Ele já estava acostumado, pensar nela era um ato que fazia sem ter consciência de fazer, era algo automático, era um sonho perfeito, era algo que raramente viria a ser verdade, era a beleza da vida e a sua razão para continuar vivo. Ela, julgava ele era perfeita, vivia com uma cara feliz e ações plenamente agitadas, mas por dentro, fora esses momentos e todas as festas era uma pessoa insegura,fraca e infeliz – era uma garota que tinha a felicidade por meio dos outros ao passo que ele, mesmo sem demonstrar ser feliz o tempo todo, tinha uma alma plena e decidida.
Ambos se conheciam e se gostavam, eram dois ângulos retos suplementares, dois opostos que podiam conviver e viver junto sem grandes problemas, duas pessoas capazes de desenvolver o amor entre si. Ele era um romântico sonhador e ela uma garota desiludida com relacionamentos, indecisa e insegura; cabia a ele fazer ela mais disposta a algo sério e mais confiante nele e em si mesma.
Ele era um pensador, um homem muitas vezes movido pelas suas ideologias com firmeza das suas verdades, era alguém que pensava milhões de vezes antes de agir e muitas vezes nem agia por concluir que poderia não fazer um bom efeito – era alguém que conseguia o que queria, mas ou mediante muitas brigas com sua mente ou mediante o imediatismo. Ele não sabia o que havia entre eles e pensava que ela também não sabia; talvez só estivessem esperando o tempo passar, talvez estivessem deixando o tempo passar; talvez estivessem inseguros de tudo; talvez faltasse iniciativa; talvez faltasse um gostar a mais. O que não faltava era a verdade e o carinho. Eles não queriam continuar nessa brincadeira, brincar assim pode ferir muito o coração, eles não queriam se perder, mas não estavam em condições de se juntarem, ela era uma jovem festeira e ele um sonhador que admirava as estrelas da noite, ora ela também admirava essas mesmas estrelas, mas não com tanta freqüência.
Aonde um relacionamento sem nome como esse pode dar é uma incógnita, mas que pode dar certo é uma verdade. Uma verdade revelada por essas estrelas, essas lindas, impetuosas, talvez mortas. Estrelas ao redor das quais outros casais de outras raças estão habitando e todos olhando uns para os outros a procura de uma resposta, a procura de uma verdade marcada nas estrelas, a procura de resolverem seus problemas e tudo isso sem ao menos se conhecerem. Olhar para as estrelas pode ser o mesmo que olhar para nós mesmos, olhar para o universo é olhar para dentro da nossa alma e olhar para dentro da verdade é olhar para dentro da nossa mente e entende-la com objetividade e claridade. Pois é, o amor é uma verdade, mas de todas é mais confusa (e bela).
sábado, 30 de junho de 2012
DINAMISMO MENTAL
Em um lugar qualquer no infinito do universo existe mais uma sociedade, mais uma dentre as infinitas formas de vida do infinito e essa por probabilidade é bem semelhante as formas humanas no quesito evolução e adaptação. Milênios atrás eles acreditavam que todo o mundo tinha surgido quando dois ônibus se chocaram em uma rodovia hiperestalar, mas hoje eles tem uma cultura muito mais complexa e portanto muito mais errada e incoerente com a verdade.
Esses povos acreditam em uma forma de vida conhecida como deus, esse tal deus seria o criador do universo e também o homem com qual encontram as soluções para tudo que eles não sabem explicar: quando estavam formulando a equação de E = MC² eles esbarraram com o problema da relatividade e do universo dinâmico, como não conseguiam explicar a razão de estarmos nos distanciando do centro ele simplesmente falaram que deus se opunha a gravidade e empurrava todos os corpos celestes para longe do centro.
A teoria mais interessante sobre eles tem relação à morte, dizem eles que todos os indivíduos possuem corpos físicos e corpos abstrativos, os corpos abstrativos estão todos trancados em universos, sendo que cada corpo se liga a apenas um universo e cada universo a apenas um corpo – semelhante a função bijetora. Em cada universo os corpos abstrativos são imortais, mas quando se juntam ao corpo no mundo físico eles admitem a morte, mas apenas dos outros indivíduos, sendo assim temos que cada conjunto corpo físico mais corpo abstrativo é imortal em relação ao próprio indivíduo, mas colocado no conjunto ele vê todos morrerem exceto a si mesmo. Isso implica para eles que quando alguém morre na verdade para si ele continua vivo mas aparece morto para todos os outros, nesse sistema todos são eternos, mas todos estão convencionados a uma eternidade só. Muitos outros especulam que na verdade todos os corpos físicos morrem, mas é continua a ilusão gerada pelo corpo abstrativo. Como a idéia é estranha e complexa vejamos o exemplo do senhor Kilper:
Kilper nasceu, teve uma vida relativamente normal e morreu. Ao morrer em relação ao mundo físico ele passou por um velório, teve cerimônias religiosas e pessoas chorando no seu enterro, já no mundo do corpo abstrativo de Kilper ele nunca morreu e a vida continuou naturalmente depois do dia que ele aparentemente morreu, mas Kilper viu seus filhos morrerem, sua esposa, viu novos regimes políticos, grandes impérios e muita evolução, vivendo até o fim do universo sem poder morrer.
Por mais que você entenda essa teoria como algo impossível e ridículo aceite o fato de que é possível fazer com que toda a humanidade acredite nela, ou pelo menos as pessoas médias. A capacidade de se adaptar nos seres humanos é incrivelmente grande e estranhamente significativa. Essa teoria é de teor individualista ao mesmo tempo em que ela também é capaz de acabar com os sofrimentos dos familiares; sendo perfeita para os dias atuais e para o dinamismo social atual.
Esses povos acreditam em uma forma de vida conhecida como deus, esse tal deus seria o criador do universo e também o homem com qual encontram as soluções para tudo que eles não sabem explicar: quando estavam formulando a equação de E = MC² eles esbarraram com o problema da relatividade e do universo dinâmico, como não conseguiam explicar a razão de estarmos nos distanciando do centro ele simplesmente falaram que deus se opunha a gravidade e empurrava todos os corpos celestes para longe do centro.
A teoria mais interessante sobre eles tem relação à morte, dizem eles que todos os indivíduos possuem corpos físicos e corpos abstrativos, os corpos abstrativos estão todos trancados em universos, sendo que cada corpo se liga a apenas um universo e cada universo a apenas um corpo – semelhante a função bijetora. Em cada universo os corpos abstrativos são imortais, mas quando se juntam ao corpo no mundo físico eles admitem a morte, mas apenas dos outros indivíduos, sendo assim temos que cada conjunto corpo físico mais corpo abstrativo é imortal em relação ao próprio indivíduo, mas colocado no conjunto ele vê todos morrerem exceto a si mesmo. Isso implica para eles que quando alguém morre na verdade para si ele continua vivo mas aparece morto para todos os outros, nesse sistema todos são eternos, mas todos estão convencionados a uma eternidade só. Muitos outros especulam que na verdade todos os corpos físicos morrem, mas é continua a ilusão gerada pelo corpo abstrativo. Como a idéia é estranha e complexa vejamos o exemplo do senhor Kilper:
Kilper nasceu, teve uma vida relativamente normal e morreu. Ao morrer em relação ao mundo físico ele passou por um velório, teve cerimônias religiosas e pessoas chorando no seu enterro, já no mundo do corpo abstrativo de Kilper ele nunca morreu e a vida continuou naturalmente depois do dia que ele aparentemente morreu, mas Kilper viu seus filhos morrerem, sua esposa, viu novos regimes políticos, grandes impérios e muita evolução, vivendo até o fim do universo sem poder morrer.
Por mais que você entenda essa teoria como algo impossível e ridículo aceite o fato de que é possível fazer com que toda a humanidade acredite nela, ou pelo menos as pessoas médias. A capacidade de se adaptar nos seres humanos é incrivelmente grande e estranhamente significativa. Essa teoria é de teor individualista ao mesmo tempo em que ela também é capaz de acabar com os sofrimentos dos familiares; sendo perfeita para os dias atuais e para o dinamismo social atual.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
FALANDO DE SEXO
Agora é hora de despir os preconceitos e não apenas as vestes, é hora em enfrentarmos a verdade, é hora de olharmos para dentro da sociedade em que estamos, agora é hora de sonhar, é hora de imaginar e é hora de se declarar. Tudo isso por que vamos falar de sexo! (Reserve esse espaço para rir muito, por que o resto do texto é realmente sério)
Numa mesa de trabalho, na escola, formada por um grupo de alunos com conhecimento parcial um sobre o outro, e com enorme potencial temos dois garotos e quatro garotas, um espaço ótimo para duas coisas: ARREBITA, ARREBITA, ARREBITA ou para debater sobre sexo, sim, um debate limpo, e igualmente justo, no qual as mulheres não se sentem intimidadas – por serem maioria – e os homens, estes no máximo envergonhados.
O fato é que o sexo pode ter duas interpretações, ambas corretas: algo divino, perfeito, imaculado, humano, capaz de gerar uma nova vida ou uma simples forma de prazer baseada quase que na mesma temática do Lego. Eu tomaria uma posição mediana: o sexo não é uma simples brincadeira de encaixe, pois pode criar uma nova vida, mas também – ao menos para os dias atuais – não é algo muito sagrado ou reservado. Décadas atrás as pessoas beijavam e transavam pela primeira vez no mesmo dia, no dia do casamento. Hoje as pessoas se agarram qualquer hora e qualquer dia em todos os hemisférios desde os treze anos – ou menos. Já o sexo se tornou algo mais bacanal e de consciência mais pessoal do que coletiva, dependendo da índole dos envolvidos pessoas perdem a virgindade com seus dez anos e ninguém escapa da possibilidade de uma rapidinha no ponto com um estranho na rua – entenda: a grande maioria dos homens aceitaria tendo como variável as dimensões do corpo da mulher.
Mas entre jovens o que mais me espanta é o fato de que as mesmas garotas que gostam de ler mensagens de amor, gostam de adesivos e de outros símbolos infantis falam sobre sexo e se chamam de putas. Não é entendível que ao mesmo tempo que uma garota fala de animais no diminutivo esta pense em engravidar, faça-me o favor raça humana! Temos quinze ou catorze anos é hora de ir às festinhas e de beijar muito, não de colocar outra vida no mundo. O peso da responsabilidade de uma transa não é medido quando a chapa esquenta e o gratino começa, pior do que doenças é a possibilidade de colocar no mundo uma criança que irá crescer tento como família outras crianças.
Voltando para a mesa de colegas, as garotas começam a brincar com uma bolsinha e com um anel, fazendo simbolismos e deduzindo o quanto deve ser dolorido para elas, meus caros amigos de membro inferior, pense pelo lado positivo: negões fazem dodói e você não. Mas toda a conversa é envolvida e embalada por risos até que chega a hora em que começam a votar sobre a idade com que cada colega iria perder a virgindade: 16,17,18,19,22,24,27 ou daqui uma semana foram as respostas dadas entre eles. A pergunta é: estavam brincando entre si, dando indícios das idades que pretendem, mas espelhando-as nos outros ou falando o que realmente pensam¿ Essa pergunta fica sem resposta ao passo que como eu já venho dizendo pessoas não são equações matemáticas e por isso não tem resposta certa.
Interessantemente a resposta da pessoa sobre a idade com a qual ela quer perder a virgindade é alta e as justificativas dadas pelas garotas são interessantes e pautáveis: existe a possibilidade de dar errado, por infantilidade os caras poderiam sair contando e batendo na tecla pela milionésima vez confiança e segurança. Outro fato – que ainda vou explorar – e que muitas dessas garotas têm namorados mais velhos e que em outros relacionamentos já tiveram sexo, elas cogitaram a possibilidade de eles traírem elas por sexo, mas eu levanto outra teoria, a de eles induzirem elas, manipularem elas, influenciarem elas contra si mesmas por sexo. Digo de elas serem obrigadas ou até forçadas por eles a terem sexo.
Pessoalmente eu estranho muitos aspectos da sociedade entre um beijo e uma transa, a diferença entre eles é tão grande, mas a verdade entre eles é que são degraus consecutivos de uma mesma escada. A banalidade com que esse assunto é levado e a falta de maturidade com que agimos com ele é suprema, agradeço a minha formação – sempre um espaço aberto e sem preconceitos e receios em casa para esses assuntos – e digo que se tiver a oportunidade terei as mais francas, espontâneas e livres conversas sobre essa tema com meus filhos e peço para o leitor que antes de ficar criticando o sexo na mídia – que é apenas um reflexo da sociedade – converse com seu parceiro ou seus filhos sobre isso. O fato é que sexo é uma verdade, é algo que a maioria fará, é algo natural e deve ser tratado com a mesma esportividade que a marcação de um almoço em família: sem preconceitos, com mais diálogos e menos sonhos arruinados por um pentelho.
PS: o preconceito criado pela sociedade está impregnado em todos os lugares, ao escrever esse texto encontro uma das mais perfeitas representações disso: a censura da palavra transa. E mais uma coisa: pergunte-se quantos nomes diferentes você conhece para a vagina¿ A lista é infinita e vai de cabeça de biro-biro até rachada.
Numa mesa de trabalho, na escola, formada por um grupo de alunos com conhecimento parcial um sobre o outro, e com enorme potencial temos dois garotos e quatro garotas, um espaço ótimo para duas coisas: ARREBITA, ARREBITA, ARREBITA ou para debater sobre sexo, sim, um debate limpo, e igualmente justo, no qual as mulheres não se sentem intimidadas – por serem maioria – e os homens, estes no máximo envergonhados.
O fato é que o sexo pode ter duas interpretações, ambas corretas: algo divino, perfeito, imaculado, humano, capaz de gerar uma nova vida ou uma simples forma de prazer baseada quase que na mesma temática do Lego. Eu tomaria uma posição mediana: o sexo não é uma simples brincadeira de encaixe, pois pode criar uma nova vida, mas também – ao menos para os dias atuais – não é algo muito sagrado ou reservado. Décadas atrás as pessoas beijavam e transavam pela primeira vez no mesmo dia, no dia do casamento. Hoje as pessoas se agarram qualquer hora e qualquer dia em todos os hemisférios desde os treze anos – ou menos. Já o sexo se tornou algo mais bacanal e de consciência mais pessoal do que coletiva, dependendo da índole dos envolvidos pessoas perdem a virgindade com seus dez anos e ninguém escapa da possibilidade de uma rapidinha no ponto com um estranho na rua – entenda: a grande maioria dos homens aceitaria tendo como variável as dimensões do corpo da mulher.
Mas entre jovens o que mais me espanta é o fato de que as mesmas garotas que gostam de ler mensagens de amor, gostam de adesivos e de outros símbolos infantis falam sobre sexo e se chamam de putas. Não é entendível que ao mesmo tempo que uma garota fala de animais no diminutivo esta pense em engravidar, faça-me o favor raça humana! Temos quinze ou catorze anos é hora de ir às festinhas e de beijar muito, não de colocar outra vida no mundo. O peso da responsabilidade de uma transa não é medido quando a chapa esquenta e o gratino começa, pior do que doenças é a possibilidade de colocar no mundo uma criança que irá crescer tento como família outras crianças.
Voltando para a mesa de colegas, as garotas começam a brincar com uma bolsinha e com um anel, fazendo simbolismos e deduzindo o quanto deve ser dolorido para elas, meus caros amigos de membro inferior, pense pelo lado positivo: negões fazem dodói e você não. Mas toda a conversa é envolvida e embalada por risos até que chega a hora em que começam a votar sobre a idade com que cada colega iria perder a virgindade: 16,17,18,19,22,24,27 ou daqui uma semana foram as respostas dadas entre eles. A pergunta é: estavam brincando entre si, dando indícios das idades que pretendem, mas espelhando-as nos outros ou falando o que realmente pensam¿ Essa pergunta fica sem resposta ao passo que como eu já venho dizendo pessoas não são equações matemáticas e por isso não tem resposta certa.
Interessantemente a resposta da pessoa sobre a idade com a qual ela quer perder a virgindade é alta e as justificativas dadas pelas garotas são interessantes e pautáveis: existe a possibilidade de dar errado, por infantilidade os caras poderiam sair contando e batendo na tecla pela milionésima vez confiança e segurança. Outro fato – que ainda vou explorar – e que muitas dessas garotas têm namorados mais velhos e que em outros relacionamentos já tiveram sexo, elas cogitaram a possibilidade de eles traírem elas por sexo, mas eu levanto outra teoria, a de eles induzirem elas, manipularem elas, influenciarem elas contra si mesmas por sexo. Digo de elas serem obrigadas ou até forçadas por eles a terem sexo.
Pessoalmente eu estranho muitos aspectos da sociedade entre um beijo e uma transa, a diferença entre eles é tão grande, mas a verdade entre eles é que são degraus consecutivos de uma mesma escada. A banalidade com que esse assunto é levado e a falta de maturidade com que agimos com ele é suprema, agradeço a minha formação – sempre um espaço aberto e sem preconceitos e receios em casa para esses assuntos – e digo que se tiver a oportunidade terei as mais francas, espontâneas e livres conversas sobre essa tema com meus filhos e peço para o leitor que antes de ficar criticando o sexo na mídia – que é apenas um reflexo da sociedade – converse com seu parceiro ou seus filhos sobre isso. O fato é que sexo é uma verdade, é algo que a maioria fará, é algo natural e deve ser tratado com a mesma esportividade que a marcação de um almoço em família: sem preconceitos, com mais diálogos e menos sonhos arruinados por um pentelho.
PS: o preconceito criado pela sociedade está impregnado em todos os lugares, ao escrever esse texto encontro uma das mais perfeitas representações disso: a censura da palavra transa. E mais uma coisa: pergunte-se quantos nomes diferentes você conhece para a vagina¿ A lista é infinita e vai de cabeça de biro-biro até rachada.
terça-feira, 26 de junho de 2012
APATIA
Há
alguns anos conheci um garoto que tinha como objetivo deixar de sentir os
sentimentos humanos. Ele me disse que gostaria de ser extremamente racional e
que viveria cada dia como se fosse o único, sem deixar que o passado o abalasse.
Isto, pois não entendia os sentimentos, embora os sentisse, e os achava
desnecessários.
Me
encontrei com este garoto recentemente. Assustei-me quando o vi, já era um
homem quase. Conversava como um filósofo grego, apresentava teorias como se
fosse um cientista e era tão amigável como um humilde senhor de idade. Percebi
de pronto que ele havia mudado e, por mais que parecesse óbvia a resposta,
resolvi perguntar se ele havia atingido seu objetivo.
Ele me
respondeu uma coisa que jamais esquecerei: "Sim, hoje posso dizer que sou
senhor do que sinto. Amo quando quero e não mais sinto ódio. Quando me estresso
rapidamente desligo o botão e fico calmo. E principalmente hoje sou capaz de
sorrir ao ver uma simples folha de árvore cair, sozinha e lentamente."
Perguntei então se ele estava feliz com o acontecido.
