Ocorre um rebuliço no bar)

- Sabe como é a vida, adora brincar com a gente, mas as pessoas é que são impiedosas. Atrás de todo eu te amo existe um eu te amo até o dia que eu encontrar outro na rua pra te trocar. É pedir demais ser valorizado¿ É muito querer uma mulher e um amor¿

E continua:

- Sabe como é, eu resolvi ser um cara legal, eu parei de olhar pras outras, esqueci meu passado, rasquei minha agenda e coloquei a foto dela no Face junto comigo. Agora vou voltar a ser um canalha mesmo, disso elas gostam, homens rudes que tratam elas como se fossem lixo. Dane-se o mundo, alguém tem um três oitão ai¿

Sem resposta ele continua:

- Seria mais fácil estar morto. Seria melhor matar ela. Mas não, eu ainda amo essa mulher. Amor só existe eu filme americano. Querem uma dica: matem, estuprem, condenem, enganem, mas nunca ame, o amor é um vício e quando se corta a droga, quem morre é você.

Bêbados podem ser arruaceiros, podem ser porcos, mas nunca mentem, mesmo que exagerem nos seus conselhos. Acredite, homens bêbados são os que mais falam a verdade. Nós bebemos para apartar a força da verdade, que é mais forte que a gente, e pra nos sentirmos melhor, confessamos nossos problemas em algumas doses de uísque.

domingo, 1 de julho de 2012

FILOSOFIA


                Para aqueles que não sabem o que é a filosofia, resolvi explicar rapidamente. Não  pretendo discursar como os filósofos o fazem em livros. Quero escrever sobre o que sinto, e o motivo de me considerar filósofo.

                Acordei certa manhã diferente da noite anterior. Lembro-me que na noite anterior eu gostava de coisas tão banais e fúteis, mas na manhã seguinte eu já não me interessava por estas coisas. Percebi, de pronto, a maior de todas as diferenças: meu mundo havia aumentado. Cada gesto, piscar de olhos, cada sol que subia e descia, tudo me fascinava. Eu tinha resposta para tudo, era finalmente o dono da verdade.
                Enganaram-se os que pensaram que ai eu era filósofo. Este foi apenas o golpe inicial. Alguns sois poentes depois percebi que minhas verdades estavam erradas. Caí em profunda depressão, até que percebi que não estava de todo errado. De tudo que havia feito, acertei ao questionar os preceito básicos. Eu estava acostumado a viver uma vida, mas resolvi deixá-la de lado.
                Eu saía de casa e tudo era mágico, eu via incerteza em tudo, questionava todas as coisas e descobri um mundo novo. Este se encontrava sob todas as certezas das pessoas e era algo que nunca me foi contado. Eu poderia ser quem quisesse, quando quisesse e sem precisar de motivos. Observava as pessoas e amava cada um de seus movimentos, mesmo quando eles eram feios. Eu amava tudo que a humanidade sabia e tudo que ela escondia, porque eu fui descobrindo o que ela escondia.
                Por isso me considerei filósofo e poeta desde então. Porque percebi que não importava o que as pessoas sabiam, minhas palavras tinham o significado que eu quisesse. Se sou filósofo como Nietzsche ou poeta como Drummond, já não posso dizer. Mas tenho para mim todas as incertezas do mundo e as coloco sempre em textos bem rimados. O que é isto para você?
Matheus Henrique

POESIA


                Para os que não sabem, também escrevo poesia - não sou poeta, apenas escrevo poesia. Gostaria de compartilhar uma com vocês. Foi escrita em um momento de distração e nem título tem. Se gostarem posso vir a postar mais.

Eu acreditava saber a verdade.
Dizia que o mundo era horroroso,
Que os homens se entregavam à vaidade
E que Sartre foi um louco mentiroso.

Mas descobri minha arrogante farsa,
Fingindo que nossa Terra pensava.
Esqueci-me que a certeza disfarça
A verdade absoluta que eu amava.
Matheus Henrique