domingo, 1 de julho de 2012

FILOSOFIA


                Para aqueles que não sabem o que é a filosofia, resolvi explicar rapidamente. Não  pretendo discursar como os filósofos o fazem em livros. Quero escrever sobre o que sinto, e o motivo de me considerar filósofo.

                Acordei certa manhã diferente da noite anterior. Lembro-me que na noite anterior eu gostava de coisas tão banais e fúteis, mas na manhã seguinte eu já não me interessava por estas coisas. Percebi, de pronto, a maior de todas as diferenças: meu mundo havia aumentado. Cada gesto, piscar de olhos, cada sol que subia e descia, tudo me fascinava. Eu tinha resposta para tudo, era finalmente o dono da verdade.
                Enganaram-se os que pensaram que ai eu era filósofo. Este foi apenas o golpe inicial. Alguns sois poentes depois percebi que minhas verdades estavam erradas. Caí em profunda depressão, até que percebi que não estava de todo errado. De tudo que havia feito, acertei ao questionar os preceito básicos. Eu estava acostumado a viver uma vida, mas resolvi deixá-la de lado.
                Eu saía de casa e tudo era mágico, eu via incerteza em tudo, questionava todas as coisas e descobri um mundo novo. Este se encontrava sob todas as certezas das pessoas e era algo que nunca me foi contado. Eu poderia ser quem quisesse, quando quisesse e sem precisar de motivos. Observava as pessoas e amava cada um de seus movimentos, mesmo quando eles eram feios. Eu amava tudo que a humanidade sabia e tudo que ela escondia, porque eu fui descobrindo o que ela escondia.
                Por isso me considerei filósofo e poeta desde então. Porque percebi que não importava o que as pessoas sabiam, minhas palavras tinham o significado que eu quisesse. Se sou filósofo como Nietzsche ou poeta como Drummond, já não posso dizer. Mas tenho para mim todas as incertezas do mundo e as coloco sempre em textos bem rimados. O que é isto para você?
Matheus Henrique

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