"Felicidade
é um dos sentimentos humanos que não mais me pertencem. Nem tristeza, nem
qualquer outra coisa. Pergunte-me se me arrependi e a resposta será claramente
que sim. Embora eu sorria facilmente com uma folha que cai da árvore, este é o
ápice dos meus sentimentos diários, enquanto o declive maior é o momento em que
ela toca ao chão."
Matheus Henrique
O SENTIDO DA VIDA
Por anos andei, como todos, procurando o sentido para a vida, sentido esse que sempre pareceu oculto pela nossa própria mente. Mas em mais uma noite de procrastinação na tela de um computador acabo por ouvir Bonde da Stronda. Digo que depois desse dia, nunca mais fui o mesmo, tinha encontrado o sentido da minha existência, não havia mais espaços ou perguntas. Também não havia mais inteligência o bastante ou tempo o bastante para que as indagações surgissem.
Era perfeito, uma vida de luxúria, com muitas mulheres, muita bebida, muito dinheiro, caros, insolência, desconsideração, sexo, drogas, 365 dias de pura vagabundagem. Todos os dias transar com várias mulheres e nunca contrair uma DST, todos os dias não trabalhar, todos os dias viver como quiser, atropelar alguém na rua e mesmo assim ter várias fãs loucas ao seu redor. Era sim a vida perfeita.
Mas... Perfeita até que ponto, até que dia¿ Quando isso acabaria, quando voltaria à vida, quando esse mundo de ilusões viria à tona¿ Possivelmente até o dia que o provedor dessa zona baixasse a ordem de ir trabalhar, o que acarretaria em caos, já que não saberiam fazer nada além de sexo e drogas, não teriam uma mulher, qual delas ficaria com um cara desses¿
Minha crítica não é aos cantores ou sei lá o que, é para aqueles que não notam que existe vida, que não notam que estamos no capitalismo, que não notam que o mundo é uma selva e nós somos a presa mais apetitosa.
Era perfeito, uma vida de luxúria, com muitas mulheres, muita bebida, muito dinheiro, caros, insolência, desconsideração, sexo, drogas, 365 dias de pura vagabundagem. Todos os dias transar com várias mulheres e nunca contrair uma DST, todos os dias não trabalhar, todos os dias viver como quiser, atropelar alguém na rua e mesmo assim ter várias fãs loucas ao seu redor. Era sim a vida perfeita.
Mas... Perfeita até que ponto, até que dia¿ Quando isso acabaria, quando voltaria à vida, quando esse mundo de ilusões viria à tona¿ Possivelmente até o dia que o provedor dessa zona baixasse a ordem de ir trabalhar, o que acarretaria em caos, já que não saberiam fazer nada além de sexo e drogas, não teriam uma mulher, qual delas ficaria com um cara desses¿
Minha crítica não é aos cantores ou sei lá o que, é para aqueles que não notam que existe vida, que não notam que estamos no capitalismo, que não notam que o mundo é uma selva e nós somos a presa mais apetitosa.
PROBLEMINHA
Um dos conhecimentos mais difundidos e aceitos ao meu respeito diz verdade quanto a minha anormalidade. Não sou o que se chama de normal, não vivo padrões, não ouço músicas famosas, não fumo maconha ou consumo álcool, não me deixo manipular pelas mentiras eminentes – e sim pelas melhores mentiras – não me importo com os conceitos dos outros, tenho opinião sobre o mundo, tenho ideologias marcadas, tenho uma mente relativamente grande – e uma prepotência bem maior.
Mas antes de discutir os fatos, note que a normalidade é um conceito muito relativo, pois depende do referencial, para os loucos e sábios terei um conceito diferente que para os normatizados. Pela generalidade, os normatizados são maioria, então ao fugir das normas ou até ao fugir do limite de fuga por personalidade admitido nesse conceito você será chamado de estranho, doido, anormal e outras coisas. Para pessoas realmente inteligentes, isso é apenas mais um elogio, gratificando todo o esforço feito para tal colocação.
Gostaria apenas de fazer uma pergunta: realmente devemos ser iguais, existe graça em ser igual, existe graça em seguir padrões ditados por outros. A resposta, ao menos em minha opinião é claramente não. Pessoas fixas a vontade de ceder ao ego, ao desejo de ser igual se tornam na verdade ninguém, perdem sua personalidade, perdem o seu eu, perdem as suas verdades e assim tomam o caminho dito pelos seus líderes. Seria melhor um mundo onde todos fossem diferentes e construíssemos a partir da diferença a igualdade, ser igual por ser diferente.
Mas antes de discutir os fatos, note que a normalidade é um conceito muito relativo, pois depende do referencial, para os loucos e sábios terei um conceito diferente que para os normatizados. Pela generalidade, os normatizados são maioria, então ao fugir das normas ou até ao fugir do limite de fuga por personalidade admitido nesse conceito você será chamado de estranho, doido, anormal e outras coisas. Para pessoas realmente inteligentes, isso é apenas mais um elogio, gratificando todo o esforço feito para tal colocação.
Gostaria apenas de fazer uma pergunta: realmente devemos ser iguais, existe graça em ser igual, existe graça em seguir padrões ditados por outros. A resposta, ao menos em minha opinião é claramente não. Pessoas fixas a vontade de ceder ao ego, ao desejo de ser igual se tornam na verdade ninguém, perdem sua personalidade, perdem o seu eu, perdem as suas verdades e assim tomam o caminho dito pelos seus líderes. Seria melhor um mundo onde todos fossem diferentes e construíssemos a partir da diferença a igualdade, ser igual por ser diferente.
A MORTE
Luis Fernando Veríssimo dizia que a morte era uma piada por si só, não discordo do nosso querido escritor, mas gostaria de dizer que a morte é ironia pura, ela começa irônica e termina terminando. Quando morremos para a ciência seremos apenas decompostos e voltaremos ao ciclo da matéria, já para a espiritualidade religiosa vamos para outros corpos ou quem sabe acertar nossas contas dos prazeres e erros vividos em terra.
Quando estamos mortos, culturalmente, ficamos um tempo pra nos despedir dos amigos, familiares e outros – o mais legal é que nem estamos vivos para dar as honras aos colegas e amigos. O corpo do morto, não importa se foi morto com cinco tiros por um bandido traidor ou se simplesmente tropeçou em uma pedra, o corpo estará frio, pálido, morto (pleonasmo enfático necessário) e todos ao seu redor, observando a sua morte, observando todo o sadismo da vida, seus inimigos passando por perto e te mandando pro inferno, felizes da vida por te verem naquela situação.
A morte é como a separação, uma conseqüência de apenas um fator, a vida ou o relacionamento. Pela morte nos tornamos humanos, pela morte nos tornamos iguais, pela morte exaltamos toda a nossa vida, é a morte que completa a vida, ela é o grande final do jogo, não importa se você estava no princípio ou já estava nas prorrogações. Morrer é zerar a vida.
Para se despedirem do seu ente querido – ou não – ocorre uma cerimônia, que ao menos na cultura ocidental se chama velório. Velórios são representações fieis da sociedade, pessoas tentando se mostrar mais ricas medindo seus status com as coroas de flores ou até com o local do velório, interesseiros consolando os herdeiros, gente nunca antes vista chorando rios de lágrimas a procura de rios de dinheiro. Pessoas com mensagens hipócritas e até consolos falsos.
Se eu pudesse escolher a minha morte gostaria de não ser velado, ser enterrado em um caixão fechado e dormir para sempre sem ter que me lembrar da conta que tinha que pagar, sem ter que sonhar e ver a longitude do sonho, sem ter que sofrer, sem ter que me desculpar de ninguém e ai sim rir, mesmo que em sono, de toda a sociedade. E nas linhas de mármore do meu epitáfio, em letras místicas e sombrias com tom de ironia, estará escrito: “Pois é, morri, mas não mais preciso ver gente feia”. A morte é um momento de alegria, ao menos para o morto. Concordo, portanto com os velórios em que temos pipoca, café, palhaço, música, dança e claro: um cadáver feliz.
Quando estamos mortos, culturalmente, ficamos um tempo pra nos despedir dos amigos, familiares e outros – o mais legal é que nem estamos vivos para dar as honras aos colegas e amigos. O corpo do morto, não importa se foi morto com cinco tiros por um bandido traidor ou se simplesmente tropeçou em uma pedra, o corpo estará frio, pálido, morto (pleonasmo enfático necessário) e todos ao seu redor, observando a sua morte, observando todo o sadismo da vida, seus inimigos passando por perto e te mandando pro inferno, felizes da vida por te verem naquela situação.
A morte é como a separação, uma conseqüência de apenas um fator, a vida ou o relacionamento. Pela morte nos tornamos humanos, pela morte nos tornamos iguais, pela morte exaltamos toda a nossa vida, é a morte que completa a vida, ela é o grande final do jogo, não importa se você estava no princípio ou já estava nas prorrogações. Morrer é zerar a vida.
Para se despedirem do seu ente querido – ou não – ocorre uma cerimônia, que ao menos na cultura ocidental se chama velório. Velórios são representações fieis da sociedade, pessoas tentando se mostrar mais ricas medindo seus status com as coroas de flores ou até com o local do velório, interesseiros consolando os herdeiros, gente nunca antes vista chorando rios de lágrimas a procura de rios de dinheiro. Pessoas com mensagens hipócritas e até consolos falsos.
Se eu pudesse escolher a minha morte gostaria de não ser velado, ser enterrado em um caixão fechado e dormir para sempre sem ter que me lembrar da conta que tinha que pagar, sem ter que sonhar e ver a longitude do sonho, sem ter que sofrer, sem ter que me desculpar de ninguém e ai sim rir, mesmo que em sono, de toda a sociedade. E nas linhas de mármore do meu epitáfio, em letras místicas e sombrias com tom de ironia, estará escrito: “Pois é, morri, mas não mais preciso ver gente feia”. A morte é um momento de alegria, ao menos para o morto. Concordo, portanto com os velórios em que temos pipoca, café, palhaço, música, dança e claro: um cadáver feliz.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
RABISCOS SOBRE O AMOR
Não
tenho nada de produtivo pra falar sobre o amor. Nem mesmo consigo ser imparcial
e não deixar o sangue das minhas feridas tecer as letras dos meus textos. Isto
pois, as recordações que tenho dos tempo que amei não me são agradáveis. Dói
pensar no que fui e no que sou.
Mas,
afastando-me o máximo do pessimismo, vejo o amor como uma cultura de massas.
Mais uma palavra que extrapola o físico e atinge a existência humana,
pautando-a. Não é biológico ou psicológico, filosófico, talvez, mas acima de
tudo, é literal. O ser humano pegou uma série de eventos corporais e atribui a
eles uma palavra que indica bondade e afabilidade entre seres.
Sobre a
existência do amor, não posso opinar. Pode ser que a cultura tenha acertado ao
denominar aquilo que nem se quer existia. Ou pode ser que meu ceticismo esteja
certo. Não digo que nunca o senti, e nem que os que o sentiram são mentirosos.
Não sei
o que dizer sobre esta relíquia. Tanto sei e tão pouco sei. Nem sei se existe,
se me atormenta. Sei dos meus pesadelos, do que fui e do que sou. Sei que
passou um vulto em minha vida, mas não sei dizer se foi amor.
Peço
então, ao destino - entidade que também duvido que exista - que me apresente o
amor, pois quero conhecê-lo e vivê-lo. De verdade desta vez, por favor. Pois se
tudo o que dizem é verdade, então deve ser tão magnífico este sentimento que
extrapola palavras. Quero sentir um cheiro que me embebede como álcool. Quero
provar o gosto das nuvens geladas. Quero saber o limite da criatividade humana
e ver, na forma de mulher, o Deus que há tanto espero encontrar.
Matheus Henrique
NOSSO MAL
Estou
aqui hoje para falar sobre um mal que me acomete. É uma doença da nova geração,
que meus pais ou avós não conheceram e mal entendem. A conheci observando meus
irmãos, e logo depois me diagnostiquei. Vejo neles sintomas da forma mais
brutal da doença, que precisa de um tratamento intenso para trazer a incerteza
da cura. É uma doença bestial e extremamente humana. Nós a criamos.
Atormentado,
acordava todos os dias com dores musculares. Tomava cinco comprimidos de
qualquer remédio e me sentia aliviado. O mesmo acontecia com qualquer dor que
sentia. Me levantava, da cama, abatido, e mal conseguia ler duas páginas de um
livro. Entrava logo na internet para ler algum blog ou recado.
Assim
fiz, por anos, e assim fazem meus irmãos. Quando me deparei com momentos ruins
da vida, não sentei e pensei na melhor estratégia. Levantei-me, retirei minha
faca do porta sabre e cortei meu demônios em apenas um dia. Eles sempre
voltavam...
Há
alguns meses percebi o mal que me atormentava. Seu nome, por muitos conhecido,
é imediatismo. Queria eu resolver todos os meus problemas de uma vez, sanar
minhas dores num piscar de olhos, minha paciência se foi. E para aquele que
dizem que estou sendo dramático, saibam que já vi pessoas morrerem por está
doença. Morreram com tiros na cabeça e facas no pescoço. E eles foram os
assassinos.
Nova
geração, cuidado, pois o melhor da vida está nos detalhes que vocês estão
ignorando. Nas páginas de livro que empoeiram na biblioteca, enquanto a
internet só cresce. A felicidade está em correr na rua com crianças, jogar
cartas ilustradas, gritar quando o mundo todo está em silêncio. Temo por vocês,
por sua preguiça. "Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo,
quem roubou nossa coragem?"
Matheus Henrique
REVOLTA SINDICALISTA ESCOLAR
Uma das coisas mais legais do ser humano é a sua capacidade de reclamar, não quando ainda pode ser contornado o problema, mas depois de tudo estragado. Numa escola não poderia ser diferente, vamos ver como funciona uma escola: o aluno entra com a cabeça vazia, passa pela escola e sai com a cabeça quase vazia – aprendemos ou reforçamos a nossa hipocrisia, brigamos e beijamos muito. Tenho quase certeza que as donas de casa só se lembrarem do teorema de Pitágoras por que os Mamonas eternizaram ele em um palavrão – mas os Mamonas podiam, até a dona de casa curte Mamonas.
Falando em palavrão, o que dizer de uma torrente de insultos e acerto de contas entre alunos e professor¿ Estavam todos lá, quietos, felizes, levando a segunda com a barriga (nota pra mim mesmo: é melhor parar de falar mal das segundas – ou não), e numa questão surge uma dúvida, digamos que em um aluno não muito humilde, começa então a disputa de poder entre aluno e professor por quem está certo e esse aluno ainda estava revoltado com as suas notas – segundo o próprio, muito baixas perante ao padrão antigo. É humano não assumir sua parte do erro e jogá-la toda no outro, e assim esse representante da espécie fez. Começam os comentários de como o professor de matemática é ruim, de que não entendem a matéria ou que ele não sabe explicar. Pela imparcialidade posso afirmar que essas críticas não deixam de ser verdade, mas são meias verdades.
A história estaria mal contada se eu desconsiderar todas as variáveis; vamos por partes como diz o professor de história sobre como diz Jack, o estripador. Primeiramente lembro que existia uma diferença na turma já que fora feita pela junção dos já estudantes com outros bolsistas, isso acaba implicando no modo da pedagogia analisar os fatos. Em segundo lembro que o professor diz claramente não saber lidar com os alunos, pede respeito pela sua idade mais avançada e lembra que seu salário é uma merda. E por ultimo por estarmos em uma escola de nome há certa expectativa sobre os alunos de que eles continuem com a fama da instituição.
Começam então os acertos de contas de vários outros alunos, falando sobre as provas, sobre a dificuldade das questões (sorte deles nunca terem vido matrizes, e sim, aceitos críticas aos meus conhecimentos se meu caro leitor tiver alguma graduação), reclamando do modo com o professor trata os alunos e até das tarefas. Eu realmente queria que o mundo fosse perfeito, mas já entendi que eu nado contra a correnteza – a grande maioria não.
Vejamos o lado do professor: ele se considera sem poder e para todo problema recorre a direção, não enxergo ai a postura real que infelizmente devia estar nos educadores atuais. Mas pelo lado dele perder o emprego seria uma fonte de renda a menos, ou seja, o que estava em jogo para ele era o pão da sua família ou a viagem para Cabo Frio nas férias. Já os alunos queriam mais entendimento e coisas mais fáceis para se darem melhor, tirarem melhores notas e mostrarem para a família para evitar uma cacetada.
Não sou pedagogo para discutir questões sobre como deve ser a postura dos indivíduos nesse momento e por isso não vou questionar nada. Mas quero lembrar que o erro também deve ser dividido com a família e com a sociedade. Ressalto nas entrelinhas que em todo momento durante a escrita desse texto fui criterioso ao usar palavras que evidenciam generalização, bifurcação de idéias e amenização de sentidos.
Falando em palavrão, o que dizer de uma torrente de insultos e acerto de contas entre alunos e professor¿ Estavam todos lá, quietos, felizes, levando a segunda com a barriga (nota pra mim mesmo: é melhor parar de falar mal das segundas – ou não), e numa questão surge uma dúvida, digamos que em um aluno não muito humilde, começa então a disputa de poder entre aluno e professor por quem está certo e esse aluno ainda estava revoltado com as suas notas – segundo o próprio, muito baixas perante ao padrão antigo. É humano não assumir sua parte do erro e jogá-la toda no outro, e assim esse representante da espécie fez. Começam os comentários de como o professor de matemática é ruim, de que não entendem a matéria ou que ele não sabe explicar. Pela imparcialidade posso afirmar que essas críticas não deixam de ser verdade, mas são meias verdades.
A história estaria mal contada se eu desconsiderar todas as variáveis; vamos por partes como diz o professor de história sobre como diz Jack, o estripador. Primeiramente lembro que existia uma diferença na turma já que fora feita pela junção dos já estudantes com outros bolsistas, isso acaba implicando no modo da pedagogia analisar os fatos. Em segundo lembro que o professor diz claramente não saber lidar com os alunos, pede respeito pela sua idade mais avançada e lembra que seu salário é uma merda. E por ultimo por estarmos em uma escola de nome há certa expectativa sobre os alunos de que eles continuem com a fama da instituição.
Começam então os acertos de contas de vários outros alunos, falando sobre as provas, sobre a dificuldade das questões (sorte deles nunca terem vido matrizes, e sim, aceitos críticas aos meus conhecimentos se meu caro leitor tiver alguma graduação), reclamando do modo com o professor trata os alunos e até das tarefas. Eu realmente queria que o mundo fosse perfeito, mas já entendi que eu nado contra a correnteza – a grande maioria não.
Vejamos o lado do professor: ele se considera sem poder e para todo problema recorre a direção, não enxergo ai a postura real que infelizmente devia estar nos educadores atuais. Mas pelo lado dele perder o emprego seria uma fonte de renda a menos, ou seja, o que estava em jogo para ele era o pão da sua família ou a viagem para Cabo Frio nas férias. Já os alunos queriam mais entendimento e coisas mais fáceis para se darem melhor, tirarem melhores notas e mostrarem para a família para evitar uma cacetada.
