quarta-feira, 11 de julho de 2012

AMOR QUÍMICO

Em pleno século XXI ainda podemos ver histórias lindas de amor pelo nosso mundo, dentre elas está a história do Cloro e o Sódio, um amor moderno, homossexual. O sódio era brasileiro, sempre esteve no Brasil, desde antes dos dinossauros. O cloro era russo, desde sempre em terras frias, cresceu na Sibéria.

Mas pela ironia do destino esses dois corações se encontram, o sódio já tinha vivido muito e tinha perdido um elétron para a vida, agora era alguém em partes, esperando alguém com quem pudesse se atrair. O cloro tinha ganhado um elétron na vida, era mais reservado e nunca tinha assumido ser gay. No entanto, o amor sempre triunfa.

Numa dessas chuvas o Sódio é levado do solo para um rio, para um rio principal, para o mar e finalmente desemboca no oceano. O Cloro também é levado pela natureza para o oceano. E finalmente na manhã nublada de agosto, depois de uma chuva, eles estavam lado a lado no litoral nordestino, de tão próximos eles identificaram suas cargas e se ligaram. Agora eram dois íons felizes, foram levados por uma saleira, empacotados, transportados e entregues na casa de um consumidor que os usou para salgar sua comida.

Mas desde aquele dia não importa o que se faça com eles, sua atração iônica é tamanha que nada, até hoje, conseguiu vencer o amor existente entre eles. Agora são dois átomos estáveis e ligados, mas ligados não para obter a estabilidade, mas por que quando estáveis eles eram duas cargas opostas complementares. Agora são dois opostos atraídos entre si. O amor é realmente máximo, presente em todas as escalas de organização biológica, dos átomos aos humanos.

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