terça-feira, 31 de julho de 2012

JUSTIFICATIVAS

Até parece que eu morri, não dei mais as caras nesse blog, mas eu estava de férias, tinha esse direito. Mas enfim, embora não seja esse o propósito desse espaço, gostaria de falar de mim, toda a política, a filosofia da vida, as verdades, as mentiras, deuses de demônios. Todos eles perderam a graça. Tão pouco tempo pra tão grande mudança, e uma razão tão grande para ela: o amor. Já fui um apaixonado, um trovador solitário, um idealista, um realista, um filósofo aplicado e agora volto ao princípio do meu eu. Parece que as coisas estão tão diferentes, eu percebo que a formar como encaro o mundo agora é extremamente diferente, mas o mundo e os propósitos são os mesmos. O que mudou foi a minha mentalidade, adquiri experiencia, aprendi o que quero e o que sou, enfrentei e ganhei cada um dos meus fantasmas e me coloquei de frente para o mundo sem o obscurantismo de antes. Fiz tudo isso sozinho, sinto orgulho de mim! Sem mais melancolias - mesmo por que eu considero isso muito meloso - penso que esse seja o modo dos pensadores de aceitar o amor, e também acredito agora que podemos pensar e amar ao mesmo tempo.

Li uma frase e me interessei por ela:
"Solidão prolongada me ensinou a ser exigente. Quando me tornei minha melhor companhia, só me apaixonei por pessoas absolutamente incríveis."
— Marla de Queiroz
E vale lembrar que meu espírito - que sempre busca uma resposta e uma razão - nunca se deu bem com a irracionalidade e ausência de respostas das mulheres, mas isso não me impede de perguntar - e de responder, mesmo que pela metade. Até que enfim encontrei algo maior que a minha liberdade para me apegar: o amor, não a amada.

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