Não sou pedagogo para discutir questões sobre como deve ser a postura dos indivíduos nesse momento e por isso não vou questionar nada. Mas quero lembrar que o erro também deve ser dividido com a família e com a sociedade. Ressalto nas entrelinhas que em todo momento durante a escrita desse texto fui criterioso ao usar palavras que evidenciam generalização, bifurcação de idéias e amenização de sentidos.
SEGUNDAS
Mais uma bela segunda para a nossa mortalha: dia de rever seus colegas, de acordar com cara de burro depois do porre da balada de domingo, de falar um oi com toda a felicidade dessa vida para o seu maior inimigo, dia de sonhar com a sexta, de imaginar um mundo com inúmeros feriados, dia de render muito no trabalho, dia de ser feliz. Pense bem, virão muitas segundas pela frente, não há razão para reclamar da segunda, vamos apedrejar outro dia, quem sabe a terça ou o domingo, domingos são tão chatos, são dias legais para serem desprezados. Depois que cansarmos de desprezar o domingo poderemos ir pra sexta, pro sábado... Temos um calendário inteiro. Podemos até criar o dia de odiar a segunda, que de preferência caia na terça – por que assim a gente emenda o feriado. Então depois da sessão diária de ódio a semana, vamos ao que realmente interessa: todas as vidas passam nesses dias da semana, não importa se você os odeia ou se você os ama.
Segunda é dia de aula, e nada melhor do que começar uma segunda perdendo uma aula, ou melhor, perdendo a chatice de uma aula. Biologia não é um conteúdo problemático até o dia que você descobre que terá que estudar química e matemática nesse treco. Mais uma aula expositiva e repetitiva de biologia, pois bem, sempre temos um companheiro para fazer aquela pergunta chave do dia: “por que as drogas influenciam o nosso cérebro”. O menos imaginável é que isso cairia no assunto mais estranho e complexo do mundo: relacionamentos.
A professora começa a explicar a formação e o sistema de funcionamento dos neurônios que temos no nosso cérebro, explica como as drogas adiantam ou retardam as sinapses nervosas. E resolve então – numa exímia representação da ação das segundas sobre o ser humano – explicar que ficamos apaixonados por apenas dois anos. Falar isso para uma turma de adolescentes fez com que despertassem muitas perguntas. Então tiremos por conclusão que a ciência explica como devem ser os relacionamentos, primeiro somos românticos (bestas supremas) por estarmos apaixonados, depois nos tornamos amantes, o sentimento de prazer e de vício acaba com dois anos, vivemos então da relação de cumplicidade e apoio que ocorre no casal. Como todo humano, a professora é obrigada pela sua mente a falar sobre os relacionamentos que ela teve, vê-se aqui que mais uma vez a minha teoria é validada, em um relacionamento mulheres procuram segurança, diria então que a minha teoria é válida quanto aos objetivos das mulheres em relacionamentos.
Segunda é dia de aula, e nada melhor do que começar uma segunda perdendo uma aula, ou melhor, perdendo a chatice de uma aula. Biologia não é um conteúdo problemático até o dia que você descobre que terá que estudar química e matemática nesse treco. Mais uma aula expositiva e repetitiva de biologia, pois bem, sempre temos um companheiro para fazer aquela pergunta chave do dia: “por que as drogas influenciam o nosso cérebro”. O menos imaginável é que isso cairia no assunto mais estranho e complexo do mundo: relacionamentos.
A professora começa a explicar a formação e o sistema de funcionamento dos neurônios que temos no nosso cérebro, explica como as drogas adiantam ou retardam as sinapses nervosas. E resolve então – numa exímia representação da ação das segundas sobre o ser humano – explicar que ficamos apaixonados por apenas dois anos. Falar isso para uma turma de adolescentes fez com que despertassem muitas perguntas. Então tiremos por conclusão que a ciência explica como devem ser os relacionamentos, primeiro somos românticos (bestas supremas) por estarmos apaixonados, depois nos tornamos amantes, o sentimento de prazer e de vício acaba com dois anos, vivemos então da relação de cumplicidade e apoio que ocorre no casal. Como todo humano, a professora é obrigada pela sua mente a falar sobre os relacionamentos que ela teve, vê-se aqui que mais uma vez a minha teoria é validada, em um relacionamento mulheres procuram segurança, diria então que a minha teoria é válida quanto aos objetivos das mulheres em relacionamentos.
ONDE ESTÁ DEUS?
O ser humano na sua necessidade desmedida de encontrar razões para seu simples fato de existir, e pelo ego negando a possibilidade das nossas vidas serem fruto da probabilidade de infinitas causas, criou o conceito de Deus.
Gostaria primeiramente de levar os ateus e os religiosos ao mesmo conceito de deus, pois embora isso pareça muito distante ambos tem uma mente e pertencem a mesma espécie o que implica que interiormente somos a mesma coisa, mas diferenciados pelas experiências vividas. Encaremos deus como não um homem, uma coisa ou uma força, procure por ele em nós mesmos. Para os ateus convictos pensem que deus é apenas o bem, ou o amor, ou parte da própria pessoa, parte do nosso intelecto e dos nossos sentimentos – chame isso de alma. Para os religiosos mais céticos, vamos despir os santos e lembrar aquele momento do culto ou missa no qual o representante (padre, pastor ou o que for) diz que deus está não nos céus, ou na terra e sim em todos os lugares e principalmente em nós mesmos, então, tirem o homem invisível do céu e coloquem o bem e o amor dentro de nós mesmos, digamos que na nossa alma.
Não foi tão difícil e nem doeu, agora somos todos um, todos apenas humanos com a capacidade do bem, do respeito e do amor ao próximo – algo que diz a boa conduta de um ateu ou os princípios de um religioso. Depois de equalizar nossos conceitos vamos discutir a origem deles, vamos pensar a razão de tal existência. Pois bem, o ser humano é um animal social e isso faz com que ele tenha que saber lidar com as pessoas e com a diversidade do coletivo, para que essa interação entre animal e grupo de animais sociais ocorra é necessária certa tolerância, aqui entra o amor, respeito e bem ao próximo; a famosa política da boa vizinhança.
Muitas vezes quando estamos passando por um momento difícil procuramos e nos apegamos mais a religião. Queremos força para levar a vida, então chamamos essa força de deus e modo de adquiri-la de fé. A idéia de que deus está cuidando e ajudando nos nossos problemas entra na nossa mente e automaticamente torno-os mais simples, então mesmo sendo enganados ficamos felizes e com mais suporte. Note que a chave de tudo foi à autoconfiança e que novamente o segredo veio de dentro de nós mesmos.
Deus não é nada mais do que a mais singela representação da humanidade dentro de cada um de nós, deus não é justificativa para guerras e para desavenças, deus não está dentro de uma Igreja ou em um culto, está dentro de cada um e apenas em cada um. No coletivo a nossa manifestação se confunde ao passo que toma o incentivo e supre a nossa necessidade de aceitação, tornando os cultos uma maneira de “encontrar deus”.
Torço, portanto que um dia o homem aprenda o real significado de deus, aprenda que deus é o próprio homem, mas que realmente sem deus não há o homem. Como Elvis havia dito é mais importante ter deus no coração do que ter uma religião. Deus é causado pelo homem, deus não é uma verdade universal, deus não é o sentido da vida, mas talvez seja a razão de continuarmos a viver. Acredite fielmente que se você quer encontrar deus basta olhar para si mesmo e para o outro, não é e nunca será necessário ter uma religião para ter deus, todos têm, mas cada um faz o que bem entende com deus; você pode ajudar alguém, pode ir a uma missa e sair jorrando hipocrisias e pode matar alguém. O fato é que todos têm a mesma quantidade desse elemento qualitativo chamado deus.
Por fim encerro valendo-me dos direitos e dos deveres da sociedade e de cada teologia, pedindo respeito as minhas idéias e abrindo espaço para um debate sadio e limpo; deus e religião são sim assuntos a serem discutidos, são partes importantes do homem, cresceremos muito mais no dia que largamos um simples livro sagrado e nos atentarmos ao que realmente é sagrado: mãe, pai, esposa ou marido, filhas, filhos, amigos, sogros, sogras, avós e bisavós. Não aceite a palavra dada, faça dela um mecanismo ou uma ferramenta para decidir por si próprio!
Gostaria primeiramente de levar os ateus e os religiosos ao mesmo conceito de deus, pois embora isso pareça muito distante ambos tem uma mente e pertencem a mesma espécie o que implica que interiormente somos a mesma coisa, mas diferenciados pelas experiências vividas. Encaremos deus como não um homem, uma coisa ou uma força, procure por ele em nós mesmos. Para os ateus convictos pensem que deus é apenas o bem, ou o amor, ou parte da própria pessoa, parte do nosso intelecto e dos nossos sentimentos – chame isso de alma. Para os religiosos mais céticos, vamos despir os santos e lembrar aquele momento do culto ou missa no qual o representante (padre, pastor ou o que for) diz que deus está não nos céus, ou na terra e sim em todos os lugares e principalmente em nós mesmos, então, tirem o homem invisível do céu e coloquem o bem e o amor dentro de nós mesmos, digamos que na nossa alma.
Não foi tão difícil e nem doeu, agora somos todos um, todos apenas humanos com a capacidade do bem, do respeito e do amor ao próximo – algo que diz a boa conduta de um ateu ou os princípios de um religioso. Depois de equalizar nossos conceitos vamos discutir a origem deles, vamos pensar a razão de tal existência. Pois bem, o ser humano é um animal social e isso faz com que ele tenha que saber lidar com as pessoas e com a diversidade do coletivo, para que essa interação entre animal e grupo de animais sociais ocorra é necessária certa tolerância, aqui entra o amor, respeito e bem ao próximo; a famosa política da boa vizinhança.
Muitas vezes quando estamos passando por um momento difícil procuramos e nos apegamos mais a religião. Queremos força para levar a vida, então chamamos essa força de deus e modo de adquiri-la de fé. A idéia de que deus está cuidando e ajudando nos nossos problemas entra na nossa mente e automaticamente torno-os mais simples, então mesmo sendo enganados ficamos felizes e com mais suporte. Note que a chave de tudo foi à autoconfiança e que novamente o segredo veio de dentro de nós mesmos.
Deus não é nada mais do que a mais singela representação da humanidade dentro de cada um de nós, deus não é justificativa para guerras e para desavenças, deus não está dentro de uma Igreja ou em um culto, está dentro de cada um e apenas em cada um. No coletivo a nossa manifestação se confunde ao passo que toma o incentivo e supre a nossa necessidade de aceitação, tornando os cultos uma maneira de “encontrar deus”.
Torço, portanto que um dia o homem aprenda o real significado de deus, aprenda que deus é o próprio homem, mas que realmente sem deus não há o homem. Como Elvis havia dito é mais importante ter deus no coração do que ter uma religião. Deus é causado pelo homem, deus não é uma verdade universal, deus não é o sentido da vida, mas talvez seja a razão de continuarmos a viver. Acredite fielmente que se você quer encontrar deus basta olhar para si mesmo e para o outro, não é e nunca será necessário ter uma religião para ter deus, todos têm, mas cada um faz o que bem entende com deus; você pode ajudar alguém, pode ir a uma missa e sair jorrando hipocrisias e pode matar alguém. O fato é que todos têm a mesma quantidade desse elemento qualitativo chamado deus.
Por fim encerro valendo-me dos direitos e dos deveres da sociedade e de cada teologia, pedindo respeito as minhas idéias e abrindo espaço para um debate sadio e limpo; deus e religião são sim assuntos a serem discutidos, são partes importantes do homem, cresceremos muito mais no dia que largamos um simples livro sagrado e nos atentarmos ao que realmente é sagrado: mãe, pai, esposa ou marido, filhas, filhos, amigos, sogros, sogras, avós e bisavós. Não aceite a palavra dada, faça dela um mecanismo ou uma ferramenta para decidir por si próprio!
sábado, 23 de junho de 2012
VERDADE UNIVERSAL
Alguém
já pensou que pode existir, neste nosso mundo, uma verdade universal? Digo
isto, pois a maioria das coisas que conhecemos só existem desde que existamos.
E se o ser humano parar de existir, tudo irá sumir? O que sobreviverá à
ausência do homem? A verdade universal?
Matheus Henrique
sexta-feira, 22 de junho de 2012
MOMENTOS
Não
posso dizer que é fácil acordar todos os dias. E estaria mentindo se passasse a
qualquer pessoa a ideia de que minha vida agora é fácil. Simplesmente porque
não é; tampouco é mais fácil do que antes. E então me disparam com dúvidas
sobre o porque de eu sorrir mais agora. e a resposta é tão besta quanto a pergunta:
agora eu tenho mais motivos para sorrir.
A
explicação deste fato, porém, não é tão simples como se apresenta. Isto, devido
aos motivos dos sorrisos serem completamente ilógicos. São isto pois não estou completamente
satisfeito com o rumo que minha vida tomou nos últimos anos e nem estou
satisfeito com a impotência que percebi ter sobre minha vida. Mas estas coisas
me ensinaram a ser mais forte, ao mesmo tempo me adestraram para dar uma menor
importância às minhas estratégias. Entendi, com isso, que a vida não é um jogo,
que pode ser planejado e vencido, pois no fim, não há vitória, e nem mesmo
derrota. Então de que adianta o tempo perdido com choros?
Não
estou aderindo, nesta altura do campeonato, à filosofia besta que é o
positivismo. Mas percebi que antes eu era pessimista, e que se em algum momento
eu cheguei próximo à realidade, este momento é agora. Sem choros ou
arrependimentos, mas com sorrisos e gritos - com um misto de ódio e alegria.
Este é o novo eu. Quem será o novo você?
Matheus Henrique
quinta-feira, 21 de junho de 2012
A MENTE
Existem dias em que não conseguimos nos concentrar em nada, sempre parados, calmos e pensativos, talvez por horas, por dias ou por anos. Quando a nossa mente se interessa muito por algo, ou quem sabe e principalmente por alguém, quando você comete erros e pensa, sem parar no por que de ter errado ou em como sanar o erro – ou se é possível sanar o erro.
O mais interessante sobre isso é que acabamos encontrando indicadores de importância, um homem não ficaria pensativo em algo que não seja realmente interessante, realmente importante para ele. Por mais que se queira negar, são esses os momentos que mostram a verdade, são esses os momentos em que a nossa mente para sobre si mesma e pensa com total veracidade, sem aumentar, diminuir ou distorcer a realidade e sem procurar uma justificativa para se iludir. Nessas horas aprendemos mais sobre nós mesmos, aprendemos os erros, os acertos, as qualidades, os defeitos e como se melhorar.
De todas as coisas que levam um homem a reflexão, o amor é a principal. São nesses momentos que sofremos por nossos amores e por quem já se foi. Como dito, nessas horas é que adquirimos a certeza de amarmos alguém, são revelados os nossos amores.Muitos choram as suas conclusões, mas os que realmente aprendem passam a não ter razão para chorar.
O mais interessante sobre isso é que acabamos encontrando indicadores de importância, um homem não ficaria pensativo em algo que não seja realmente interessante, realmente importante para ele. Por mais que se queira negar, são esses os momentos que mostram a verdade, são esses os momentos em que a nossa mente para sobre si mesma e pensa com total veracidade, sem aumentar, diminuir ou distorcer a realidade e sem procurar uma justificativa para se iludir. Nessas horas aprendemos mais sobre nós mesmos, aprendemos os erros, os acertos, as qualidades, os defeitos e como se melhorar.
De todas as coisas que levam um homem a reflexão, o amor é a principal. São nesses momentos que sofremos por nossos amores e por quem já se foi. Como dito, nessas horas é que adquirimos a certeza de amarmos alguém, são revelados os nossos amores.Muitos choram as suas conclusões, mas os que realmente aprendem passam a não ter razão para chorar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
RESPOSTA AO TEXTO CONSIDERAÇÕES HISTÓRICO-TEMPORAIS
A
humanidade não tem bem mais precioso. Somos todos animais, nos escorando nos
ombros do passado para que tenhamos a triste ilusão do progresso. O que não
quer dizer que o passado não é importante. O que quero deixar é apenas a pergunta:
onde estaríamos se não houvesse registro do passado?
Com certeza
seríamos humanoides, sem fala ou escrita, vivendo em bandos - poucos bandos -
por volta deste mundo. Nossa inteligência seria desperdiçada, não dominaríamos
o mundo, se é que ainda estaríamos vivos. Mas estas são apenas especulações.
Encerro,
porém, considerando as especulações como verdade. Será que seria mesmo ruim viver
sem um passado? Será que seria ruim ficar estagnado na ignorância sem ver o tempo
passar? Para os que entenderam a retórica fica a afirmativa: O passado não é
nossa bem mais precioso, mas sim nosso castigo mais cruel.
Matheus Henrique
CONSIDERAÇÕES HISTÓRICO-TEMPORAIS
Mesmo depois da existência da escrita, das armas, da informática, da ciência o bem mais precioso da humanidade continua e continuará a ser a sua história, não que os homens devam viver do seu passado e esquecer que eles podem construir um novo futuro.
A história é o passado de um povo ou de toda a humanidade e o presente na verdade e única e puramente o reflexo das ações, palavras e pensamentos do passado, já o futuro está em função composta entre passado e presente, mas se você considerar que o presente já é passado, e que na verdade o tempo é algo incontável, pois não se contabiliza instantes, tudo está em função de tudo ao mesmo tempo, o passado, presente e futuro estão juntos a cada segundo. O conhecimento da história é essencial já que com base nela podemos prever revoluções, prever novos mundos e o mais interessante, com base na história podemos saber o que os nossos descendentes irão pensar sobre nós. Pense em quinhentos anos atrás, Cabral e seus amiguinhos tinham acabado de descobrir o Brasil, a navegação ultramarina era a grande novidade do momento, agora remeta por dois mil anos, ainda estávamos punindo os rebeldes pregando-os em cruzes e instaurando a política do pão e circo, volte por três mil anos, Sócrates iniciava a filosofia e o Império Romano avançava, volte então vinte mil anos, bem, pelo menos sabíamos usar o fogo.
Pensando no passado, sempre, em todos os momentos e pontos que pegarmos em linha cronológica crescente, consideraremos a civilização do ano menor menos desenvolvida e ao menos para nós do novo século, sempre muito distantes. Penso: se a regra é válida, mesmo com nossos celulares, nossas ilusões consumistas e nossas calculadoras HP, no futuro nós seremos os homenzinhos do passado que ainda gostavam de aparelhos touch, nós seremos para eles o mesmo que a figura de um Neandertal é para nós atualmente.
A história é o passado de um povo ou de toda a humanidade e o presente na verdade e única e puramente o reflexo das ações, palavras e pensamentos do passado, já o futuro está em função composta entre passado e presente, mas se você considerar que o presente já é passado, e que na verdade o tempo é algo incontável, pois não se contabiliza instantes, tudo está em função de tudo ao mesmo tempo, o passado, presente e futuro estão juntos a cada segundo. O conhecimento da história é essencial já que com base nela podemos prever revoluções, prever novos mundos e o mais interessante, com base na história podemos saber o que os nossos descendentes irão pensar sobre nós. Pense em quinhentos anos atrás, Cabral e seus amiguinhos tinham acabado de descobrir o Brasil, a navegação ultramarina era a grande novidade do momento, agora remeta por dois mil anos, ainda estávamos punindo os rebeldes pregando-os em cruzes e instaurando a política do pão e circo, volte por três mil anos, Sócrates iniciava a filosofia e o Império Romano avançava, volte então vinte mil anos, bem, pelo menos sabíamos usar o fogo.
