segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CARPE DIEM

Faz alguns anos que pregamos Jesus numa cruz, e até hoje parece que continuamos a fazer isso diariamente, pregando o ideal de solidariedade, de irmandade, de respeito e de amor ao próximo com pregos feitos de hipocrisia.

Não vou ser otimista, nem pessimista, mas o mundo está saturado de humanos, nosso consumo em pouco tempo irá ultrapassar o dito aturável, o que me faz pensar que em poucos duzentos anos não restará mais o progresso. Como muitos filósofos já devem ter falado: seres intelectualizados normalmente são extremamente burros em relação às coisas simples, ou seja, formigas lidam muito melhor com o meio ambiente que um humano.

Sou feliz de saber que não precisarei esperar o Sol engolir a Terra para ver o fim da nossa raça, talvez eu ainda esteja lá no dito apocalipse. Mas por enquanto, ainda seguindo a linha do pensamento individualista e “anti-descendente “, nós, jovens dos anos 10 podemos nos julgar a última geração a ver o mundo feliz. Então por que obedecer as regras banais? Será que no fundo nós ainda somos como nossos pais?

Temos e devemos viver intensamente, ora para honrar o fim da nossa raça, ora pela nossa própria felicidade ou apenas por que é legal ir contra as regras convictas do mundo. Podemos deixar a frescura de lado, deixar a mentira num potinho de margarina lá dentro de casa, parada. Podemos admitir os erros, podemos errar mais. Podemos amar muito mais. Podemos deixar o ego de lado, esquecer esse papo de eternidade, sair das igrejas e ajudar outras pessoas a viverem essa mesma intensidade. E claro: podemos falar o que pensamos e se acabar em guerra temos certeza que vai dar em empate (os dois perdem). Os mais exaltados podem querer se rebelar contra o regime opressor: é de direito.

Meu caro leitor, se temos a certeza do fim, deixemos o homem se consumir, sem humanos não existe céu e nem inferno, então não iremos para nenhum desses, vamos: aceite que somos o nada e voltaremos ao nada, tudo por que não valemos nada e que sem saber a resposta pra todas as perguntas inquietantes da filosofia de todos os tempos e homens o melhor que temos a fazer é viver intensamente (pois essa é certeza de felicidade).

Carpe diem!!!

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