terça-feira, 12 de junho de 2012

REVOLUÇÃO

Eram menos de cinco horas da manhã, lá estava esse homem, em um conflito existencial de complexidade infinita – ou melhor: humanamente infinita. Não sabia ele se devia continuar ou se devia obedecer as regras que tinha imposto a si mesmo, estava certo que suas convicções estavam erradas. Ele era um bom homem: tinha casa, emprego, família e uma TV de 55 de Led.

Mas sim, como todo revolucionário ele se decidiu e foi à luta pelas suas ideologias, o despertador já estava no quinto toque, decidido, ele levantou seus braços, coçou os olhos, encarou o dia e levantou sem muito hesitar, ele já estava atrasado. Mas esse homem fez uma revolução.

Não pensem vocês que revolucionários são os que fundam partidos, ONGs e vão à luta ferrenha, desafiam nações pelos seus ideais... Não! Revolucionário é aquele que não se contenta com o mundo e vê sempre uma possibilidade de melhorá-lo, uns fazem isso em palanques, outros assistindo TV. Quer fazer uma revolução¿ Funde um partido e lute pelos direitos dos Judeus. Quer fazer uma revolução de verdade¿ Acorde cedo, faça uma caminhada, use protetor solar, coma mais frutas, dê um oi pra todos no seu trabalho com um sorriso estampado no rosto, reencontre seus amigos de infância, ande de braços abertos na chuva, ame incondicionalmente e que tudo seja eterno enquanto durar, encontre a metade da sua laranja (Tá difícil¿ Se o seu simétrico não está no conjunto dos reais, dê uma olhada nos complexos) , abrace a sua mãe como se fosse a última vez, faça algo novo, algo que nunca antes fora feito: ande pela avenida paulista de pernas de pau. Alguns te chamaram de doido, outros iram querer te internar em um manicômio, mas todos iram lembrar de você, mesmo que você não esteja nas páginas de um livro de história.

Stalin não foi o líder mais pulso firme do século passado sem antes brigar com seu despertador! Existem várias maneiras de mudar o mundo, pra umas você precisa ser predestinado, pras outras basta fazer uma revolução.

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