Pensando no passado, sempre, em todos os momentos e pontos que pegarmos em linha cronológica crescente, consideraremos a civilização do ano menor menos desenvolvida e ao menos para nós do novo século, sempre muito distantes. Penso: se a regra é válida, mesmo com nossos celulares, nossas ilusões consumistas e nossas calculadoras HP, no futuro nós seremos os homenzinhos do passado que ainda gostavam de aparelhos touch, nós seremos para eles o mesmo que a figura de um Neandertal é para nós atualmente.
ORDEM E PROGRESSO
Pelo menos no que me dizem meus olhos na bandeira do Brasil, aquela que tem as cores verde, amarelo, azul e branco em letras verdes legais há escrito com a frase ordem e progresso, conhecida como o positivismo de Conte.
Dos símbolos da nossa bandeira não restam muita coisa, o verde das florestas devia estar pra menos de quarenta por cento, o amarelo do ouro devia estar na bandeira da Inglaterra, o azul, em São Paulo poderia ser um cinza-azulado, as estrelas podem continuar, são representantes dos estados, embora isso diga que devíamos ter estrelas de tamanhos colossais e outras invisíveis. A ordem já não pode ser considerada, a única ordem que vejo são as inevitáveis, derivadas da natureza, como a que diz que todos morrem, a que determina a contagem numérica, a que diz a distribuição energética nas camadas de uma teia alimentar (...). Já das ordens humanas temos ruas caóticas, uma falácia política e no que sobra pura libertinagem e luxúria. O progresso vem, não por trabalho ou por dedicação de todos, mas por que ele existe biologicamente ou antropologicamente. Nossas escolas públicas estão evoluindo a passos largos para uma sociedade extremamente pobre e desigual, talvez não pobre economicamente, mas mentalmente, até os melhores alunos dessas escolas não são estimulados a pensar, o que é ótimo para os donos do poder homens sem opinião e, portanto extremamente manipuláveis. Ponto para a sociedade!
Os dizeres e as simbologias da nossa bandeira são cativantes, extremamente belos, quem não gostaria de um mundo que sempre evolui com ordem, ou seja, com direção definida e com progresso, ou seja, com a própria evolução. Mas a validade desses dizeres só poderá ser expressa no dia que nós resolvermos agir, não é preciso terminar a ação, pois ela é interminável, basta começar, basta agir, basta ir contra e lutar contra o sistema. Ele foi construído por pessoas e pode muito bem ser destruído e construído, nos valores da humanidade, por gente nova e inteligente.
Dos símbolos da nossa bandeira não restam muita coisa, o verde das florestas devia estar pra menos de quarenta por cento, o amarelo do ouro devia estar na bandeira da Inglaterra, o azul, em São Paulo poderia ser um cinza-azulado, as estrelas podem continuar, são representantes dos estados, embora isso diga que devíamos ter estrelas de tamanhos colossais e outras invisíveis. A ordem já não pode ser considerada, a única ordem que vejo são as inevitáveis, derivadas da natureza, como a que diz que todos morrem, a que determina a contagem numérica, a que diz a distribuição energética nas camadas de uma teia alimentar (...). Já das ordens humanas temos ruas caóticas, uma falácia política e no que sobra pura libertinagem e luxúria. O progresso vem, não por trabalho ou por dedicação de todos, mas por que ele existe biologicamente ou antropologicamente. Nossas escolas públicas estão evoluindo a passos largos para uma sociedade extremamente pobre e desigual, talvez não pobre economicamente, mas mentalmente, até os melhores alunos dessas escolas não são estimulados a pensar, o que é ótimo para os donos do poder homens sem opinião e, portanto extremamente manipuláveis. Ponto para a sociedade!
Os dizeres e as simbologias da nossa bandeira são cativantes, extremamente belos, quem não gostaria de um mundo que sempre evolui com ordem, ou seja, com direção definida e com progresso, ou seja, com a própria evolução. Mas a validade desses dizeres só poderá ser expressa no dia que nós resolvermos agir, não é preciso terminar a ação, pois ela é interminável, basta começar, basta agir, basta ir contra e lutar contra o sistema. Ele foi construído por pessoas e pode muito bem ser destruído e construído, nos valores da humanidade, por gente nova e inteligente.
domingo, 17 de junho de 2012
O CRIME
Era uma manhã branca, de orvalho frio escorrendo na janela, os relógios batiam cinco e quarenta. Eles viviam em uma casa pequena: apenas dois quartos, um quintal, um banheiro, cozinha e uma sala para todos os oito moradores. Eram duas famílias, constituídas por irmãos; quando seus pais faleceram, ambos herdaram a casa, como não queriam vender ou comprar um do outro, manhosos, eles resolveram morar por lá mesmo, trouxeram as patroas e as crianças e dividiram a casa.
Estavam todos acordando, o caçula do filho mais velho foi para o quintal pegar chá para sua irmã. Ouve-se um grito pela casa, vinha do quintal, todos vão até lá. A figura de uma mulher ensangüentada, com o pulso praticamente dilacerado, os olhos fora do globo ocular, no peito mais de quinze ferimentos aparentemente feitos por um machado, o rosto (exceto o olho) estava totalmente preservado, todo o sangue que um dia foi bombeado pelo coração dela estava agora penetrando a terra enquanto ia se esfriando. Era uma mulher de feições gentis, corpo médio, cabelos ruivos, e pelo menos o olho que restava era castanho.
Quem cometera aquele crime queria garantir um velório patético, queria garantir que a última imagem da mulher fosse de um corpo incrivelmente sádico. Muitos homens diriam ser um crime cometido por amor. Mas, levando essa consideração como uma verdade, quem teria feito isso¿
Passada a histeria e o horror do momento, a família devia informar a morte da desconhecida, ligaram para a polícia, na cidade pequena todos já sabiam do ocorrido, as praças comentavam, aumentavam e especulavam o crime.
Dez minutos após a ligação, chega o delegado da cidade, com sua cara de “eu escolhi trabalhar em uma cidade pequena pra me aposentar sem problemas, e agora, uma semana antes das minhas merecidas férias eternas essa mulher resolve aparecer morta”. O delegado já estava decido a prender qualquer um da cidade, logo, chama todos da casa para um interrogatório – e isso inclui o filho de três anos de idade do irmão mais velho.
Os peritos isolam a casa e começam a análise do local, encontram uma colher, um dente de leite, um prova de história sobre a pré-história na qual o indivíduo tinha tirado menos de quarenta por cento, encontram marcas de sapato tamanho 42 e no corpo da mulher uma identidade que dizia seu nome ser Maria Carmelita da Penha Souza e Cruz, nascida em 1967.
Ao ser informado o delegado procurou saber quem era a mulher enquanto seus oficiais batiam de casa em casa e prendiam todos com sapatos tamanho 42 – os oficiais odiaram o serviço, um deles quase caiu no chão ao cheirar um dos sapatos. Foram recolhidos catorze homens e o delegado descobriu que a mulher era na verdade representante de uma marca de sapatos.
Informaram a família da mulher sobre a fatalidade, aparentemente ela tinha um casamento sólido e duas crianças. Em casa seu marido estava desolado, fora chorar no seu quarto e encontrou na velha cômoda, junto com os recados de amor de quando eram um casal adolescente uma carta escrita nas letras redondas e espaçadas que ele reconhecia pertencer a sua mulher. Seguiam nas linhas os seguintes dizeres:
“Aqui estou eu, parada, imóvel, com dois pesos nas mãos: vida e morte. Viver¿ Não vejo porque, não tenho razão para tal, me tornei uma máquina, tudo o que faço é mecânico. Minha ilusão de compreender o mundo e as pessoas agora se tornou verdade , não gosto do que vejo, sou escrava de minha mente, estou trancada dentro de mim mesmo, não há de haver chave, se não o amor.
Amor¿ o que é esse senhor¿ o que ele tanto significa¿ como saber de ele existe¿ Deixem de brincadeira; o amor não é nada se não a junção de hormônios e de personalidades, sentimentos não passam de impulsos elétricos que correm num cérebro. Mas, então, como uma mente pode compreender isso¿ Para fazê-lo é preciso voltar para si mesma e ao fazer isso perder seu misticismo e seu ego, a verdade é dura e a única forma de alívio é a morte. Já se passaram anos desde que entrei nesse lugar, sem saber o motivo, sem opção de escolha, sem outras oportunidades: foi-me negado o direito de não nascer ou o simples direito de morrer me é negado pela sociedade atual.
Não sou capaz de ver que falta eu faria, não sou nada de especial para os não familiares. Nesse mundo não sei o porquê de mesmo sabendo o mal que isso causa ainda continuarmos sendo hipócritas. Não criei laços válidos – somente com os que foram obrigados a viver comigo – não fiz amigos de verdade, não despertei o sorriso de um homem ou a lágrima de uma mulher. Não sou uma carta qualquer nesse baralho, apenas aquela que nunca sai.
O grande mal de vocês é não querer ajudar o diferente, é não se importar com o seu semelhante, é viver como se nada de ruim ou desumano acontecesse no mundo. Nenhum dos que conheci teve a coragem de orar por um mendigo qualquer ou de simplesmente pensar antes de gritar (em uma crise egoísta) nas crianças que nesse exato momento morrem de fome na África ou embaixo dos seus próprios narizes.
Querem pessoas perfeitas sem se tocar que antes disso vocês devem ser o máximo “perfeitos” possível. Quando encontram pessoas dispostas a mudar, se aproveitam disso e realizam profundas mudanças nelas – mas pra pior. Vocês estão iludidos, pensam que tem a superioridade em relação aos outros animais: enganam-se! As formigas são mais unidas em grandes esferas do que vocês em um casamento.
Poder¿ É uma ilusão, engana gente grande que acha que não pode perder. Espero que algum dia vocês aprendam a formar pessoas e não monstros, a formar críticos e não marionetes, aprendam que tudo é válido pelo sorriso de um homem, aprendam a lidar com as diferenças e a se aproveitarem delas, aprendam a lutar no mesmo sentido e que provem para si mesmos que na vida só basta uma coisa: amar. E que a única coisa tão inevitável quanto à morte é a vida e que na vida os laços são o mais importante. Vivam para morrerem bem consigo mesmos. Lembre-se que de todas as coisas o tempo é a única que nunca voltará de maneira alguma, ele é uma ilusão muito bem feita da natureza, feroz ao ponto de encararmos como uma verdade. Acordem! A vida segue nem que seja por cima do seu cadáver.
Não imagino o que seriam capazes de fazer com um homem que só quer o bem: Não foram vocês que pregaram seu próprio deus em dois pedaços de madeira só por que ele disse para serem mais legais entre si¿
A morte é acordar do sonho da vida, não tenho medo dela, apenas admiração. Morrerei e serei decomposta, os elétrons que agora me fazem pensar um dia voltarão a iluminar uma estrela e que nesse dia eu possa sentir orgulho da espécie de onde sai. Não saio por ser fraca ou desconhecer esse mundo. Vou por ser forte o bastante para negar o meu ego e alertar vocês para que outros não tenham o mesmo fim.
Querem uma dica¿ Acho que não devo dar a dica, vocês vão simplesmente ignorar – não é isso que fazem com as verdades¿ - mas, quem sabe um de vós seja inteligente e humilde ao ponto de ouvir-me nesse momento: antes de dizer algo a alguém pondere a sua fala e certifique-se da verdade. E antes de negar o amor tenha aprendido a amar assim como dizem que deus vos ama.
Deixo a vida para dar lugar a outros como eu; que do meu corpo nasça a erva e que da erva um homem se alimente e assim sucessivamente até que todos estejam mortos e assim iguais perante a realidade surreal em que vivemos.”
Ele não podia entender isso, sua mulher, sempre tão segura, humana, sentimental, como pudera querer se matar¿ E como fizeras isso¿ Como podia ter negado o amor da sua família, o que passava na mente dela¿ Em um minuto ele se via em uma trama psicopata, muito mais real e tenebrosa que a dos filmes que assistira.
Lembrou-se de como ela era, muito mais que uma garota linda, era também um gênio, vivia a filosofar sobre a sua condição, ele sempre pedindo para que ela parasse, dizendo que ela ficaria louca. Em todo problema ela tinha a solução, toda briga ela resolvia, toda insanidade ela sanava. Ela uma garota de poucas, mas sábias palavras, ele era um garoto que só queria curtir a vida, não pensava no futuro, saia com todas as garotas, mas fora preso pela inteligência e desconhecimento de como era aquela garota. Levou anos para conquistá-la, ela se negava a acreditar no amor dele. Ela era uma alma livre. Recordou a história do primeiro beijo que deu nela: Era uma sexta-feira, tinham quinze anos, ela estava isolada na sua mesa, pensativa, quase que chorando, lia os versos melancólicos de Shakespeare. Ele chegou perto dela, sentou-se com ela, perguntou o que estava acontecendo, ela se negara a responder, sempre queria ser forte, no azar e na sorte, ele não aceitava vê-la chorando, insistiu até o fim, até ouvir a razão, ela chorava a falta de um amor, ele arrancou o livro das suas mãos, era um exemplar de Sonhos de uma Noite de Verão, abriu o livro, e lera em meados as páginas palavras que despertavam a alma de qualquer leitor, ele entendeu onde estava a alma da garota. Segurou as suas mãos, ela estava estupefeita com a ação do garoto, ele tentava transmitir com apenas um olhar toda a segurança e confiança que pudesse, queria falar que embora fosse apenas um jovem, sabia, por algum modo que ela era a mulher da sua vida. Em um lapso incompreensível de tempo, sem que mais palavras fossem ditas, ou mais olhares transmitidos, o sentimento já havia dominado o ser, eles se beijaram, sem razão, sem lógica, sem condição, apenas se beijaram. Pensava ele que esse seria o apenas mais significativo da história, era sim apenas, apenas amor, apenas tudo.
Chorava ele com as suas recordações. Memórias que nunca seriam esquecidas. Ele sempre tentou mudar as idéias dela, mas ela sempre continuou sentindo que algo faltava nela, ela queria por todo modo a resposta para a vida, ela queria sentido para viver, mas ele tinha encontrado esse sentido nela. Agora ela estava morta, ele estava sem razão para viver, eram um casal trágico, eram tudo que ela lia, um não podia ser pleno enquanto o outro vivia a plenitude, eram necessários sacrifícios.
Nessa mesma noite o delegado foi visitá-los, o homem impaciente queria saber mais sobre a vida dela, o marido entregou-o a carta, após ler o delegado não pode entender – e não queria entender. Apenas procurou pelo homem que ela pagou para ser seu assassino, prendeu-o e deu como solucionado o crime. Mas não, a grandiosidade do amor ou a ferocidade da verdade não podiam ser resolvidas com uma simples prisão. Ela tinha escolhido ser deformada, ela tinha escolhido morrer, ela tinha negado a tudo e a todos, ela estava certa de tudo, mas ela não o fez por perto, ela não queria que seus filhos se tornassem como ela. É inevitável a fatalidade de uma mente maior que o coração, homens foram feitos pelo extinto, não devemos negar nossas origens, devemos amar e depois pensar, devemos ser sonhadores, devemos viver a vida com intensidade, devemos perguntar as respostas apenas quando essas não forem a nossa única preocupação.
Estavam todos acordando, o caçula do filho mais velho foi para o quintal pegar chá para sua irmã. Ouve-se um grito pela casa, vinha do quintal, todos vão até lá. A figura de uma mulher ensangüentada, com o pulso praticamente dilacerado, os olhos fora do globo ocular, no peito mais de quinze ferimentos aparentemente feitos por um machado, o rosto (exceto o olho) estava totalmente preservado, todo o sangue que um dia foi bombeado pelo coração dela estava agora penetrando a terra enquanto ia se esfriando. Era uma mulher de feições gentis, corpo médio, cabelos ruivos, e pelo menos o olho que restava era castanho.
Quem cometera aquele crime queria garantir um velório patético, queria garantir que a última imagem da mulher fosse de um corpo incrivelmente sádico. Muitos homens diriam ser um crime cometido por amor. Mas, levando essa consideração como uma verdade, quem teria feito isso¿
Passada a histeria e o horror do momento, a família devia informar a morte da desconhecida, ligaram para a polícia, na cidade pequena todos já sabiam do ocorrido, as praças comentavam, aumentavam e especulavam o crime.
Dez minutos após a ligação, chega o delegado da cidade, com sua cara de “eu escolhi trabalhar em uma cidade pequena pra me aposentar sem problemas, e agora, uma semana antes das minhas merecidas férias eternas essa mulher resolve aparecer morta”. O delegado já estava decido a prender qualquer um da cidade, logo, chama todos da casa para um interrogatório – e isso inclui o filho de três anos de idade do irmão mais velho.
Os peritos isolam a casa e começam a análise do local, encontram uma colher, um dente de leite, um prova de história sobre a pré-história na qual o indivíduo tinha tirado menos de quarenta por cento, encontram marcas de sapato tamanho 42 e no corpo da mulher uma identidade que dizia seu nome ser Maria Carmelita da Penha Souza e Cruz, nascida em 1967.
Ao ser informado o delegado procurou saber quem era a mulher enquanto seus oficiais batiam de casa em casa e prendiam todos com sapatos tamanho 42 – os oficiais odiaram o serviço, um deles quase caiu no chão ao cheirar um dos sapatos. Foram recolhidos catorze homens e o delegado descobriu que a mulher era na verdade representante de uma marca de sapatos.
Informaram a família da mulher sobre a fatalidade, aparentemente ela tinha um casamento sólido e duas crianças. Em casa seu marido estava desolado, fora chorar no seu quarto e encontrou na velha cômoda, junto com os recados de amor de quando eram um casal adolescente uma carta escrita nas letras redondas e espaçadas que ele reconhecia pertencer a sua mulher. Seguiam nas linhas os seguintes dizeres:
“Aqui estou eu, parada, imóvel, com dois pesos nas mãos: vida e morte. Viver¿ Não vejo porque, não tenho razão para tal, me tornei uma máquina, tudo o que faço é mecânico. Minha ilusão de compreender o mundo e as pessoas agora se tornou verdade , não gosto do que vejo, sou escrava de minha mente, estou trancada dentro de mim mesmo, não há de haver chave, se não o amor.
Amor¿ o que é esse senhor¿ o que ele tanto significa¿ como saber de ele existe¿ Deixem de brincadeira; o amor não é nada se não a junção de hormônios e de personalidades, sentimentos não passam de impulsos elétricos que correm num cérebro. Mas, então, como uma mente pode compreender isso¿ Para fazê-lo é preciso voltar para si mesma e ao fazer isso perder seu misticismo e seu ego, a verdade é dura e a única forma de alívio é a morte. Já se passaram anos desde que entrei nesse lugar, sem saber o motivo, sem opção de escolha, sem outras oportunidades: foi-me negado o direito de não nascer ou o simples direito de morrer me é negado pela sociedade atual.
