Não sei
falar sobre justiça. Justiça para mim vai além de livros e manuais que regulam
o comportamento humano, vai além daquilo que o homem pode fazer. A justiça, no
âmbito da sociedade humana, implica em dar à alguma pessoa exatamente aquilo
que ela merece.
E como
saber o que uma pessoa merece? Não podemos saber. Aliás, se soubéssemos já não
seriamos mais merecedores daquilo, pois o merecimento se relaciona com a reação
de cada pessoa frente ao imprevisto. O que quero dizer é que, ao não prevermos
algo, ficamos abertos a merecer uma infinidade de coisas, e ao recebê-la,
saberemos se a merecemos de verdade.
Isso
faz com que eu veja que minha ideia é estúpida. Não podemos conquistar as
coisas por que as merecemos, pois a conquista vem antes do merecimento.
Desejamos algo, e a partir do momento que ganhamos qualquer coisa que seja,
estamos a provar que esta coisa que ganhamos é a que precisamos.
Não sei
se o que digo tem nexo, só gostaria de manifestar minha insatisfação com o modo
como a vida funciona. Um garoto se mata de estudar, se esforça em uma escola,
mas não consegue atingir os mesmo méritos de um outro garoto que mal ia na
escola. Isso me faz questionar o fundamento da vida.
Os
esforçados merecem a inteligência, mas não a tem. Talvez essa falta gere o
esforço. Em contrapartida, alguns gênios preocupam-se com nada e pouco se
esforçam pelos seus méritos, ou quando se esforçam, o fazem para nutrir suas
necessidades.
Só o
que quero dizer é que algumas pessoas não merecem a inteligência que têm. E
algumas outras... Algumas outras são tão injustiçadas...
Matheus Henrique
Nenhum comentário:
Postar um comentário