segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O MISTÉRIO DOS HOMENS VISTCK - PARTE 4

Jonas após seu tempo de observação e silêncio, começou com a sua voz forte e convicta:

“A história que vou contar acontece em um tempo além do nosso, mas pode ser o nosso futuro. Em 1990 nasceu um garoto em terras brasileiras, com cinco anos seu pai foi rudemente assassinado, tornado-o órfão de pai, mas sua mãe resistiu a luta e conseguiu cumprir o sonho do casal: o garoto cresceu, sempre como um dos primeiros da classe – senão o primeiro – formou-se em engenharia, trabalhou um pouco no ramo. Mas ele tinha maiores ambições, ele queria entrar para a história e mudar o mundo onde vivia.

Desde os seus dez anos ele tinha um papo cabeça, discutia política com os mais velhos – e sempre vencia -, discutia filosofia com seus amigos e alguns outros filósofos – sempre aprendendo e exercitando mais a sua mente. Com isso antes dos quinze ele já tinha convivido com todas as questões filosóficas e sabia exatamente a funcionalidade de cada sistema de governo, não gostava de nenhum, todos tinham erros. Isso fez com que ele buscasse teorias em desenvolvimento, convivesse com revolucionários e pouco a pouco elaborasse o seu projeto de governo. As questões relativas a vida e aos problemas dela – que todos têm – eram, para ele simples de resolver, já que tinha aprendido como aplicar filosofia na sua vida.

O Brasil já tinha saído da ditadura, o povo continuava o mesmo: relaxado, banal, sem críticas, pobre de conhecimento, embora ainda muito colaborador e unido. Continuavam sendo a marionete perfeita. Os resquícios do populismo de Vargas ainda pairavam pela sociedade, tudo indicava que ser populista era o caminho para esse garoto.

Seus amigos o taxavam de louco, sua família não entendia o que se passava na mente dele, mas ele tinha aprendido por si mesmo a se impor limites – esse foi o resultado a grande liberdade dada pela sua mãe. Enquanto seus amigos e colegas ouviam sertanejo, funk e bandas pop ele ouvia Raul, Legião, Zé Ramalho e Pink Floyd...”

Já estavam todos sentados em roda, a vodca passava de mão em mão. King Oliver, um cético a tudo, na verdade um homem sem opinião sequer alguma, do tipo que critica tudo por não ter argumento se levantou - estava sentado no chão – e disse, embebedado:

- Hãm, mais um politizado, odeio essas asneiras, cala a boca e vai beber algo.

- Me desculpe senhor, mas só estou sendo humano, política é quase biológica na gente, tenho sim o direito de falar isso. E me respeite, “amigo”.

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