Para
aqueles que não sabem o que é a filosofia, resolvi explicar rapidamente.
Não pretendo discursar como os filósofos
o fazem em livros. Quero escrever sobre o que sinto, e o motivo de me
considerar filósofo.
Acordei
certa manhã diferente da noite anterior. Lembro-me que na noite anterior eu
gostava de coisas tão banais e fúteis, mas na manhã seguinte eu já não me
interessava por estas coisas. Percebi, de pronto, a maior de todas as
diferenças: meu mundo havia aumentado. Cada gesto, piscar de olhos, cada sol
que subia e descia, tudo me fascinava. Eu tinha resposta para tudo, era
finalmente o dono da verdade.
Enganaram-se
os que pensaram que ai eu era filósofo. Este foi apenas o golpe inicial. Alguns
sois poentes depois percebi que minhas verdades estavam erradas. Caí em
profunda depressão, até que percebi que não estava de todo errado. De tudo que
havia feito, acertei ao questionar os preceito básicos. Eu estava acostumado a
viver uma vida, mas resolvi deixá-la de lado.
Eu saía
de casa e tudo era mágico, eu via incerteza em tudo, questionava todas as
coisas e descobri um mundo novo. Este se encontrava sob todas as certezas das
pessoas e era algo que nunca me foi contado. Eu poderia ser quem quisesse,
quando quisesse e sem precisar de motivos. Observava as pessoas e amava cada um
de seus movimentos, mesmo quando eles eram feios. Eu amava tudo que a
humanidade sabia e tudo que ela escondia, porque eu fui descobrindo o que ela
escondia.
Por
isso me considerei filósofo e poeta desde então. Porque percebi que não
importava o que as pessoas sabiam, minhas palavras tinham o significado que eu
quisesse. Se sou filósofo como Nietzsche ou poeta como Drummond, já não posso
dizer. Mas tenho para mim todas as incertezas do mundo e as coloco sempre em
textos bem rimados. O que é isto para você?
Matheus Henrique
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