terça-feira, 7 de agosto de 2012

O MISTÉRIO DOS HOMENS VISTCK - PARTE 5

O homem é o lobo do homem... Eles estavam à beira da morte, no meio de uma incrível tempestade marítima, o dia não amanhecia mesmo já chegando à noite. Deviam estar se matando, ou no mínimo brigando, mas a conformidade entre eles e o intelecto fez com que isso não ocorresse. Alguns focos se formaram, mas nada de generalizou. Jonas continuou a sua história:

“Quando tinha treze anos o garoto foi perguntado sobre o que ele queria fazer quando crescer durante uma dinâmica de grupo (em sala de aula), a resposta foi direta, ele queria dominar no mundo. Dito isso com tamanha verdade, foi ouvido com desprezo pelos colegas, mas nenhum daqueles colegas ou amigos tinham ao menos idéias para mudar sequer a sua região, ainda estavam tentando organizar suas mente e o garoto tentava organizar o mundo.

Como todos ele cresce. Suas ideais e suas aparentes loucuras sempre tinham afastado as mulheres da sua vida, mas pela primeira vez ele conhece a revolucionária que iria mudar o seu mundo. Ele funda seu próprio partido, forma coligações, se relaciona com outros revolucionários ou simples revoltados, atinge o seu objetivo e mesmo assim matem a sua integridade ao passar pela política de interesses e interesseiros que governava o país. Ele era o presidente da república e tinha maioria nos três poderes.

Era no ano de 2031, ele estava sentado no seu posto de trabalho no Planalto,as luzes estavam apagadas, ele pensava sobre o que iria fazer. A noite de novembro foi crucial para a mudança, já estava tudo acertado... Seria o golpe do século. Ele já tinha ligado para seus aliados no senado e na câmara de deputados, faltava confirmar a presença do exercito nas ruas.

Já eram sete horas e sua mulher chegou:

- Amor, você sabe o que eu disse sobre a revolução¿

- Sim, fale...

- Eu não quero mais, eu não poderei viver nesse clima, não quero ser o centro das atenções do mundo, você não pode continuar com isso, muito menos agora.

- Não! Essa é a minha vida, a minha revolução, você... Você não pode impedir.

- Pense no nosso filho.

- Filho¿ Você está brincando¿

- Não, eu estou grávida. Imagine a pressão que ele sofrerá. Os riscos na nossa família, e se alguém se revoltar contra você¿

- Mas... mas... como você nunca me contou isso¿

- Você estava tão ocupado e empolgado com essa sua revolução que eu não encontrava tempo, não queria te atrapalhar.

- Mas... como assim sem tempo¿ Eu nunca deixei de estar ao seu lado, você sabe o quanto eu prezo a nossa união.

- É amor, mas eu não queria atrapalhar.

- Mas a revolução deve continuar, será um sacrifício necessário, nosso filho terá uma vida privada, mas será pelo bem do Brasil.

- Não! Nosso filho vai sair na rua pra aprender a andar de bicicleta, vai se sujar na lama, vai jogar vídeo-games, ter namoradinhas na escola. Vai ser uma criança normal. Ou você não se lembra de todas as promessas e de todas as coisas que falava pra mim quando ainda éramos jovens. Você pode ter sido o marido perfeito, mas eu não admito isso! É a nossa família ou a droga desse país!

- Mas e meu compromisso, e tudo que eu pensei, e tudo que eu julgava, e minha luta¿

- Você quer dizer poder, né¿ Pode ser, mas e a nossa família¿ Você, nosso filho e eu, não somos nada pra você não¿

- São, mas... Por favor, saia da minha sala.

- Está certo então, essa criança será minha! E você nunca encostará nele!

E a mulher bateu a porta. Ele sabia o que devia ser feito e como devia ser feito...”

Oliver que nesse momento já estava se drogando e assediando a mulher junto com alguns colegas marujos grita para Jonas:

- Eu disse, esses caras não sabem nada, são malucos. Não tratam bem nem suas famílias! – E se referindo para a mulher disse - Não é mesmo gostosa.

Jonas riu, pensou em contra-argumentar, mas desistiu ao ver que aquele homem não merecia tamanha atenção novamente. Conteve sua raiva. A criança estava dormindo a tanto tempo que já estavam duvidando que o bebê estivesse vivo.

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