Não sou capaz de ver que falta eu faria, não sou nada de especial para os não familiares. Nesse mundo não sei o porquê de mesmo sabendo o mal que isso causa ainda continuarmos sendo hipócritas. Não criei laços válidos – somente com os que foram obrigados a viver comigo – não fiz amigos de verdade, não despertei o sorriso de um homem ou a lágrima de uma mulher. Não sou uma carta qualquer nesse baralho, apenas aquela que nunca sai.
O grande mal de vocês é não querer ajudar o diferente, é não se importar com o seu semelhante, é viver como se nada de ruim ou desumano acontecesse no mundo. Nenhum dos que conheci teve a coragem de orar por um mendigo qualquer ou de simplesmente pensar antes de gritar (em uma crise egoísta) nas crianças que nesse exato momento morrem de fome na África ou embaixo dos seus próprios narizes.
Querem pessoas perfeitas sem se tocar que antes disso vocês devem ser o máximo “perfeitos” possível. Quando encontram pessoas dispostas a mudar, se aproveitam disso e realizam profundas mudanças nelas – mas pra pior. Vocês estão iludidos, pensam que tem a superioridade em relação aos outros animais: enganam-se! As formigas são mais unidas em grandes esferas do que vocês em um casamento.
Poder¿ É uma ilusão, engana gente grande que acha que não pode perder. Espero que algum dia vocês aprendam a formar pessoas e não monstros, a formar críticos e não marionetes, aprendam que tudo é válido pelo sorriso de um homem, aprendam a lidar com as diferenças e a se aproveitarem delas, aprendam a lutar no mesmo sentido e que provem para si mesmos que na vida só basta uma coisa: amar. E que a única coisa tão inevitável quanto à morte é a vida e que na vida os laços são o mais importante. Vivam para morrerem bem consigo mesmos. Lembre-se que de todas as coisas o tempo é a única que nunca voltará de maneira alguma, ele é uma ilusão muito bem feita da natureza, feroz ao ponto de encararmos como uma verdade. Acordem! A vida segue nem que seja por cima do seu cadáver.
Não imagino o que seriam capazes de fazer com um homem que só quer o bem: Não foram vocês que pregaram seu próprio deus em dois pedaços de madeira só por que ele disse para serem mais legais entre si¿
A morte é acordar do sonho da vida, não tenho medo dela, apenas admiração. Morrerei e serei decomposta, os elétrons que agora me fazem pensar um dia voltarão a iluminar uma estrela e que nesse dia eu possa sentir orgulho da espécie de onde sai. Não saio por ser fraca ou desconhecer esse mundo. Vou por ser forte o bastante para negar o meu ego e alertar vocês para que outros não tenham o mesmo fim.
Querem uma dica¿ Acho que não devo dar a dica, vocês vão simplesmente ignorar – não é isso que fazem com as verdades¿ - mas, quem sabe um de vós seja inteligente e humilde ao ponto de ouvir-me nesse momento: antes de dizer algo a alguém pondere a sua fala e certifique-se da verdade. E antes de negar o amor tenha aprendido a amar assim como dizem que deus vos ama.
Deixo a vida para dar lugar a outros como eu; que do meu corpo nasça a erva e que da erva um homem se alimente e assim sucessivamente até que todos estejam mortos e assim iguais perante a realidade surreal em que vivemos.”
Ele não podia entender isso, sua mulher, sempre tão segura, humana, sentimental, como pudera querer se matar¿ E como fizeras isso¿ Como podia ter negado o amor da sua família, o que passava na mente dela¿ Em um minuto ele se via em uma trama psicopata, muito mais real e tenebrosa que a dos filmes que assistira.
Lembrou-se de como ela era, muito mais que uma garota linda, era também um gênio, vivia a filosofar sobre a sua condição, ele sempre pedindo para que ela parasse, dizendo que ela ficaria louca. Em todo problema ela tinha a solução, toda briga ela resolvia, toda insanidade ela sanava. Ela uma garota de poucas, mas sábias palavras, ele era um garoto que só queria curtir a vida, não pensava no futuro, saia com todas as garotas, mas fora preso pela inteligência e desconhecimento de como era aquela garota. Levou anos para conquistá-la, ela se negava a acreditar no amor dele. Ela era uma alma livre. Recordou a história do primeiro beijo que deu nela: Era uma sexta-feira, tinham quinze anos, ela estava isolada na sua mesa, pensativa, quase que chorando, lia os versos melancólicos de Shakespeare. Ele chegou perto dela, sentou-se com ela, perguntou o que estava acontecendo, ela se negara a responder, sempre queria ser forte, no azar e na sorte, ele não aceitava vê-la chorando, insistiu até o fim, até ouvir a razão, ela chorava a falta de um amor, ele arrancou o livro das suas mãos, era um exemplar de Sonhos de uma Noite de Verão, abriu o livro, e lera em meados as páginas palavras que despertavam a alma de qualquer leitor, ele entendeu onde estava a alma da garota. Segurou as suas mãos, ela estava estupefeita com a ação do garoto, ele tentava transmitir com apenas um olhar toda a segurança e confiança que pudesse, queria falar que embora fosse apenas um jovem, sabia, por algum modo que ela era a mulher da sua vida. Em um lapso incompreensível de tempo, sem que mais palavras fossem ditas, ou mais olhares transmitidos, o sentimento já havia dominado o ser, eles se beijaram, sem razão, sem lógica, sem condição, apenas se beijaram. Pensava ele que esse seria o apenas mais significativo da história, era sim apenas, apenas amor, apenas tudo.
Chorava ele com as suas recordações. Memórias que nunca seriam esquecidas. Ele sempre tentou mudar as idéias dela, mas ela sempre continuou sentindo que algo faltava nela, ela queria por todo modo a resposta para a vida, ela queria sentido para viver, mas ele tinha encontrado esse sentido nela. Agora ela estava morta, ele estava sem razão para viver, eram um casal trágico, eram tudo que ela lia, um não podia ser pleno enquanto o outro vivia a plenitude, eram necessários sacrifícios.
Nessa mesma noite o delegado foi visitá-los, o homem impaciente queria saber mais sobre a vida dela, o marido entregou-o a carta, após ler o delegado não pode entender – e não queria entender. Apenas procurou pelo homem que ela pagou para ser seu assassino, prendeu-o e deu como solucionado o crime. Mas não, a grandiosidade do amor ou a ferocidade da verdade não podiam ser resolvidas com uma simples prisão. Ela tinha escolhido ser deformada, ela tinha escolhido morrer, ela tinha negado a tudo e a todos, ela estava certa de tudo, mas ela não o fez por perto, ela não queria que seus filhos se tornassem como ela. É inevitável a fatalidade de uma mente maior que o coração, homens foram feitos pelo extinto, não devemos negar nossas origens, devemos amar e depois pensar, devemos ser sonhadores, devemos viver a vida com intensidade, devemos perguntar as respostas apenas quando essas não forem a nossa única preocupação.
A FORÇA DA COMUNIDADE
Estou cada vez mais convencido de que o ser humano não é nada além do seu ego, somos egocêntricos em tudo que fazemos, e isso inclui ser egoísta até ao ajudar as pessoas: poder falar que é melhor por ter ajudado. Mas o ego ainda pode ser usado para manipular as pessoas sem que elas vejam que estão sendo usadas, antes disso é necessário construir uma comunidade.
Imagine um grupo que possua disciplina, ou seja, uma ordenação e respeito ao líder que faz com que as ações tenham maior probabilidade se darem certo. Que possua um símbolo e um cumprimento, algo que caracterize e torne especiais os membros da comunidade, algo que aumente a sensação de inclusão e de ordem e que tome as pessoas por um sentimento de amor a comunidade, amor esse superior ao amor próprio embora causado pelo amor próprio. O grupo deve possuir um líder, uma figura central, apenas um, ele toma por si a figura de um governante que faz com que as pessoas inclusas na comunidade sintam segurança e entreguem a sua liberdade.
Os indivíduos de uma comunidade como essa se sentem iguais, e parte de um projeto, eles sentem um sentido realmente maior em suas vidas, sentido esse que não depende de um deus ou de uma verdade para se completar, um sentimento derivado do egoísmo, que pode ser vivido e descoberto na vida sem a necessidade do místico ou filosófico. Uma comunidade com estrutura baseada nesses pilares retira o direito de afirmação individual e substitui-o pela afirmação do coletivo. O sentimento de aceitação do ego humano troca a sua liberdade pelo luxo de ser igual, de fazer parte de algo maior que você mesmo.
As simbologias são responsáveis pela integração, o líder pela condução e a comunidade pela aceitação. Como a comunidade nega o indivíduo, isso faz com que os membros sejam capazes de cometer atrocidades em nome do grupo, e sem considerar estarem fazendo algo errado, essas ações vão de um insulto aos campos de concentração. As forças dos regimes autocratas derivam dessas idéias, o ego humano é sim capaz de trocar a liberdade pela aceitação. E quando isso ocorre as pessoas se tornam negligentes as suas ações, deixamos de ser humanos e passamos a ser animais condicionados mas por escolha própria.
Imagine um grupo que possua disciplina, ou seja, uma ordenação e respeito ao líder que faz com que as ações tenham maior probabilidade se darem certo. Que possua um símbolo e um cumprimento, algo que caracterize e torne especiais os membros da comunidade, algo que aumente a sensação de inclusão e de ordem e que tome as pessoas por um sentimento de amor a comunidade, amor esse superior ao amor próprio embora causado pelo amor próprio. O grupo deve possuir um líder, uma figura central, apenas um, ele toma por si a figura de um governante que faz com que as pessoas inclusas na comunidade sintam segurança e entreguem a sua liberdade.
Os indivíduos de uma comunidade como essa se sentem iguais, e parte de um projeto, eles sentem um sentido realmente maior em suas vidas, sentido esse que não depende de um deus ou de uma verdade para se completar, um sentimento derivado do egoísmo, que pode ser vivido e descoberto na vida sem a necessidade do místico ou filosófico. Uma comunidade com estrutura baseada nesses pilares retira o direito de afirmação individual e substitui-o pela afirmação do coletivo. O sentimento de aceitação do ego humano troca a sua liberdade pelo luxo de ser igual, de fazer parte de algo maior que você mesmo.
As simbologias são responsáveis pela integração, o líder pela condução e a comunidade pela aceitação. Como a comunidade nega o indivíduo, isso faz com que os membros sejam capazes de cometer atrocidades em nome do grupo, e sem considerar estarem fazendo algo errado, essas ações vão de um insulto aos campos de concentração. As forças dos regimes autocratas derivam dessas idéias, o ego humano é sim capaz de trocar a liberdade pela aceitação. E quando isso ocorre as pessoas se tornam negligentes as suas ações, deixamos de ser humanos e passamos a ser animais condicionados mas por escolha própria.
O MITO SOBRE O LIVRE ARBÍTRIO
Há
milhares de anos atrás, em um tempo que a comunicação verbal era a grande
novidade, nasceu um garoto em uma simples tribo de Neandertais. Este garoto
estava destinado a grandes feitos e desde cedo demonstrava os bons atributos de
grandes guerreiros, mas também os ruins, como arrogância e preconceito.
Em um
dos dias de marcha, porém, ele avistou algo que há muito não abrilhantava seus
olhos: a luz do sol. Criaram forças, retiradas dos últimos suprimentos que
haviam consumido e correram para a luz. Por sua idade já avançada ficou para
trás do pelotão e viu todos os seu soldados serem dizimados por uma raio forte
assim que foram tocados pela luz. Logo após isso, presenciou, deslumbrado, a
batalha entre duas entidades, que mediam mais de 20 metros. Uma tinha traços
femininos, com uma espada brilhante e uma armadura de ouro; a outra, com traços
masculinos, com aparência horrível, portava apenas uma faca, vestia-se com trapos
e sangrava por todas as partes.
Sua
tribo se alimentava do que plantavam e do que pescavam nos dois lagos que a cercavam.
Neste lugar, devido ao isolamento criado por estes lagos, criou-se o mito de
que fora da tribo reinavam as trevas e que aquele lugar era o mais seguro. Esta
história foi passadas pelos grandes imortais que ousaram atravessar o lago e
voltaram vivos.
Com o
passar do tempo o garoto se tornou um grande guerreiro. Quando atingiu o posto
mais alto do exército da tribo, uma praga, desenhada nas paredes sagradas,
desceu sobre a tribo e matou os peixes, assim como destruiu as plantas, trazendo
consigo as tão temidas trevas do arredores. Ele ficou, então, encarregado de,
com um pequeno exército, atravessar o lago e encontrar outro lugar habitável
mesmo que temporário. E assim ele fez. Partiu em uma jangada com mais cinco
bravos homens.
Ao
chegar do outro lado do lago ele percebe que o sol já não era o mesmo e que no
meio de toda escuridão destacavam-se olhos que observavam cada passo de seu
pelotão. Eles marcharam, por dias, sem nada encontrar, além de medo e tristeza
nos olhos da natureza.
Analisando
a situação, percebeu que tudo que estava acontecendo nos arredores de sua tribo
era consequência de sua batalha. Resolveu ajudar a bela guerreira, e distraindo
o guerreiro com um berro, contribui para o golpe final, que pôs fim a batalha.
Logo após isso todo o céu escureceu, o chão sob seus pés começou a queimar e,
com um golpe de espada, a bela guerreira matou todos os seres vivos que se
encontravam próximos a ela.
Daquele
dia em diante reinou sobre a terra o mal, que, numa ideia genial da bela
guerreira, significava que todos os seres vivos teriam os atributos daquele
guerreiro que a ajudou a vencer a batalha. Com o guerreiro morreu a diferença
entre grandes homens e simples mortais, e nasceram uma raça de egoístas. Todos,
depois daquele dia, se tornaram comuns e igualmente estúpidos.
No fim
da batalha a guerreira gritou algo que ficou perpetuado na memória da
humanidade: "Livre-arbítrio (nome do guerreiro, morto no chão), não
importa o quão bom você seja, e o quanta força você tenha, a humanidade irá
sempre conspirar contra sua existência."
Matheus Henrique
Local:
Campo Grande - MS, Brasil
sábado, 16 de junho de 2012
DESTINO II
Apresento-vos
duas teorias de como você deve viver sua vida: Em uma delas você acredita que
todo seu futuro já está escrito e que suas ações já estão predeterminadas; no
outro, acredita-se que a vida baseia-se na incerteza e que o tempo anda em
progressão, desde os tempos remotos até hoje, não se estendendo e deixando de
existir amanhã. Pergunto-vos: Qual é o certo?
Não se
pode saber, pois para isso, seria necessário encontrar o ponto onde se está
escrito o destino de cada um, a verdade por trás das incertezas. E já neste instante encontramos a resposta para a pergunta, mesmo que antes eu tenha
afirmado que ela não existe. Simplesmente, se não há certeza sobre a existência
ou não de uma dobra temporal validando a teoria do tempo como dimensão, pode-se
apenas acreditar que melhores resultados virão com melhores ações, tendo a
recíproca como verdadeira.
O
destino é apenas um teoria sem provas. O bom é que você não precisa desta
evidência para fazer da sua vida o melhor que você conseguir, mesmo que esteja
escrito que você não poderá ser algo de bom. Se esforce e orgulhe-se do seu
esforço, e deixe as incertezas de lado, ao menos por enquanto.
Matheus Henrique
DESTINO
O ser humano criou um conceito extremamente peculiar, chamado de destino, basicamente destino diz que as coisas acontecem com base em uma certa regra, que já está definida antes do acontecimento, ele diz que uma pessoa nunca morreria num dia se não for o dia dela morrer. Ou seja, você pode se enfiar em uma gaiola de tubarões, depois nadar na lava, depois pegar um avião e tacar ele contra o Everest, mas se não for o dia de você morrer, você simplesmente não morrerá. Mas ao mesmo passo, se for o dia da sua família encomendar seu palito de madeira, pode desistir, mesmo que você só fique em casa e não saia pra nada, que na sua região não hajam problemas naturais ou sociais, não se preocupe, você vai tropeçar no próprio pé, cair e ter uma estranho traumatismo craniano inexplicável para a medicina.
Não bastante você não poder adiar os seus dias na terra, o destino ainda prevê como será a sua vida, ou seja, está tudo decidido se a sua colaboração. Essa ideia é absurda. Não seria mais coerente acreditar que tudo pode ser mudado e retirar esse misticismo da vida, parecia absurdo, mas nós construímos máquinas mais pesadas que o ar que voam muito bem. Nunca mudaremos o futuro acreditando que ele já está feito. O destino nada mais é do que a confirmação de hipóteses ou probabilidades no tempo - em suma, mais uma ilusão da mente humana.
Não bastante você não poder adiar os seus dias na terra, o destino ainda prevê como será a sua vida, ou seja, está tudo decidido se a sua colaboração. Essa ideia é absurda. Não seria mais coerente acreditar que tudo pode ser mudado e retirar esse misticismo da vida, parecia absurdo, mas nós construímos máquinas mais pesadas que o ar que voam muito bem. Nunca mudaremos o futuro acreditando que ele já está feito. O destino nada mais é do que a confirmação de hipóteses ou probabilidades no tempo - em suma, mais uma ilusão da mente humana.
NOVO AUTOR
Acredito
que minha primeira postagem neste blog deva explicar o que estou fazendo aqui.
Sobre isto posso dizer apenas que fui tomado por uma vontade de escrever que
chegou ao mesmo tempo que a oportunidade apresentada pelo dono deste espaço.
Não por coincidência.
Sem
delongas, não espere mudanças, não trago interesse ou entretenimento, apenas
carrego grandes sonhos que a partir de agora não serão meus apenas, mas de
todos que por aqui passarem.
Não sei
por quanto tempo irei postar, a frequência das postagens ou o que irei postar.
Leiam, se quiserem, critiquem, por favor e não esperem muito de mim. A surpresa
é filha mais nova da desesperança.
Não
tenho o que dizer sobre mim, só que é uma prazer postar por aqui. Abraço e até
breve.
Matheus Henrique
sexta-feira, 15 de junho de 2012
INTELIGÊNCIA, CONHECIMENTO E SABEDORIA
Inteligência, conhecimento e sabedoria são palavras distintas, embora conectadas, que muitas vezes são consideradas sinônimas. Vamos para um tempo distante, alguns milhares de anos atras, no cenário da Grécia filosófica, da Roma conquistadora e da biblioteca de Alexandria. Os melhores exemplos pautáveis de personalidades da época seriam: Sócrates, Alexandre, o grande e considerando também os papiros egípcios.
Os papiros guardam conhecimentos, cultura, fórmulas resolvidas, coisas que podem ser interpretadas ou decoradas, são como uma biblioteca de dados, um banco de conhecimentos, de livros dispostos em prateleiras para serem usados. Isso é conhecimento.
Alexandre, o grande foi o maior estrategista de guerras já conhecidos, ele não encontrou as fórmulas em livros, ele pensou, deduziu, analisou e criou seus meios. Assim como os gênios que a raça humana já conheceu, como Freud, Einstein ou Nietsche Alexandre tinha Inteligência, a capacidade de resolver problemas, criando suas próprias soluções.
