Filósofo por esperteza.
Solitário por opção,
Senhor da provocação.
Humano:
Sem classe,
Morre no enlace.
Sem moral,
Vai pra cruz, pregado no pau.
Sem luz,
Mesmo assim a todos conduz.
Sem arma,
Mas com jeito,
Estufa o peito,
E não alarma.
Filósofo:
Sem verdades,
Se rende as suas vaidades,
Quer saber o por quê,
Mas não sabe pra quê.
Como um metal,
Aperta as questões,
Como um animal,
Quer saber as razões.
Sem escolha não hesita em escolher,
Se deus existe¿
Não basta apenas ver para crer,
Antes, quero saber se que vejo consiste¿
Sonha com um mundo diferente,
Luta armado de livros até a mente,
Eterniza com o sopro e a brisa,
A verdade que agoniza.
Concede ao mundo uma nova visão,
Mas sabe: a vida é o cão!
Em terra de sem mente,
Profere se chamar de indigente.
Escreve,
faz no pensamento bola-de-neve,
Mas, por deus ou pelo caos, será que eu tenho moral¿
Não sei, no mundo do status tudo depende do seu “Know how”!
Solitário:
Das pessoas espera apenas
Os julgamentos mais amenos.
Mas reconhece a boca-grande,
Mentiras que voam como penas,
Espalhando aos mil terrenos,
O inferno de Dante.
Dessas relações,
Nada sobra além da empatia.
Mas vamos, sem intromissões,
Sorria hipocrisia.
Das pessoas nada cria,
Por isso, evite a rebeldia,
Como disse, de você espero apenas sua empatia.
Do amor, evita o furor,
Da mulher, se torce e contorce,
Do amigo, espera apenas segurança,
Do inimigo, extrai sua esperança.
Provocador:
Não me diga,
Se ele é doutor,
E eu apenas uma lombriga caio na briga,
Sair daqui, não vou não, senhor.
Se tua sociedade se baseia em status,
Fuja, minha querida,
Não sou como todos, tolos,
Eu controlo a minha vida.
Se sua ideologia é firme e infalível,
Vou te contar,
Hitler e Napoleão, dois homens de moral plausível,
E de plano infalível conseguiram afundar.
Vampiro da verdade,
Raposa dos segredos,
Amante da piedade,
Cheio de medos.
Viveu em tempos distantes,
Aqueles sem grandes governantes,
Aqueles sem livros nas estantes,
Viveu,
cresceu,
e morreu.
Se de si sobrou a alma,
Se nega a acreditar.
Com metafísica não tem calma,
Nem um pingo de paciência,
Nega sua própria existência,
Odeia sua descendência.
Lucas Resende
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