sábado, 30 de junho de 2012

MELANCOLIA, MAS SEM PROMESSAS DE AMOR

Ele já estava acostumado, pensar nela era um ato que fazia sem ter consciência de fazer, era algo automático, era um sonho perfeito, era algo que raramente viria a ser verdade, era a beleza da vida e a sua razão para continuar vivo. Ela, julgava ele era perfeita, vivia com uma cara feliz e ações plenamente agitadas, mas por dentro, fora esses momentos e todas as festas era uma pessoa insegura,fraca e infeliz – era uma garota que tinha a felicidade por meio dos outros ao passo que ele, mesmo sem demonstrar ser feliz o tempo todo, tinha uma alma plena e decidida.

Ambos se conheciam e se gostavam, eram dois ângulos retos suplementares, dois opostos que podiam conviver e viver junto sem grandes problemas, duas pessoas capazes de desenvolver o amor entre si. Ele era um romântico sonhador e ela uma garota desiludida com relacionamentos, indecisa e insegura; cabia a ele fazer ela mais disposta a algo sério e mais confiante nele e em si mesma.

Ele era um pensador, um homem muitas vezes movido pelas suas ideologias com firmeza das suas verdades, era alguém que pensava milhões de vezes antes de agir e muitas vezes nem agia por concluir que poderia não fazer um bom efeito – era alguém que conseguia o que queria, mas ou mediante muitas brigas com sua mente ou mediante o imediatismo. Ele não sabia o que havia entre eles e pensava que ela também não sabia; talvez só estivessem esperando o tempo passar, talvez estivessem deixando o tempo passar; talvez estivessem inseguros de tudo; talvez faltasse iniciativa; talvez faltasse um gostar a mais. O que não faltava era a verdade e o carinho. Eles não queriam continuar nessa brincadeira, brincar assim pode ferir muito o coração, eles não queriam se perder, mas não estavam em condições de se juntarem, ela era uma jovem festeira e ele um sonhador que admirava as estrelas da noite, ora ela também admirava essas mesmas estrelas, mas não com tanta freqüência.

Aonde um relacionamento sem nome como esse pode dar é uma incógnita, mas que pode dar certo é uma verdade. Uma verdade revelada por essas estrelas, essas lindas, impetuosas, talvez mortas. Estrelas ao redor das quais outros casais de outras raças estão habitando e todos olhando uns para os outros a procura de uma resposta, a procura de uma verdade marcada nas estrelas, a procura de resolverem seus problemas e tudo isso sem ao menos se conhecerem. Olhar para as estrelas pode ser o mesmo que olhar para nós mesmos, olhar para o universo é olhar para dentro da nossa alma e olhar para dentro da verdade é olhar para dentro da nossa mente e entende-la com objetividade e claridade. Pois é, o amor é uma verdade, mas de todas é mais confusa (e bela).

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