Quando um ser nasce com uma inteligência naturalmente superior, adquire conhecimento e tem o bom senso de analisar com os olhos da crítica seus pensamentos, este homem será um sábio, por persistir na loucura lúcida e por sempre pensar em como melhorar a si e ao mundo. Homens com essa característica mais evidente se tornam conhecedores de si mesmos e do mundo, muitos filósofos estão nessa categoria, assim como o exemplo de Sócrates.
É possível conhecer tudo e não ser capaz de resolver um problema além dos livros, é possível resolver o problema sem saber o que os livros dizem e é possível saber se o problema deve ser resolvido.
Os papiros guardam conhecimentos, cultura, fórmulas resolvidas, coisas que podem ser interpretadas ou decoradas, são como uma biblioteca de dados, um banco de conhecimentos, de livros dispostos em prateleiras para serem usados. Isso é conhecimento.
Alexandre, o grande foi o maior estrategista de guerras já conhecidos, ele não encontrou as fórmulas em livros, ele pensou, deduziu, analisou e criou seus meios. Assim como os gênios que a raça humana já conheceu, como Freud, Einstein ou Nietsche Alexandre tinha Inteligência, a capacidade de resolver problemas, criando suas próprias soluções.
Quando um ser nasce com uma inteligência naturalmente superior, adquire conhecimento e tem o bom senso de analisar com os olhos da crítica seus pensamentos, este homem será um sábio, por persistir na loucura lúcida e por sempre pensar em como melhorar a si e ao mundo. Homens com essa característica mais evidente se tornam conhecedores de si mesmos e do mundo, muitos filósofos estão nessa categoria, assim como o exemplo de Sócrates.
É possível conhecer tudo e não ser capaz de resolver um problema além dos livros, é possível resolver o problema sem saber o que os livros dizem e é possível saber se o problema deve ser resolvido.
DIDÁTICA
Uma das coisas mais interessantes sobre a vida é que sempre é possível se adaptar e aprender novos fatos, não digo apenas sobre os humanos, mas para toda e qualquer forma conhecida e desconhecida, a evolução produz esse efeito. Especificamente no ser humano aprender o não natural se tornou algo extremamente necessário para viver, sim, aprender coisas fora do instintivo tornou-se instintivo pelo modo como o sistema se construiu em torno da evolução técno-científica. Isso provocou alterações em relação à estrutura da seleção natural no ser humano, mas, sem alterar a regra: não é o mais forte que sobrevive, é o mais capaz de se adaptar.
Dentro da instituição escola, o ser humano tem o objetivo de aprender e aglutinar conhecimentos e deveras, utilidades para eles. Mas há muito além nas escolas, existem pessoas, existe diversidade cultural, morfológica, etimológica, comportamental (...) São nas escolas que aprendemos a conviver em sociedade, muitos aprendem a amar, muitos descobrem suas vocações, muitos são forçados a aceitarem as diferenças, nas escolas fazemos amigos, aprendemos a arte humana de julgar e falar mal dos outros, aprendemos a formar desavenças e também e sermos hipócritas – a escola forma o homem que a sociedade verá, talvez não o indivíduo total, mas revela o seu modo de se relacionar na espécie. É válido, portanto, que a escola seja o melhor espaço possível para a criança ou para o jovem.
A figura mais importante na escola é, e sempre será, a do educador. Não entrarei em questões sindicais, mas deixo-as subentendidas: devíamos valorizar mais esses profissionais, pois sem eles não existiram outros. Gostaria de poder elogiar, comentar ou criticar alguns professores com que convivo na escola.
Chego ás sete horas na escola, ou pelo menos esse é o horário de inicio das aulas, ou com toda a completude da palavra, é o horário oficial da formação de indivíduos. Aulas chatas, com professores chatos, ensaios de quadrilha, mas não menos importante no terceiro horário o motivo desse texto. Ele entra na sala, com sua voz de tom marcante e sua lábia de se invejar, um exímio professor de línguas, sua diferença começa por ai, mas ele ainda gasta dez minutos da sua aula para cumprimentar um a um durante a chamada – criando um contato e um carisma que faz render todo o trabalho do dia. Como se não bastasse ser amigo e conhecedor dos jovens, suas aulas são sempre dinâmicas, em grupos ou duplas, não é o tipo que chama a atenção, ele chama pra contar um caso. Num dos seus trabalhos tivemos que fazer a paródia de uma música e cantar a paródia, muitas obras primas saíram desse projeto. Restou um grupo para apresentar na próxima aula, fomos novamente para a sala de multimídia, quebrando o sentimento de confinação que um aluno tem em sua inseparável carteira. Após a apresentação do trabalho, com acompanhamento no violão feito por ele, não obstante do seu trabalho ainda ganhamos uma sessão musical, exato, ele deixou de apresentar o conteúdo programado e atendeu aos pedidos dos alunos cantando de legião a sertanejos. Esse tipo de professor devia ser não exceção, e sim, generalidade.
Felizmente a minha lista de bons professores não para por aqui, a arte de inserir e prender os alunos dentro de ligações químicas, encontrada em poucos espécimes, é encontrada nessa lista. Não há a necessidade de impor autoridade, embora, por via das dúvidas ele ainda imponha respeito, mas até o mais desinteressado torce pelo horário de química: ser transportado para um mundo novo, fazer “viagens” em nossas mentes, e tudo sem a preocupação e a histeria de passar de ano ou de ter um bom rendimento no Enem.
Dois gênios da didática já seriam o bastante para tornar o ato de ir à escola prazeroso, mas o que dizer de um terceiro¿ Muitos diriam ser impossível ensinar, contrariar e contagiar ao mesmo tempo, deviam conhecer o professor de história, ele faria o Chuck rir sem matar ninguém. É possível sim ser amigo dos alunos e ao mesmo tempo cumprir com o ementário.
Poderia citar outros, mas já é possível ver que a educação pode ser prazerosa, que os professores devem ser incentivados e criativos, o segredo da didática e fazer valer a pena. Lembre-se, mesmo que eu seja um nerd, e que esse seja o tipo de texto perfeito para inflar o ego desses professores, eu sou um aluno e estou descrevendo o que ouço de pessoas diferentes de mim. Ressalto ainda que isso só seja possível devido à estrutura da escola e ao apoio dado em todas as direções entre alunos, pedagogia e gerência.
Dentro da instituição escola, o ser humano tem o objetivo de aprender e aglutinar conhecimentos e deveras, utilidades para eles. Mas há muito além nas escolas, existem pessoas, existe diversidade cultural, morfológica, etimológica, comportamental (...) São nas escolas que aprendemos a conviver em sociedade, muitos aprendem a amar, muitos descobrem suas vocações, muitos são forçados a aceitarem as diferenças, nas escolas fazemos amigos, aprendemos a arte humana de julgar e falar mal dos outros, aprendemos a formar desavenças e também e sermos hipócritas – a escola forma o homem que a sociedade verá, talvez não o indivíduo total, mas revela o seu modo de se relacionar na espécie. É válido, portanto, que a escola seja o melhor espaço possível para a criança ou para o jovem.
A figura mais importante na escola é, e sempre será, a do educador. Não entrarei em questões sindicais, mas deixo-as subentendidas: devíamos valorizar mais esses profissionais, pois sem eles não existiram outros. Gostaria de poder elogiar, comentar ou criticar alguns professores com que convivo na escola.
Chego ás sete horas na escola, ou pelo menos esse é o horário de inicio das aulas, ou com toda a completude da palavra, é o horário oficial da formação de indivíduos. Aulas chatas, com professores chatos, ensaios de quadrilha, mas não menos importante no terceiro horário o motivo desse texto. Ele entra na sala, com sua voz de tom marcante e sua lábia de se invejar, um exímio professor de línguas, sua diferença começa por ai, mas ele ainda gasta dez minutos da sua aula para cumprimentar um a um durante a chamada – criando um contato e um carisma que faz render todo o trabalho do dia. Como se não bastasse ser amigo e conhecedor dos jovens, suas aulas são sempre dinâmicas, em grupos ou duplas, não é o tipo que chama a atenção, ele chama pra contar um caso. Num dos seus trabalhos tivemos que fazer a paródia de uma música e cantar a paródia, muitas obras primas saíram desse projeto. Restou um grupo para apresentar na próxima aula, fomos novamente para a sala de multimídia, quebrando o sentimento de confinação que um aluno tem em sua inseparável carteira. Após a apresentação do trabalho, com acompanhamento no violão feito por ele, não obstante do seu trabalho ainda ganhamos uma sessão musical, exato, ele deixou de apresentar o conteúdo programado e atendeu aos pedidos dos alunos cantando de legião a sertanejos. Esse tipo de professor devia ser não exceção, e sim, generalidade.
Felizmente a minha lista de bons professores não para por aqui, a arte de inserir e prender os alunos dentro de ligações químicas, encontrada em poucos espécimes, é encontrada nessa lista. Não há a necessidade de impor autoridade, embora, por via das dúvidas ele ainda imponha respeito, mas até o mais desinteressado torce pelo horário de química: ser transportado para um mundo novo, fazer “viagens” em nossas mentes, e tudo sem a preocupação e a histeria de passar de ano ou de ter um bom rendimento no Enem.
Dois gênios da didática já seriam o bastante para tornar o ato de ir à escola prazeroso, mas o que dizer de um terceiro¿ Muitos diriam ser impossível ensinar, contrariar e contagiar ao mesmo tempo, deviam conhecer o professor de história, ele faria o Chuck rir sem matar ninguém. É possível sim ser amigo dos alunos e ao mesmo tempo cumprir com o ementário.
Poderia citar outros, mas já é possível ver que a educação pode ser prazerosa, que os professores devem ser incentivados e criativos, o segredo da didática e fazer valer a pena. Lembre-se, mesmo que eu seja um nerd, e que esse seja o tipo de texto perfeito para inflar o ego desses professores, eu sou um aluno e estou descrevendo o que ouço de pessoas diferentes de mim. Ressalto ainda que isso só seja possível devido à estrutura da escola e ao apoio dado em todas as direções entre alunos, pedagogia e gerência.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
ECSTASE TECNOLÓGICO
Já fazem alguns milhares de anos que o ser humano inventou a escrita, o ponto inicial da nossa aparente evolução exponencial, aparente, pois não estamos realmente evoluindo com todo o teor da palavra – mas com o teor alcoólico sim. A escrita apareceu quando o homem sentiu a necessidade de registrar, datar e principalmente quando os governantes queriam uma maneira eficiente de cobrar impostos. Com a escrita as sociedades evoluíram, vieram técnicas agrícolas superiores, a matemática começa a ser escrita, o ser humano passa a calcular, registrar, encadernar e projetar as coisas, daí surgem tecnologias, engrenagens, meios de utilização da natureza a livre (e perigosa) vontade do homem.
Já a dezenas de décadas atrás a máquina a vapor revoluciona o mundo, passamos a produzir em grandes escalas, a comprar em grande escala, a precisar do que nunca antes vimos, passamos a instituir o capitalismo nas nossas casas. É descoberta a eletricidade de modo utilizável como força motriz, Thomas Edison faz a primeira lâmpada incandescente e deixa o mundo iluminado, a vida já não é mais a mesma. O homem começa a aspirar à inteligência em máquinas, desenvolvemos computadores, desenvolve computadores mais potentes e em um curto espaço de tempo máquinas que necessitavam de prédios inteiros para serem colocadas passam a ocupar a palma da sua mão. Grandes gigantes surgem nesse contexto, o petróleo se torna fonte de energia amplamente utilizada e também motivo de muitas guerras, mortes, desavenças e degradações, comprovando o que muitos pensavam sobre o ser humano e a sua hipocrisia genética.
Chegamos a eras em que chips com a mesma capacidade dos primeiros supercomputadores de guerra se tornam invisíveis ao olho nu, passamos a ser capazes de transmitir eletricidade pelo ar, criamos máquinas para prever a origem do universo, continuamos os mesmos em relação ao respeito e a educação. Mas, pior que isso, e pior ainda dado os agravantes que indicam o potencial da inteligência humana, está o fato do um jovem no século XXI ser obrigado a aceitar sem ver – e literalmente – um apagão elétrico. Ir para céu aberto e alegrar-se na falta não de tecnologia, mas de energia, com o céu estrelado, escuro, alaranjado e muito azulado da noite. Aparentemente com toda essa “evolução” ainda somos dependentes da vontade da natureza, somos meras pulgas e como já fora dito por Raul Seixas: “Se o planeta não agüenta mais elas, se livras delas num só sacolejo”.
Já a dezenas de décadas atrás a máquina a vapor revoluciona o mundo, passamos a produzir em grandes escalas, a comprar em grande escala, a precisar do que nunca antes vimos, passamos a instituir o capitalismo nas nossas casas. É descoberta a eletricidade de modo utilizável como força motriz, Thomas Edison faz a primeira lâmpada incandescente e deixa o mundo iluminado, a vida já não é mais a mesma. O homem começa a aspirar à inteligência em máquinas, desenvolvemos computadores, desenvolve computadores mais potentes e em um curto espaço de tempo máquinas que necessitavam de prédios inteiros para serem colocadas passam a ocupar a palma da sua mão. Grandes gigantes surgem nesse contexto, o petróleo se torna fonte de energia amplamente utilizada e também motivo de muitas guerras, mortes, desavenças e degradações, comprovando o que muitos pensavam sobre o ser humano e a sua hipocrisia genética.
Chegamos a eras em que chips com a mesma capacidade dos primeiros supercomputadores de guerra se tornam invisíveis ao olho nu, passamos a ser capazes de transmitir eletricidade pelo ar, criamos máquinas para prever a origem do universo, continuamos os mesmos em relação ao respeito e a educação. Mas, pior que isso, e pior ainda dado os agravantes que indicam o potencial da inteligência humana, está o fato do um jovem no século XXI ser obrigado a aceitar sem ver – e literalmente – um apagão elétrico. Ir para céu aberto e alegrar-se na falta não de tecnologia, mas de energia, com o céu estrelado, escuro, alaranjado e muito azulado da noite. Aparentemente com toda essa “evolução” ainda somos dependentes da vontade da natureza, somos meras pulgas e como já fora dito por Raul Seixas: “Se o planeta não agüenta mais elas, se livras delas num só sacolejo”.
FESTA JUNINA
Como toda escola, ao menos das que se prestem, a que o indivíduo que escreve esse texto estuda também faz festas de quadrilha para os seus alunos no período de Junho, note que a raça humana desenvolveu um estranho gosto por dançar, cantar e ter contato humano. Logicamente, assim como em tudo feito por eles, uma festa escolar não pode deixar de ter dança, música e um estridente contato carnal que enfatiza em pessoas como eu o quanto descivilizado o mundo está se tornando e ressalta o fato de não ter uma namorada. Para dançar antes é necessário um prévio ensaio, não para que saia tudo perfeito, mas que pelo menos não ocorram grandes problemas. A dança consiste em casais, sim, um homem e uma mulher. O mais interessante é que os ensaios ocorrem em horário de aula e não são didáticos, pelo contrário, são extremamente contrariantes para um físico, geólogo, metrologista...
Vejamos como se dá o roteiro da dança. Tudo começa com a voz indecifrável (levei uns cinco ensaios para entender o que é dito) de um homem que diz, na linguagem mais caipira nunca antes vista:
- Vai começar o inírcio da comerçação do comerço do procedimento da procedência da quadria, damas e cavaieros nos seus lugar... é cinco, três, um...
Anulando qualquer preconceito linguístico, pois a variação regional da língua é aceitável e natural, mas por mais que os cientistas queiram, a constante matemática é simples e a ordem decrescente dos naturais em momento algum pula do cinco para o três!
Continuando: os casais entram na dança, a música começa a tocar, por um momento me parece ser um forró eletrônico, digamos que seja. É formado um círculo de raio tão duvidoso que o número pi seria irrelevante para o cálculo da sua área. Os indivíduos que ali estão começam a girar, dançar e fingir dançar de acordo com as regras ditadas em uma língua desconhecida. Ocorre então o cumprimento de damas e de cavalheiros. Eles giram, andam e trocam de par. Ocorre então que o seguinte comando é dado: passeio na cidade, logo começam a coreografia correspondente, mas para o desgosto de Einstein, instantaneamente eles começam a obedecer a regra de passear na roça. Como? Os corpos alteraram a sua posição de modo instantâneo, saíram da cidade para o roça, a física não explica isso. Seriam pedaços de anti-matéria? Buracos Negros? Neutrinos?
Eis então que "começa a chover", ou melhor é dada a ordem de que todos devem acreditar fielmente que está chovendo sem que uma gota de água caia do céu ou de uma mangueira, ou quiça a umidade seja alta, como parte da coreografia eles tentam levantar as mãos para simbolizar um guarda-chuva. Ouve-se então que na verdade a chuva era uma mentira ou até quem sabe que já acabara de chover, vem a mim um questionamento: É possível enganar pessoas sobre a existência de uma chuva, ou pior, que uma chuva acabe em menos de um segundo?
O forro eletrônico se torna mais caipira, e os casais começam a dançar em extremo contato carnal. Até que por um lapso de segundo aquela música, ou melhor, som começa a tocar. Eu quero tchu, eu quero tcha... (sinta nesse momento toda a minha alma se revirar internamente dentro do meu corpo), a dança e a coreografia correm como o som manda. Voltamos ao forro, damas voam contrariando a gravidade, pessoas rebolam, gritam, dançam e a maioria continua fingindo estar lá. Depois do sertanejo, eletrônica e forró vem o suave e áspero som de uma valsa. Um indivíduo normal questionaria a razão da multiplicidade de sons no local.
O mais interessante é que as pessoas parecem inteiramente felizes e de bem com a vida, sem notar que foram cúmplices na negação da ciência. Nada contra esses indivíduos, bem que eu queria poder me satisfazer com tão pouco, ou transformar o pouco em muito. Só penso que a catarse grega e o pão e circo romanos continuam valendo até os dias atuais e que algo me diz que não estamos no caminho que Sócrates gostaria que estivéssemos.
Vejamos como se dá o roteiro da dança. Tudo começa com a voz indecifrável (levei uns cinco ensaios para entender o que é dito) de um homem que diz, na linguagem mais caipira nunca antes vista:
- Vai começar o inírcio da comerçação do comerço do procedimento da procedência da quadria, damas e cavaieros nos seus lugar... é cinco, três, um...
Anulando qualquer preconceito linguístico, pois a variação regional da língua é aceitável e natural, mas por mais que os cientistas queiram, a constante matemática é simples e a ordem decrescente dos naturais em momento algum pula do cinco para o três!
Continuando: os casais entram na dança, a música começa a tocar, por um momento me parece ser um forró eletrônico, digamos que seja. É formado um círculo de raio tão duvidoso que o número pi seria irrelevante para o cálculo da sua área. Os indivíduos que ali estão começam a girar, dançar e fingir dançar de acordo com as regras ditadas em uma língua desconhecida. Ocorre então o cumprimento de damas e de cavalheiros. Eles giram, andam e trocam de par. Ocorre então que o seguinte comando é dado: passeio na cidade, logo começam a coreografia correspondente, mas para o desgosto de Einstein, instantaneamente eles começam a obedecer a regra de passear na roça. Como? Os corpos alteraram a sua posição de modo instantâneo, saíram da cidade para o roça, a física não explica isso. Seriam pedaços de anti-matéria? Buracos Negros? Neutrinos?
