Ele já estava acostumado, pensar nela era um ato que fazia sem ter consciência de fazer, era algo automático, era um sonho perfeito, era algo que raramente viria a ser verdade, era a beleza da vida e a sua razão para continuar vivo. Ela, julgava ele era perfeita, vivia com uma cara feliz e ações plenamente agitadas, mas por dentro, fora esses momentos e todas as festas era uma pessoa insegura,fraca e infeliz – era uma garota que tinha a felicidade por meio dos outros ao passo que ele, mesmo sem demonstrar ser feliz o tempo todo, tinha uma alma plena e decidida.
Ambos se conheciam e se gostavam, eram dois ângulos retos suplementares, dois opostos que podiam conviver e viver junto sem grandes problemas, duas pessoas capazes de desenvolver o amor entre si. Ele era um romântico sonhador e ela uma garota desiludida com relacionamentos, indecisa e insegura; cabia a ele fazer ela mais disposta a algo sério e mais confiante nele e em si mesma.
Ele era um pensador, um homem muitas vezes movido pelas suas ideologias com firmeza das suas verdades, era alguém que pensava milhões de vezes antes de agir e muitas vezes nem agia por concluir que poderia não fazer um bom efeito – era alguém que conseguia o que queria, mas ou mediante muitas brigas com sua mente ou mediante o imediatismo. Ele não sabia o que havia entre eles e pensava que ela também não sabia; talvez só estivessem esperando o tempo passar, talvez estivessem deixando o tempo passar; talvez estivessem inseguros de tudo; talvez faltasse iniciativa; talvez faltasse um gostar a mais. O que não faltava era a verdade e o carinho. Eles não queriam continuar nessa brincadeira, brincar assim pode ferir muito o coração, eles não queriam se perder, mas não estavam em condições de se juntarem, ela era uma jovem festeira e ele um sonhador que admirava as estrelas da noite, ora ela também admirava essas mesmas estrelas, mas não com tanta freqüência.
Aonde um relacionamento sem nome como esse pode dar é uma incógnita, mas que pode dar certo é uma verdade. Uma verdade revelada por essas estrelas, essas lindas, impetuosas, talvez mortas. Estrelas ao redor das quais outros casais de outras raças estão habitando e todos olhando uns para os outros a procura de uma resposta, a procura de uma verdade marcada nas estrelas, a procura de resolverem seus problemas e tudo isso sem ao menos se conhecerem. Olhar para as estrelas pode ser o mesmo que olhar para nós mesmos, olhar para o universo é olhar para dentro da nossa alma e olhar para dentro da verdade é olhar para dentro da nossa mente e entende-la com objetividade e claridade. Pois é, o amor é uma verdade, mas de todas é mais confusa (e bela).
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