Eis então que "começa a chover", ou melhor é dada a ordem de que todos devem acreditar fielmente que está chovendo sem que uma gota de água caia do céu ou de uma mangueira, ou quiça a umidade seja alta, como parte da coreografia eles tentam levantar as mãos para simbolizar um guarda-chuva. Ouve-se então que na verdade a chuva era uma mentira ou até quem sabe que já acabara de chover, vem a mim um questionamento: É possível enganar pessoas sobre a existência de uma chuva, ou pior, que uma chuva acabe em menos de um segundo?
O forro eletrônico se torna mais caipira, e os casais começam a dançar em extremo contato carnal. Até que por um lapso de segundo aquela música, ou melhor, som começa a tocar. Eu quero tchu, eu quero tcha... (sinta nesse momento toda a minha alma se revirar internamente dentro do meu corpo), a dança e a coreografia correm como o som manda. Voltamos ao forro, damas voam contrariando a gravidade, pessoas rebolam, gritam, dançam e a maioria continua fingindo estar lá. Depois do sertanejo, eletrônica e forró vem o suave e áspero som de uma valsa. Um indivíduo normal questionaria a razão da multiplicidade de sons no local.
O mais interessante é que as pessoas parecem inteiramente felizes e de bem com a vida, sem notar que foram cúmplices na negação da ciência. Nada contra esses indivíduos, bem que eu queria poder me satisfazer com tão pouco, ou transformar o pouco em muito. Só penso que a catarse grega e o pão e circo romanos continuam valendo até os dias atuais e que algo me diz que não estamos no caminho que Sócrates gostaria que estivéssemos.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
DEUS
Antes de começar, leia os preceitos das principais religiões do mundo:
Mesmo quando fordes ofendidos devereis falar amavelmente, e quando fordes insultados, respondeis com uma benção.
ZOROASTRISMO:
Responde sempre à maldade com a gentileza, e à perversidade com bondade.
JUDAÍSMO:
Se aquele que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer, e se tiver sede, dá-lhe água para beber.
BUDISMO:
O homem vence o ódio pelo amor; triunfa sobre o mal por meio do bem; subjuga o ávaro por meio da generosidade e o mentiroso por meio da verdade.
CRISTIANISMO:
Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam.
ISLAMISMO:
Afastai o mal com o bem e, eis!, aquele que te era inimigo converter-se-á em amigo amoroso.
FÉ BAHÁ'Í:
Deveis mostrar ternura e amor a todo ser humano, mesmo vossos inimigos, e a todos dar acolhida com sincera amizade, com alegria e benevolência.
É realmente interessante pensar sobre religião, ao nos virarmos ao conceito de deus e de como devemos agir com os outros sempre veremos em todas as mesmas respostas. Isso me diz que aqui há uma verdade universal ou ao menos uma verdade que o homem não é capaz de descomprovar... E diz que realmente se há um deus ele não é físico, não é perfeito, não é humano, é apenas parte integrante de todos nós e tem como razão, causa, efeito e circunstância o AMOR. Deus não é amor, apenas amor é deus. Em suma, as Igrejas ensinam a mesma história mas por teologias diferentes que remetem a alma humana com um todo e de maneira a provar a centralidade dos nossos pensamentos, suas limitações e seus paradoxos. A mente humana que der a essa pergunta resposta diferente a essa, pode se considerar sobre-humana, não genial, mas de outra espécie, algo superior ao homo sapiens em barreiras biológicas e não teólogas. As teorias, fatos e razões que podem ser tiradas dessa idéia são tão incrivelmente complexas que ao tentarmos analisá-las iremos instintivamente concluir que é melhor não quebrar a cabeça, contentai-vos com o deus que desenham para vos, pois ele é um modelo tão incrivelmente certo que explica tudo que somos capazes de entender pelo fato de não explicar nada.
CRISTIANISMO:
Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam.
ISLAMISMO:
Afastai o mal com o bem e, eis!, aquele que te era inimigo converter-se-á em amigo amoroso.
FÉ BAHÁ'Í:
Deveis mostrar ternura e amor a todo ser humano, mesmo vossos inimigos, e a todos dar acolhida com sincera amizade, com alegria e benevolência.
É realmente interessante pensar sobre religião, ao nos virarmos ao conceito de deus e de como devemos agir com os outros sempre veremos em todas as mesmas respostas. Isso me diz que aqui há uma verdade universal ou ao menos uma verdade que o homem não é capaz de descomprovar... E diz que realmente se há um deus ele não é físico, não é perfeito, não é humano, é apenas parte integrante de todos nós e tem como razão, causa, efeito e circunstância o AMOR. Deus não é amor, apenas amor é deus. Em suma, as Igrejas ensinam a mesma história mas por teologias diferentes que remetem a alma humana com um todo e de maneira a provar a centralidade dos nossos pensamentos, suas limitações e seus paradoxos. A mente humana que der a essa pergunta resposta diferente a essa, pode se considerar sobre-humana, não genial, mas de outra espécie, algo superior ao homo sapiens em barreiras biológicas e não teólogas. As teorias, fatos e razões que podem ser tiradas dessa idéia são tão incrivelmente complexas que ao tentarmos analisá-las iremos instintivamente concluir que é melhor não quebrar a cabeça, contentai-vos com o deus que desenham para vos, pois ele é um modelo tão incrivelmente certo que explica tudo que somos capazes de entender pelo fato de não explicar nada.
COMO CONQUISTAR UM NERD
Desde que a sociedade se tornou mais tecnológica e baseada em tese no conhecimento, nerds se tornaram os pares perfeitos, nem sempre eles são bonitos (na realidade, diria o contrário), nem sempre são os caras mais aparentemente simpáticos, talvez pareçam grossos e muito prepotentes, talvez não tenham dinheiro, quem sabe ele nem ligue pra você, mas tenha extrema certeza, ele não é quem parece ser e você sempre será capaz de conquistá-lo. Para isso não é preciso aprender nenhuma linguagem de programação, muito menos se tornar uma crítica conhecedora de jornada nas estrelas. As críticas que eu me reviro são aquelas que por mais que o mundo gire e que os neutrinos ultrapassem a velocidade da luz terão sempre a mesma resposta para a seguinte pergunta: O que você pensa sobre os episódios novos de Star Wars¿ A resposta é simplesmente e irrefutavelmente essa: Estragaram a obra original, eu preferia oito mil vezes mais as miniaturas de madeira usadas na filmagem original do que as animações 3D da remasterização. Isso sem contar o áudio... E blábláblá que todo nerd que já fora a uma convenção sabe de cor.
Pois bem, voltando a sua conquista. Se você realmente estiver afim de um homem seguro, atencioso, romântico, carinhoso, extremamente fiel e que muito provavelmente será rico no futuro siga os conselhos que serão dados nesse texto. Em primeiro lugar, lembre-se, por trás de todo nerd há um homem que te fará extremamente feliz e saberá sem erro respeitar suas limitações e o seu tempo, mas que como e também como os outros homens têm seus erros, mas o melhor: nerds vem com manual, é fácil e rápido ensiná-los as suas regras, mas mesmo assim eles não são manipuláveis, há um meio termo. Um cara comum sai com os amigos (e com outras mulheres) para beber cerveja, o nerd convidará os seus (do nerd) amigos para a sua casa para uma maratona de filmes nerds ou de jogatina ou até quem sabe apenas para que seus amigos nerds babem na nova miniatura 1:200 da estrela da morte que ele acaba de arrematar em um leilão pela bagatela de mil dólares. A conquista de um nerd envolve apenas dedicação, mas vale lembrar que se você é uma garota bonita e inteligente só falta começar a conversar com ele e não hesitar de quando estiver certa do que quer chegar nele, sim, apenas 1% dos nerds tem a capacidade de pedir uma garota em namoro ou até de falar oi.
Antes de tentar conquistá-lo, trate de não espantar o seu nerd. Usar roupas muito curtas e se insinuar (como se ele fosse um garoto normal) só fará com que ele pense que você é mais uma garota qualquer – sim, nerds embora não sejam pegadores, tem uma lista um pouco seleta. Não seja amiga dos caras cujo nerd tenha aversão, e se for, dê um modo de que o nerd se torne amigo dos “aversados”. Torne-se especial pra ele, como nerds não são de sair (salvo programas nerds ou pressão social) prove pra ele em sala de aula, ou se não forem da mesma classe, converse com ele, tente, dará certo, nerds são um pouco desconfiados, mas com o tempo a conversa evolui de oi para longos papos sobre o amor – sim, nerds falam (e muito bem) sobre amor. Aproveite as chances e peça um meio de conversar com ele on-line também.
Se não souber por onde começar, comece falando sobre filmes, jogos, livros, músicas. São assuntos que todo nerd entende, se você for conhecedora, debata, caso contrário peça ajuda ou opinião, nerds são atenciosos com as pessoas que se interessam por coisas que eles se interessam. Se ele te chamar de amiga, isso não importa, você ainda tem as mesmas chances, ele não terá coragem de te chamar de “amor”. Uma simples conversa com um oi, cumprimentos e uma pergunta do tipo: De que gênero de filmes você gosta¿ são capazes de fazer ele falar e gostar de você, continue assim e ele terá interesse em você. Não ligue se você não entende o vocabulário dele, pergunte, com o tempo você aprende e se acostuma.
Muitas conversas e nada até agora, se você não fizer nada continuará assim até a próxima glaciação. Quer um beijo¿ Beije-o. Ele pode desmaiar, pirar, perder sua capacidade de processamento momentaneamente, dentre outros fatores. Deixe claro nesse momento o que você sente por ele, não há mais como ele fugir. Deixe claro que ele tem liberdade sobre você, com o tempo ele irá acostumar com a idéia de estar com uma garota. Se você quiser agradá-lo, deixe o seu cabelo liso e com relativo volume próximo a orelha; pesquisas indicam que 99% dos nerds tem um fetiche pelo seguinte roteiro: aproximar a mão da cabeça da garota, levar os cabelos dela para trás das orelhas, inclinar levemente a cabeça dela e beijá-la – ainda não se sabe a razão disso, mas é válido.
Em nenhum momento você teve que se tornar inteligente, aprender o complexo sistema de comunicação da espécie nerd ou escrever um livro, mas convivendo com ele você irá aumentar suas notas, entender o vocabulário e quem sabe escrever um romance. Mas nunca em hipótese alguma tente fazer com que ele saia com você ou fique com você no horário de estudos ou na hora de jogar vídeo-game (jogue e estude com ele). Com prática você será capaz de fazé-lo ir a festas. O mais legal é que ele não irá te impedir de sair sem ele por perto, tenha certeza, ele sabe se você irá ou não traí-lo, e se sim, eu tenho extrema dó e pena de você, ele confiará em você como em si mesmo. Sócrates disse que devemos temer mais o amor de uma mulher a o ódio de um homem, digamos que a ordem se inverte para nerds.
O resto do relacionamento irá correr com mais naturalidade, não vejo razões para dar dicas de como se separar caso isso venha a ocorrer. Penso que uma mulher não seria capaz de trocar um nerd por outro, o certo pelo duvidoso, quanto a ele, estou certo das minhas convicções: a grande maioria tem apenas uma namorada na vida e essa também é a sua esposa. Namoro, noivado e casamento, todos virão, mas com o devido pontapé da noiva. Ao namorar um nerd você irá aprender que há muito mais além do que aquele garoto de óculos que “namora” o professor e um computador, por trás de todo nerd há um homem ideal. Só reafirmando algo evidente no texto, todo e qualquer relacionamento nerd deve ser sério, mas nem tão ortodoxos. Nerds também tem uma parte hentai. Não tente separá-lo das camisas xadrez e sempre que ele errar ou fazer algo que você não goste explique pra ele, com calma e amor, ele fará o mesmo com você.
Pois bem, voltando a sua conquista. Se você realmente estiver afim de um homem seguro, atencioso, romântico, carinhoso, extremamente fiel e que muito provavelmente será rico no futuro siga os conselhos que serão dados nesse texto. Em primeiro lugar, lembre-se, por trás de todo nerd há um homem que te fará extremamente feliz e saberá sem erro respeitar suas limitações e o seu tempo, mas que como e também como os outros homens têm seus erros, mas o melhor: nerds vem com manual, é fácil e rápido ensiná-los as suas regras, mas mesmo assim eles não são manipuláveis, há um meio termo. Um cara comum sai com os amigos (e com outras mulheres) para beber cerveja, o nerd convidará os seus (do nerd) amigos para a sua casa para uma maratona de filmes nerds ou de jogatina ou até quem sabe apenas para que seus amigos nerds babem na nova miniatura 1:200 da estrela da morte que ele acaba de arrematar em um leilão pela bagatela de mil dólares. A conquista de um nerd envolve apenas dedicação, mas vale lembrar que se você é uma garota bonita e inteligente só falta começar a conversar com ele e não hesitar de quando estiver certa do que quer chegar nele, sim, apenas 1% dos nerds tem a capacidade de pedir uma garota em namoro ou até de falar oi.
Antes de tentar conquistá-lo, trate de não espantar o seu nerd. Usar roupas muito curtas e se insinuar (como se ele fosse um garoto normal) só fará com que ele pense que você é mais uma garota qualquer – sim, nerds embora não sejam pegadores, tem uma lista um pouco seleta. Não seja amiga dos caras cujo nerd tenha aversão, e se for, dê um modo de que o nerd se torne amigo dos “aversados”. Torne-se especial pra ele, como nerds não são de sair (salvo programas nerds ou pressão social) prove pra ele em sala de aula, ou se não forem da mesma classe, converse com ele, tente, dará certo, nerds são um pouco desconfiados, mas com o tempo a conversa evolui de oi para longos papos sobre o amor – sim, nerds falam (e muito bem) sobre amor. Aproveite as chances e peça um meio de conversar com ele on-line também.
Se não souber por onde começar, comece falando sobre filmes, jogos, livros, músicas. São assuntos que todo nerd entende, se você for conhecedora, debata, caso contrário peça ajuda ou opinião, nerds são atenciosos com as pessoas que se interessam por coisas que eles se interessam. Se ele te chamar de amiga, isso não importa, você ainda tem as mesmas chances, ele não terá coragem de te chamar de “amor”. Uma simples conversa com um oi, cumprimentos e uma pergunta do tipo: De que gênero de filmes você gosta¿ são capazes de fazer ele falar e gostar de você, continue assim e ele terá interesse em você. Não ligue se você não entende o vocabulário dele, pergunte, com o tempo você aprende e se acostuma.
Muitas conversas e nada até agora, se você não fizer nada continuará assim até a próxima glaciação. Quer um beijo¿ Beije-o. Ele pode desmaiar, pirar, perder sua capacidade de processamento momentaneamente, dentre outros fatores. Deixe claro nesse momento o que você sente por ele, não há mais como ele fugir. Deixe claro que ele tem liberdade sobre você, com o tempo ele irá acostumar com a idéia de estar com uma garota. Se você quiser agradá-lo, deixe o seu cabelo liso e com relativo volume próximo a orelha; pesquisas indicam que 99% dos nerds tem um fetiche pelo seguinte roteiro: aproximar a mão da cabeça da garota, levar os cabelos dela para trás das orelhas, inclinar levemente a cabeça dela e beijá-la – ainda não se sabe a razão disso, mas é válido.
Em nenhum momento você teve que se tornar inteligente, aprender o complexo sistema de comunicação da espécie nerd ou escrever um livro, mas convivendo com ele você irá aumentar suas notas, entender o vocabulário e quem sabe escrever um romance. Mas nunca em hipótese alguma tente fazer com que ele saia com você ou fique com você no horário de estudos ou na hora de jogar vídeo-game (jogue e estude com ele). Com prática você será capaz de fazé-lo ir a festas. O mais legal é que ele não irá te impedir de sair sem ele por perto, tenha certeza, ele sabe se você irá ou não traí-lo, e se sim, eu tenho extrema dó e pena de você, ele confiará em você como em si mesmo. Sócrates disse que devemos temer mais o amor de uma mulher a o ódio de um homem, digamos que a ordem se inverte para nerds.
O resto do relacionamento irá correr com mais naturalidade, não vejo razões para dar dicas de como se separar caso isso venha a ocorrer. Penso que uma mulher não seria capaz de trocar um nerd por outro, o certo pelo duvidoso, quanto a ele, estou certo das minhas convicções: a grande maioria tem apenas uma namorada na vida e essa também é a sua esposa. Namoro, noivado e casamento, todos virão, mas com o devido pontapé da noiva. Ao namorar um nerd você irá aprender que há muito mais além do que aquele garoto de óculos que “namora” o professor e um computador, por trás de todo nerd há um homem ideal. Só reafirmando algo evidente no texto, todo e qualquer relacionamento nerd deve ser sério, mas nem tão ortodoxos. Nerds também tem uma parte hentai. Não tente separá-lo das camisas xadrez e sempre que ele errar ou fazer algo que você não goste explique pra ele, com calma e amor, ele fará o mesmo com você.
terça-feira, 12 de junho de 2012
REVOLUÇÃO
Eram menos de cinco horas da manhã, lá estava esse homem, em um conflito existencial de complexidade infinita – ou melhor: humanamente infinita. Não sabia ele se devia continuar ou se devia obedecer as regras que tinha imposto a si mesmo, estava certo que suas convicções estavam erradas. Ele era um bom homem: tinha casa, emprego, família e uma TV de 55 de Led.
Mas sim, como todo revolucionário ele se decidiu e foi à luta pelas suas ideologias, o despertador já estava no quinto toque, decidido, ele levantou seus braços, coçou os olhos, encarou o dia e levantou sem muito hesitar, ele já estava atrasado. Mas esse homem fez uma revolução.
Não pensem vocês que revolucionários são os que fundam partidos, ONGs e vão à luta ferrenha, desafiam nações pelos seus ideais... Não! Revolucionário é aquele que não se contenta com o mundo e vê sempre uma possibilidade de melhorá-lo, uns fazem isso em palanques, outros assistindo TV. Quer fazer uma revolução¿ Funde um partido e lute pelos direitos dos Judeus. Quer fazer uma revolução de verdade¿ Acorde cedo, faça uma caminhada, use protetor solar, coma mais frutas, dê um oi pra todos no seu trabalho com um sorriso estampado no rosto, reencontre seus amigos de infância, ande de braços abertos na chuva, ame incondicionalmente e que tudo seja eterno enquanto durar, encontre a metade da sua laranja (Tá difícil¿ Se o seu simétrico não está no conjunto dos reais, dê uma olhada nos complexos) , abrace a sua mãe como se fosse a última vez, faça algo novo, algo que nunca antes fora feito: ande pela avenida paulista de pernas de pau. Alguns te chamaram de doido, outros iram querer te internar em um manicômio, mas todos iram lembrar de você, mesmo que você não esteja nas páginas de um livro de história.
Stalin não foi o líder mais pulso firme do século passado sem antes brigar com seu despertador! Existem várias maneiras de mudar o mundo, pra umas você precisa ser predestinado, pras outras basta fazer uma revolução.
Mas sim, como todo revolucionário ele se decidiu e foi à luta pelas suas ideologias, o despertador já estava no quinto toque, decidido, ele levantou seus braços, coçou os olhos, encarou o dia e levantou sem muito hesitar, ele já estava atrasado. Mas esse homem fez uma revolução.
Não pensem vocês que revolucionários são os que fundam partidos, ONGs e vão à luta ferrenha, desafiam nações pelos seus ideais... Não! Revolucionário é aquele que não se contenta com o mundo e vê sempre uma possibilidade de melhorá-lo, uns fazem isso em palanques, outros assistindo TV. Quer fazer uma revolução¿ Funde um partido e lute pelos direitos dos Judeus. Quer fazer uma revolução de verdade¿ Acorde cedo, faça uma caminhada, use protetor solar, coma mais frutas, dê um oi pra todos no seu trabalho com um sorriso estampado no rosto, reencontre seus amigos de infância, ande de braços abertos na chuva, ame incondicionalmente e que tudo seja eterno enquanto durar, encontre a metade da sua laranja (Tá difícil¿ Se o seu simétrico não está no conjunto dos reais, dê uma olhada nos complexos) , abrace a sua mãe como se fosse a última vez, faça algo novo, algo que nunca antes fora feito: ande pela avenida paulista de pernas de pau. Alguns te chamaram de doido, outros iram querer te internar em um manicômio, mas todos iram lembrar de você, mesmo que você não esteja nas páginas de um livro de história.
Stalin não foi o líder mais pulso firme do século passado sem antes brigar com seu despertador! Existem várias maneiras de mudar o mundo, pra umas você precisa ser predestinado, pras outras basta fazer uma revolução.
DIABO
Reza a lenda (o paradoxo sarcástico irônico começa aqui) que há muito tempo, quando um tal de Deus criou o mundo, e depois os humanos, tinha um cara muito gente fina por lá, ele fazia parte de um grupo chamado de anjos, esses eram como deus, tirando o poder e sabedoria, na verdade almas que por si só não tinham muita razão pra existir e que procuravam ao máximo a perfeição, ao contrário do deus, que esse era perfeito – ou pelo menos diz a lenda.
Quando deus criou os homens, todos ficaram alegres, felizes, tinha brinquedo novo da área, mas deus passou a dar tanta atenção para o homem que um desses anjos ficou revoltado e resolveu querer ter o mesmo poder que deus e provar pra deus que os homens são na verdade traiçoeiros e desmerecedores do amor divino. Deus com todo o seu poder e prepotência faz o que todo líder faria: retira a concorrência de modo desleal sem antes convidar para um debate amigável e politizado.
Numa demonstração de poder deus cria um lugar totalmente novo para o seu anjo, que a essa altura de tão certo e convincente já tinha parceiros, e seus “cúmplices” também angelicais ficassem, é criado assim o inferno, é parecido com o SUS, só que os empregados não faltam ao trabalho e o sistema não é precário.
Deus acaba resolvendo mandar todos os homens que se comportam mal para seu amigo do inferno, acho que alguém teve que reconhecer seu erro nessa hora. Podemos dizer que o diabo é o criador da revolta, que o diabo é o pai das revoluções ou para os que preferem, o pai do rock. Nada além de um cara sensato.
Lendo esse texto sem preconceitos e com uma visão ampla de mundo, podemos encontrar o erro da fábula divina. Não digo que deus não exista, sou um pobre mortal pra discutir a existência dos imortais, mas que ele não é o que dizem que ele é, disso tenha certeza, deus não quer pessoas nas igrejas, deus quer homens de verdade, deus quer negociantes honestos, mulheres corretas e maridos que valorizem suas mulheres, deus não quer filhos nem escravos, quer mais respeito. Dizem que devemos ter temos a deus, pois bem, querem dizer que devemos respeitar o próximo. Tudo está de modo figurado, abra a sua mente para ver o mundo de verdade. Há coisas entre o céu e a terra que até o diabo duvida.
Quando deus criou os homens, todos ficaram alegres, felizes, tinha brinquedo novo da área, mas deus passou a dar tanta atenção para o homem que um desses anjos ficou revoltado e resolveu querer ter o mesmo poder que deus e provar pra deus que os homens são na verdade traiçoeiros e desmerecedores do amor divino. Deus com todo o seu poder e prepotência faz o que todo líder faria: retira a concorrência de modo desleal sem antes convidar para um debate amigável e politizado.
Numa demonstração de poder deus cria um lugar totalmente novo para o seu anjo, que a essa altura de tão certo e convincente já tinha parceiros, e seus “cúmplices” também angelicais ficassem, é criado assim o inferno, é parecido com o SUS, só que os empregados não faltam ao trabalho e o sistema não é precário.
Deus acaba resolvendo mandar todos os homens que se comportam mal para seu amigo do inferno, acho que alguém teve que reconhecer seu erro nessa hora. Podemos dizer que o diabo é o criador da revolta, que o diabo é o pai das revoluções ou para os que preferem, o pai do rock. Nada além de um cara sensato.
Lendo esse texto sem preconceitos e com uma visão ampla de mundo, podemos encontrar o erro da fábula divina. Não digo que deus não exista, sou um pobre mortal pra discutir a existência dos imortais, mas que ele não é o que dizem que ele é, disso tenha certeza, deus não quer pessoas nas igrejas, deus quer homens de verdade, deus quer negociantes honestos, mulheres corretas e maridos que valorizem suas mulheres, deus não quer filhos nem escravos, quer mais respeito. Dizem que devemos ter temos a deus, pois bem, querem dizer que devemos respeitar o próximo. Tudo está de modo figurado, abra a sua mente para ver o mundo de verdade. Há coisas entre o céu e a terra que até o diabo duvida.
MULHERES
Calma, muita calma! Senhores e senhoras e por que não senhoras e senhores, a ordem altera algo¿ Vejamos... Por motivos desconhecidos o acaso da evolução caótica coordenada fez com que os seres parassem de se reproduzir de modo assexuado, ou seja, apenas duplicando as suas células e não havendo variação genética. Chega um dia que Deus resolve que seria mais legal se dois seres com cargas genéticas diferentes se unissem, pois isso fortificaria a espécie, ironicamente deus criou dois gêneros: masculino e feminino ou para aqueles que não se incomodam com a realidade de sermos animais, machos e fêmeas.
Na raça humana, provavelmente a sua, temos o que chamamos de homens e mulheres. Um fato eminente é que a reprodução deixou de ser o único foco dos relacionamentos e as qualidades básicas do parceiro se tornaram diferentes em relação aos animais, e pior, ao contrário dos cachorros se um homem tem uma relação sexual forçada com a fêmea ele vai preso. Claro que eu não estou defendendo os estupradores, apenas mostrando o vão que o simples fato de termos polegar opositor e um encéfalo altamente desenvolvido (pra certas coisas, pra outras...) consegue fazer tamanha diferença. A fêmea do cachorro só precisou estar no cio e logicamente disponível para qualquer macho, ou melhor, para o mais apto que poderá escolher com qual fêmea ficará. Agora vamos tentar entender uma mulher, sim, uma humana.
Muito pânicos, muitas mortes, muitas desilusões, muitos problemas e muitas camisas de força já foram provocadas ou usadas em ou por homens que tentaram explicar a mente feminina, a regra é muito mais do que simples, mas não explica realmente nada: mulheres são seres impossíveis de se explicar por completo, elas sempre podem ser a exceção de uma regra sem exceção. Vamos considerar o elétron como sendo uma mulher, pois bem, eu poderia dizer que um dia a luz do seu quarto iria acender, em outros não. Ou até quem sabe poderíamos nem existir, o universo já teria perdido seu equilíbrio nas primeiras horas, ou melhor, nos primeiros 11-13 anos, que universo suportaria uma TPM¿
Mas não é algo realmente tão complexo quanto parece, sabe aquele seu amigo que sai com todas as garotas, saiba bem, esse cara não sabe nada sobre elas, só foi mais um sortudo do acaso. MALDITO ACASO! Resumindo, uma mulher é 98% previsível, tudo pode ser descrito na famosa equação da improbabilidade mortífera, que está, mesmo que pela metade, no epitáfio de um dos maiores sexólogos do século passado, infelizmente antes de ajustar todas as mil variáveis ele se enforcou num pé de couve.
Brincadeiras a parte, se você quer um mulher (embora o termo querer dê uma idéia de possessão, e ninguém pode possuir ninguém), você deve, por generalidade: chegar chegando. Sim, esse é o melhor conselho, mas deve ser explicado. Quero dizer que você deve ser um cara legal (o que é ser legal, depende da garota), cavalheiro (não estou falando de tirar seu casaco e colocar numa poça d’água para que a dama passe, mas de tratá-la com respeito, tenha certeza, toda garota merece e reconhece respeito), tenha um pouco de atitude (no dia que você convidá-la para sair, não pergunte pra onde ela quer ir, decida o lugar por ela, mas seja educado e peça a confirmação dela), transmita segurança e confiança (apenas esses dois últimos tópicos são capazes de conquistar qualquer mulher, em qualquer hemisfério, mas tome cuidado pra não fazer muitas expectativas ou pior, se tornar um amigo – amizade é sinônimo de GAME OVER).
Mulheres procuram nos seus parceiros segurança e confiança, pois por mais impulsiva, calada, quieta, inteligente, bonita, sensível, auto-suficiente ou dominante que ela seja. Todas, com a devida precaução da palavra (por estarmos falando de mulheres e não de equações), querem no final do dia alguém para poder confiar, para desaguar as mágoas, para falar oi de manhã, para sorrir, para suportar dos momentos de dor, para confessar seus problemas, uma relação não deve ser baseada no amor, mas sim na cumplicidade. É natural do ser humano gostar de ter alguém por perto, não existe alguém que goste de ser sozinho. Existem pessoas que não vêem sua “alma gêmea” em lugar algum, outras que se iludiram, outras que foram chutadas e que assim se tornaram mais auto-suficientes, mas pergunte a alguém o que essa pessoa prefere: suportar só a dor da morte de um familiar, ou dividir essa carga com outra pessoa¿
Até agora todas essas qualidades podem ser encontradas em um amigo, mas a verdade é que amigos tem a sua vida, e não podem estar sempre conosco, o humano precisa de alguém por quem sinta algo mais, quem dirá, atração, algo carnal, mas apenas a carne não suportaria um relacionamento, carne suporta um lance, e infelizmente, temos cada vez mais lances do que relacionamentos, cada vez mais homens apostando quantas ele irá pegar, do que homens estendendo seus casacos nas costas das suas parceiras. Ombros companheiros são cada vez mais raros, homens que lutar por mulheres: muito mais.
Na raça humana, provavelmente a sua, temos o que chamamos de homens e mulheres. Um fato eminente é que a reprodução deixou de ser o único foco dos relacionamentos e as qualidades básicas do parceiro se tornaram diferentes em relação aos animais, e pior, ao contrário dos cachorros se um homem tem uma relação sexual forçada com a fêmea ele vai preso. Claro que eu não estou defendendo os estupradores, apenas mostrando o vão que o simples fato de termos polegar opositor e um encéfalo altamente desenvolvido (pra certas coisas, pra outras...) consegue fazer tamanha diferença. A fêmea do cachorro só precisou estar no cio e logicamente disponível para qualquer macho, ou melhor, para o mais apto que poderá escolher com qual fêmea ficará. Agora vamos tentar entender uma mulher, sim, uma humana.
Muito pânicos, muitas mortes, muitas desilusões, muitos problemas e muitas camisas de força já foram provocadas ou usadas em ou por homens que tentaram explicar a mente feminina, a regra é muito mais do que simples, mas não explica realmente nada: mulheres são seres impossíveis de se explicar por completo, elas sempre podem ser a exceção de uma regra sem exceção. Vamos considerar o elétron como sendo uma mulher, pois bem, eu poderia dizer que um dia a luz do seu quarto iria acender, em outros não. Ou até quem sabe poderíamos nem existir, o universo já teria perdido seu equilíbrio nas primeiras horas, ou melhor, nos primeiros 11-13 anos, que universo suportaria uma TPM¿
Mas não é algo realmente tão complexo quanto parece, sabe aquele seu amigo que sai com todas as garotas, saiba bem, esse cara não sabe nada sobre elas, só foi mais um sortudo do acaso. MALDITO ACASO! Resumindo, uma mulher é 98% previsível, tudo pode ser descrito na famosa equação da improbabilidade mortífera, que está, mesmo que pela metade, no epitáfio de um dos maiores sexólogos do século passado, infelizmente antes de ajustar todas as mil variáveis ele se enforcou num pé de couve.
Brincadeiras a parte, se você quer um mulher (embora o termo querer dê uma idéia de possessão, e ninguém pode possuir ninguém), você deve, por generalidade: chegar chegando. Sim, esse é o melhor conselho, mas deve ser explicado. Quero dizer que você deve ser um cara legal (o que é ser legal, depende da garota), cavalheiro (não estou falando de tirar seu casaco e colocar numa poça d’água para que a dama passe, mas de tratá-la com respeito, tenha certeza, toda garota merece e reconhece respeito), tenha um pouco de atitude (no dia que você convidá-la para sair, não pergunte pra onde ela quer ir, decida o lugar por ela, mas seja educado e peça a confirmação dela), transmita segurança e confiança (apenas esses dois últimos tópicos são capazes de conquistar qualquer mulher, em qualquer hemisfério, mas tome cuidado pra não fazer muitas expectativas ou pior, se tornar um amigo – amizade é sinônimo de GAME OVER).
Mulheres procuram nos seus parceiros segurança e confiança, pois por mais impulsiva, calada, quieta, inteligente, bonita, sensível, auto-suficiente ou dominante que ela seja. Todas, com a devida precaução da palavra (por estarmos falando de mulheres e não de equações), querem no final do dia alguém para poder confiar, para desaguar as mágoas, para falar oi de manhã, para sorrir, para suportar dos momentos de dor, para confessar seus problemas, uma relação não deve ser baseada no amor, mas sim na cumplicidade. É natural do ser humano gostar de ter alguém por perto, não existe alguém que goste de ser sozinho. Existem pessoas que não vêem sua “alma gêmea” em lugar algum, outras que se iludiram, outras que foram chutadas e que assim se tornaram mais auto-suficientes, mas pergunte a alguém o que essa pessoa prefere: suportar só a dor da morte de um familiar, ou dividir essa carga com outra pessoa¿
Até agora todas essas qualidades podem ser encontradas em um amigo, mas a verdade é que amigos tem a sua vida, e não podem estar sempre conosco, o humano precisa de alguém por quem sinta algo mais, quem dirá, atração, algo carnal, mas apenas a carne não suportaria um relacionamento, carne suporta um lance, e infelizmente, temos cada vez mais lances do que relacionamentos, cada vez mais homens apostando quantas ele irá pegar, do que homens estendendo seus casacos nas costas das suas parceiras. Ombros companheiros são cada vez mais raros, homens que lutar por mulheres: muito mais.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
AMOR
Pois é, esse ser humano foi dotado por evolução ou por
divindades de sentimentos, algo de complexidade tão infinita quando o tempo que
se leva pra ser atendido em um restaurante pelo garçom de camisa de gola verde
que trabalha meio período e no outro é lutador de sumo na Sibéria – note que em
muitos casos, ele é incompreensível. Alguns sentimentos são claramente
explicáveis como o medo ou a raiva, o medo é um mecanismo de defesa do ser
humano, sem medo seríamos incoerentes e agiríamos como quem ignora todo e
qualquer perigo ao se enfiar em uma luta televisionada de ursos panda. A raiva
é o complemento do medo, ela guarda na sua memória todas as coisas que você
considerou e considera no mínimo espantosas, nojentas, em fim, tudo ou todos
que você não teve boas experiências.
Alguns diriam que o mais importante deles é o amor, mas, o
que é o amor¿ Durante séculos atrás, em um planeta da galáxia de Andrômeda, uma
espécie incrivelmente cética – e de aparência semelhante a das formigas – deu
uma resposta pra essa pergunta ao formular o seguinte paradoxo: quando nossos
alunos fazem provas, sempre resolvem as questões por anulação, isso significa
que algo é tudo aquilo que temos certeza que algo não é. Sendo que já temos
identificados todos os sentimentos, exceto o amor, e o amor consegue ser todos
os outros ao mesmo tempo, ele na realidade não é nada. Por uma incrível
coincidência eles foram exterminados ao se chocarem com outro planeta que tinha
a forma de um tênis (aparentemente de tamanho 4,2 x 10²³¹). Outra raça dessa
mesma galáxia disse algo muito diferente, eles concluíram que o amor é tudo e
que na verdade não existe nada além dele, triste coincidência, mas após 100
anos acxônias (um ano acxônial tem aproximadamente 1,6 x 10²² dias terrestres)
que essa teoria já tinha se estabelecido e toda a sociedade se baseava nela, e
considerava ela a única possibilidade, uma criança fez birra com seus pais e
fora concluído que toda a civilização estava errada e que por amor ao certo
eles deviam se matar, construíram um vírus fatal e espalharam ele pela
população.
Mas na verdade os filósofos atuais que estudam uma derivada
substancial da Teoria de Tetris (que diz que ao explicarmos a origem explicamos
todo o processo de meio e fim) descobriram que na verdade o universo não existe,
reforçando a idéia de que o amor não existe ou de que nós próprios não
existimos e assim que a própria teoria não existe. Eles também se mataram.
Julgo eu que a teoria mais interessante e completa sobre o
conhecimento dos seres sobre o amor é toda aquela que diz que não se sabe nada.
Mas gostaria de apresentar a minha teoria sobre o amor: o amor é o sentimento
capaz de unir pessoas a outras pessoas, símbolos ou coisas. Vamos falar mais
sobre o amor entre duas pessoas, ou só de uma em relação a outra. Dada a
existência de seres intelectualizados, esse intelecto inibiria logicamente a
continuação da espécie, para que essa continuação seja válida o amor entra em
cena, pra juntar duas pessoas – e algumas loucuras, embora o amor já seja uma,
ou seja, ele é necessário para provocar ele mesmo. Diria que o amor é capaz de
viajar no tempo, apenas isso que pude concluir.
Lembre-se de ler esse texto sabendo que há possibilidades de
que esse texto nem tenha sido escrito – recentes pesquisas á procura de novos
componentes subelétricos para a fabricação de circuitos eletro-biológicos
mostraram que símbolos podem se formar em telas dependendo da quantidade de
vácuos temporais deixados naquele local. Considerando as leis que dizem que o
universo é infinito, isso diz que o número de telas é infinito, e que infinitas
formas simbológicas e agrupamentos dela podem surgir, seria totalmente
justificável que elas se formem e ainda se agrupem formando palavras e textos
coerentes – ou nem tanto – e que o leitor tenha aquela simbologia como à da sua
língua. Não há coincidência, apenas probabilidade.
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